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24 maio 2010

A doida

Ela não pode ver o rio Jacuí que já vai correndo na frente e dá um mergulho em qualquer parte da margem. De longe, ainda antes de chegar perto o suficiente para ver as águas no leito, a gente ouve o barulho típico de alguém se jogando. É sempre assim. O tempo todo, várias vezes durante o tempo em que se ficar por perto do rio.

Acostumou a pular na água. Esteja calor ou frio, com ou sem sol, com ou sem vento. No inverno, de tanto a gente sentir frio só de ver, é necessário um severo e sonoro “não” para que ela se contenha.

Acompanhando a gente nas caminhadas pelas estradinhas da roça, ela entra em tudo que é poça dágua, córrego, bebedouro de gado, represa, rio e até em água parada de chuva.

Mas na piscina não. Aí ela não entra tão facilmente desde que foi “puxada” meio que à força. Aí, ao invés de mergulhar, ela fica correndo em volta, latindo e simulando um avançamento de cachorro bravo, dando bocadas na mão de quem tenta agarrá-la. Olha que ela até já mergulhou por conta própria, mas foi uma situação bem rara, um momento de desvario um pouco mais forte. Fora isso, esse é o tipo de água que ela vai sempre evitar. Vai entender o que se passa na cabeça dessa pessoa.

19 maio 2010

Laninha impossibilitada

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Laninha, minha companheira de caminhadas está “naqueles dias” e não pode sair por aí adando comigo. Tudo acabou ficando muito sem graça que nem me animei a ir sozinho. Acabei ficando de molho também. Agora só me resta esperar que esses dias passem logo. E o pior é que ela tem que ficar do lado de fora e aí faz aquela carona de quem não está entendendo nada, esperando, medindo cada movimento da gente como que achando que o próximo será para abrir-lhe a porta.

E todo mundo já está avisado para não esquecer de ir lá fora de vez em quando para dar-lhe um abraço. Mesmo sem saber que não poderia entrar, de manhãzinha, ao ouvir barulhos de gente se arrumando para descer, lá ficou ela postada no chão frio e molhado de chuva olhando para cima e pensando mil coisas que só ela sabe.

Ê Laninha. Guenta firme que são só alguns dias. Mas como dói.

01 janeiro 2010

Reveillon das águas do Jacuí em Cunha – Janeiro 2010

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Na virada foi só comemoração mas, como já aconteceu em anos anteriores, choveu no reveillon, choveu muito, choveu ainda mais forte do que no passado recente. O sistema de águas atingiu em cheio o sul do Rio de Janeiro e acabou sobrando prá nós aqui no vale do Paraíba, sul de Minas e serra do mar, Cunha e São Luiz do Paraitinga.

Calamidade pública em vários lugares, mais de 50 mortos na região, 6 só em Cunha, passamos a virada do ano aqui em Aparecida, chuva no dia 1o., plano de ir para o sítio quase não funcionou até que soubemos das notícias ruins sobre a enchente do Jacuí e saímos em caravana pela estrada por entre os vários deslizamentos de terra e pontes quase caindo. Povo doido, nem cogitamos o plano de ir só os homens e deixar as mulheres e crianças. Coisa muito perigosa, enchemos os carros, pegamos as correntes e fomos.

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Nosso sítio fica numa baixada que acaba sendo a única saída baixa do rio Jacuí, local onde os morros não contém as águas de cheias desse tipo. Não deu outra. Com tanta água vindo das cabeceiras, o alagamento foi geral subindo mais de 5 metros desde o leito normal do rio.

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Quando as águas começaram a baixar, a paisagem mudou, muita areia se juntou em parte onde antes era pasto, ficou parecendo cenário de praia depois da tempestade.

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Árvores menores foram varridas, sorte, as maiores resistiram.

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O leito normal do rio foi alargado, barrancos foram arrancados à força.

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A cachoeira do Beleza virou isso.

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Mas criou praias até que boas. Pena é que o rio vai voltar ao leito normal e tudo isso vai ser coberto de mato novamente.

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Nesse trecho formou-se uma represa natural, mas dá prá ver que o rio vai continuar procurando um caminho mais curto.

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Entre uma inspeção e outra, uma pausa para Bólis e Dítis.

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Até onde chegou o nível das águas.

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R., quando voltar por aqui, vai tomar um susto com o estado que ficou seu casebre.

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E depois que a água baixou, sabendo que não adianta muito lamentar, só nos restou relaxar e tentar se divertir um pouco nesse início molhado de 2010.

É claro que as crianças não perderiam a oportunidade de afundar o pé no barro e depois lavar num dos poços dágua.

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Ufa! Realmente ninguém é de ferro. Apesar de tudo, o calor não deixou de sufocar e aí, meu camarada, só mesmo um refresco no rio e aproveitar a sombra.

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Vídeos

O primeiro contato com o alagamento

Até onde a água chegou transformando o brejo numa extensão do rio, quase igual a uma represa como a gente tanto sonhou. Até brincamos com a Luzia dizendo que, agora, ela tinha a represa que tanto queria.

Povo doido prá ver como estava a igrejinha, se a água tinha encoberto tudo ou só a metade, como estavam os santos, agitaram, deram corda e resolvemos colocar a piscina de fibra para servir de barco. Preto, claro, foi o primeiro e embarcar.

Refazendo um pedaço de cerca perto do local onde a gente faz churrasco, as pedras ainda submersas, Dirceu até achou que o local tinha se acabado, rio ainda bem largo, todas as margens varridas e um pedaço de mata ciliar que virou beira de rio.

Cachoeira do Beleza (seu Vicente) totalmente descaracterizada, areia nas margens virou praia, quase todas as pedras ainda submersas, margens alargadas e o rio roncando, bravo, indomável.

31 outubro 2009

Feriado cheio de boas expectativas

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Já estamos todos quase prontos para zarpar para o sertão como diz a Nilra. Sabadaço ensolarado quente e com lufadas de um vento gostoso soprando por todos os lados. Laninha, pressentindo a partida, não larga do meu pé e fica me vigiando o tempo todo. É assim agora todo final de semana quando a gente começa a se movimentar para sair. Ela foi uns dias, adorou e, agora, já sabe o que a espera. Ela chega lá e, primeira coisa que faz, é rolar na grama bem espalhafatosa, mesmo que seja noite e a grama esteja molhada de sereno.

Feriado de Finados, já fui ao cemitério na segunda passada, só de curiosidade, dar uma olhadinha em volta, ver o estado dos túmulos caiados, Pretinho já tinha feito a manutenção anual. Não que isso me alivie de algum compromisso que pudesse estar me pressionando em segredo. Foi mais é curiosidade mesmo. E também pela oportunidade de sair um pouquinho e fazer algo diferente. E foi bom.

Sábado em casa, dá vontade de acordar mais cedo e dar uma voltinha antes de zarpar. Hoje, porém, resolvi ficar em casa e me dedicar a algo mais relax.

24 outubro 2009

Cachorrada na beira do rio Jacuí

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No final, acho mesmo que quem mais se diverte são eles. Entram sempre na água, nadam, sobem pelo barro, rolam na areia, se sujam dos pés à cabeça e não estão nem aí.

10 outubro 2009

Porto Itaguaçú

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Caminhadinha básica, eu e Lana, antes de zarpar para o sítio na véspera do feriado de 12 de Outubro. Cidade estava bem calma ainda, pouca gente apesar da manhã gostosa de sol e calor. Não pude prenunciar o grande movimento que a cidade teria no feriado e eu estaria bem longe do burburinho.

Interessante como a Basílica recuperou e Porto Itaguaçu, o local onde a santa foi encontrada. O local estava bem protegido, bem limpo, organizado, todo pintado, todo mundo a espera dos romeiros que encheriam o local no dia da festa. Lá pelas tantas, Lana sentou-se sobre um formigueiro de formigas ruivas e, quando sentiu as picadas, saiu doidona no maior pinote. Vacilo meu que não prestei atenção. Parado do outro lado do caminho de entrada, os policiais de uma viatura riram em silêncio. Acontece.

17 setembro 2009

Um dia quente de inverno

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Tempo maluco, estações misturadas, tem dia que chove demais quando era para estad seco e outros em que faz um calorão quando era para estar frio. Acho que bom mesmo é poder aproveitar o dia da forma como ele vier, independente da estação.

Dia desses, mente meio atormentada com um montão de coisas, um calorzinho gostoso pela manhã, vento quente soprando dos morros acima da linha do horizonte, tivemos a idéia – e a coragem – de sair andando pelo pasto e vaguear um pouco pela margem do nosso tão valorizado rio Jacuí.

Engraçado que o rio está sempre lá, correndo como sempre, fazendo barulho como sempre, só mudando a cor e nível da água conforme a temporada de chuvas ou de seca. E a gente gosta dele, gosta de andar por lá mas quase nunca arranja tempo disponível para relaxar e aproveitar a beleza e o espetáculo simples que ele nos oferece.

Mas aí Lana insistiu e fomos. Eu só apreciei. Ela não podia passar sem dar um mergulho.

02 agosto 2009

Somos loucos por cachorro

Mas às vezes crescem tão rápido que nem dá tempo de renovar a casinha.

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Essa semana estivemos falando bastante sobre cachorros, principalmente do sucesso de Bólis e Dítis. Bólis pode ser também Lólis ou Lolinha. Aí, nos finais de semana, se juntam Lolinha, Lilinha e Lelinha e, às vezes tem ainda Laninha. Na net, também rolava um papo sobre cachorros. E vieram com esses 2 vídeos recentes que a gente já viu na TV, mas que vale a pena ver de novo.

Esse sobre a doação órgãos, tão singelo e certeiro que inflama o peito da gente. Dá até vontade de aceitar a doação de órgãos nem que seja para ser reconhecido por alguns dos amigos que ficarem. Fora, é claro, o prazer de poder trazer uma sobrevida a algum humano.

E esse da Pedigree “Somos Loucos por Cachorro”
Essas referências foram inspiradas no blog Querido Leitor.