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26 julho 2009

Ovo passado, alergia e adrenalina

Faltou o Polaramine. Ficar longe da cidade tem dessas coisas, tem hora que nada mais nos resta senão enfrentar os obstáculos, digo, chuva, barro, estrada escorregadia, barrancos e valetas até chegar ao hospital mais próximo.

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As adversidades nos ensinam as lições e a gente amadurece se tiver a perspicácia para aprender. Primeiro que quem tem alergia nunca deve ficar muito longe de um anti-alérgico, segundo que não existe ovo meio estragado e meio bom para consumo e terceiro, o mais importante porém o mais difícil também, nos ensina que devemos sempre prestar muita atenção à própria intuição: olhou para uma coisa e achou meio estranho (sentiu uma certa intuição), procure não desconsiderar. De resto, mas que pizza maravilhosa hein?

E ainda foi bom encerrar a noite com pitadas generosas de adrenalina. Ainda bem que, se o carro atolasse, o Lali puxaria com o “cavalinho”. Eita Lali !!

30 dezembro 2008

Sem pontos, sem esparadrapo e um chope gelado

21:35
Ufa, estou livre dos pontos e do esparadrapo que estava me causando alergia. Cepog fechado, fizemos o serviço no Hospital Frei Galvão que, agora, está com um centro de atendimento novinho em folha, muito mais confortável. O serviço foi rápido e tão desconfortável como haveria de ser. E o pior é que, sabendo quantos pontos haviam, não teve como não ir, contando um a um, enquanto a enfermeira ia cortando a linha e dizendo:

-- Calma que tá quase acabando...

E acabou mesmo. E já me sinto feliz por ter reconquistado essa pequena liberdade que é poder tomar quantos banhos quiser a qualquer hora que achar melhor. Ah, como isso é muito bom.

Dr. Goveia, de São Paulo, sinal de que acompanha atentamente o que se passa com o paciente à distância, me mandou um email pedindo notícias sobre minha recuperação e preparado para continuar com as orientações. É muito bom poder contar com esse suporte mesmo estando longe de SP.

Voltando prá casa, um calor dos diabos, demos uma passadinha no Shopping para um chope gelado o que ajudou a elevar o astral de final de ano. O Reveillon promete.

17 dezembro 2008

Chegou o dia da cirurgia, finalmente

Estava devendo esse post para completar a história da cirurgia de artrodese na coluna no nível L5-S1 com colocação de parafusos e plaqueta de titânio, material fornecido pela Hexagon Indústria e Comércio de aparelhos ortopédicos, uma empresa de Campinas. Estive pesquisando várias empresas que fornecem esse tipo de material, inclusive a Depuy da própria Johnson poderia ser uma possibilidade, caso eu resolvesse fazer a cirurgia em outro lugar. No final, preferi confiar na experiência de mais de 20 anos da equipe do Dr. Goveia e também de que essa equipe, certamente, teria ao longo dos anos, adotado um material de qualidade comprovada. O resto ficaria por conta do plano de saúde.

Viajamos à São Paulo de ônibus, eu a Isabel, companheira de todas essas horas amargas. Tomei uma dose caprichada de Codaten para tolerar a dor na perna e lá fomos nós. Já no Hospital, esperando os arranjos na recepção, fizemos contato com uma outra pessoa, jovem ainda, funcionário das Casas Bahia, com uma aparência bem combalida, conversa vai, conversa bem, ele nos contou que estava lá para colocar 3 pontes de safena e que, há tempos, vinha tendo muitos problemas sérios no coração. E a cirurgia seria na manhã seguinte, no mesmo horário da minha.
Olhei bem para ele e, em silêncio, até senti um certo alívio ao comparar minha situação com a desse jovem. Achei que a minha cirurgia seria bem mais simples do que a dele e não gostaria de trocar de lugar.

Coisa ridícula essa de fazer a tricotomia da parte lombar às 5 da manhã e o pior, por um enfermeiro homem. Mas tudo bem. Naquele momento comecei a entrar naquele clima horrível de hospital onde o paciente se torna um nada nas mãos de qualquer um.

Preparado para injeção “fatal” da anestesia, insisti com todo mundo ao meu lado para que tentassem fazer um entubamento menos doloroso que da última vez, um serviço melhor. Todo ouviram com atenção e acho que funcionou. Disseram que usaram um tubo mais fino, mais maleável enfim, mais amigável e, no final, funcionou, pois minha traquéia resistiu quase ilesa dessa vez.

4 horas depois, de volta ao quarto, volta da anestesia, vivo enfim. Sobrevivi. Como sempre, todos os médicos disseram que correu tudo bem – os médicos sempre fazem isso - e que no dia seguinte já poderia me levantar. Todos os medicamentos por via intravenosa, nada de comprimidos, o único dissabor foi o desconforto indesejável de esvaziar a bexiga que não aconteceu sozinho por vias normais. Rios, ribeirões, postes, muros, matos, vielas escuras, banheiro de festa, cervejada, nada, nada adiantou. Dessa vez, só mesmo com a sonda apavorante e não só uma vez mas 3. Isso foi o que houve de pior. O resto deu prá tirar de letra. Mas sobrevivi de novo. A gente sempre sobrevive.

Ainda bem que prá compensar houveram as enfermeiras, todas muito gentis e sádicas como hão de ser.

Foi assim, agora, pinado e parafusado, vamos ver como vai ser a vida.