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01 janeiro 2010

Reveillon das águas do Jacuí em Cunha – Janeiro 2010

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Na virada foi só comemoração mas, como já aconteceu em anos anteriores, choveu no reveillon, choveu muito, choveu ainda mais forte do que no passado recente. O sistema de águas atingiu em cheio o sul do Rio de Janeiro e acabou sobrando prá nós aqui no vale do Paraíba, sul de Minas e serra do mar, Cunha e São Luiz do Paraitinga.

Calamidade pública em vários lugares, mais de 50 mortos na região, 6 só em Cunha, passamos a virada do ano aqui em Aparecida, chuva no dia 1o., plano de ir para o sítio quase não funcionou até que soubemos das notícias ruins sobre a enchente do Jacuí e saímos em caravana pela estrada por entre os vários deslizamentos de terra e pontes quase caindo. Povo doido, nem cogitamos o plano de ir só os homens e deixar as mulheres e crianças. Coisa muito perigosa, enchemos os carros, pegamos as correntes e fomos.

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Nosso sítio fica numa baixada que acaba sendo a única saída baixa do rio Jacuí, local onde os morros não contém as águas de cheias desse tipo. Não deu outra. Com tanta água vindo das cabeceiras, o alagamento foi geral subindo mais de 5 metros desde o leito normal do rio.

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Quando as águas começaram a baixar, a paisagem mudou, muita areia se juntou em parte onde antes era pasto, ficou parecendo cenário de praia depois da tempestade.

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Árvores menores foram varridas, sorte, as maiores resistiram.

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O leito normal do rio foi alargado, barrancos foram arrancados à força.

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A cachoeira do Beleza virou isso.

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Mas criou praias até que boas. Pena é que o rio vai voltar ao leito normal e tudo isso vai ser coberto de mato novamente.

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Nesse trecho formou-se uma represa natural, mas dá prá ver que o rio vai continuar procurando um caminho mais curto.

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Entre uma inspeção e outra, uma pausa para Bólis e Dítis.

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Até onde chegou o nível das águas.

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R., quando voltar por aqui, vai tomar um susto com o estado que ficou seu casebre.

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E depois que a água baixou, sabendo que não adianta muito lamentar, só nos restou relaxar e tentar se divertir um pouco nesse início molhado de 2010.

É claro que as crianças não perderiam a oportunidade de afundar o pé no barro e depois lavar num dos poços dágua.

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Ufa! Realmente ninguém é de ferro. Apesar de tudo, o calor não deixou de sufocar e aí, meu camarada, só mesmo um refresco no rio e aproveitar a sombra.

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Vídeos

O primeiro contato com o alagamento

Até onde a água chegou transformando o brejo numa extensão do rio, quase igual a uma represa como a gente tanto sonhou. Até brincamos com a Luzia dizendo que, agora, ela tinha a represa que tanto queria.

Povo doido prá ver como estava a igrejinha, se a água tinha encoberto tudo ou só a metade, como estavam os santos, agitaram, deram corda e resolvemos colocar a piscina de fibra para servir de barco. Preto, claro, foi o primeiro e embarcar.

Refazendo um pedaço de cerca perto do local onde a gente faz churrasco, as pedras ainda submersas, Dirceu até achou que o local tinha se acabado, rio ainda bem largo, todas as margens varridas e um pedaço de mata ciliar que virou beira de rio.

Cachoeira do Beleza (seu Vicente) totalmente descaracterizada, areia nas margens virou praia, quase todas as pedras ainda submersas, margens alargadas e o rio roncando, bravo, indomável.

26 julho 2009

Ovo passado, alergia e adrenalina

Faltou o Polaramine. Ficar longe da cidade tem dessas coisas, tem hora que nada mais nos resta senão enfrentar os obstáculos, digo, chuva, barro, estrada escorregadia, barrancos e valetas até chegar ao hospital mais próximo.

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As adversidades nos ensinam as lições e a gente amadurece se tiver a perspicácia para aprender. Primeiro que quem tem alergia nunca deve ficar muito longe de um anti-alérgico, segundo que não existe ovo meio estragado e meio bom para consumo e terceiro, o mais importante porém o mais difícil também, nos ensina que devemos sempre prestar muita atenção à própria intuição: olhou para uma coisa e achou meio estranho (sentiu uma certa intuição), procure não desconsiderar. De resto, mas que pizza maravilhosa hein?

E ainda foi bom encerrar a noite com pitadas generosas de adrenalina. Ainda bem que, se o carro atolasse, o Lali puxaria com o “cavalinho”. Eita Lali !!

09 abril 2009

Estrada interditada


A chuvarada intensa de verão ruiu a estrada Guará-Cunha que foi totalmente interditada semana passada e tivemos que passar por uma estrada alternativa de terra que fica meio que paralela à estrada original, estrada essa que eu nem sabia que existia. Foi até bom poder conhecer um caminho diferente e ver que logo ali atrás das montanhas existem também muitos outros sítios e fazendas tão perto e desconhecido.

O problema é que essa estradinha, é claro, não estava preparada para receber todo o tráfego que normalmente vai pelo asfalto. As máquinas do Estado consertaram os trechos mais complicados, mas as filas foram inevitáveis. Até andaram dizendo que os vagabundos oportunistas já estavam fazendo vítimas por ali e, por isso, cuidamos de voltar um pouco mais cedo ainda com céu claro. Ainda bem que não choveu porque, certamente, a viagem por esse trecho teria sido bem mais emocionante.

E vem aí outro feriadão em uma semana. Tiradentes. Vamos ver como será.

02 abril 2009

Mais uma para tentar vencer o barro

Pict-536Mais uma personagem para se enlamear conosco nessa estrada esburacada e cheia de armadilhas que se revelam depois das chuvas incessantes, intermitentes e insistentes.

Um mecânico especializado em 4x4 vive me dizendo que a Hilux, embora seja já de uma certa idade, possui travamento automático do diferencial traseiro do tipo deslizante com aproveitamento de até 70% de tração na roda livre. Eu fiquei intrigado, pesquisei no Google e não achei nada específico para a Hilux. Mas achei boas referências de como funciona o esquema de diferencial nos carros. E também o que significa ter a possibilidade de bloquear o diferencial quando o carro entra na lama e acaba numa situação onde uma roda fica no chão e a outra no ar ou num buraco cheio mingau e sem tração.

Com bloqueador de diferencial, quando atolei com a Hilux cheia de mourões na caçamba, não teria sido necessário descarregar e ficar todo sujo de lama colocando pedra e empurrando pela traseira. Sorte que o tio Pretinho fez o serviço mais pesado.

Mas também não acho que um bloqueio de diferencial vá fazer tanta falta assim. Dadas as condições que a gente vive dirigindo, ele seria muito pouco utilizado. Acredito que um guincho sim, talvez tivesse mais utilidade.

De qualquer forma, continuamos evoluindo aos poucos de sem tração para tração nas 4 com reduzida. Vamos ver se a gente passa ou não passa.

15 março 2009

Chuva, barro e rali de carro mil

Estamos, de novo, com aquela convergência amazônica que traz muita chuva num eixo grande que pega uma boa parte do país. E tome chuva. E tome barro também. Fazia bastante tempo que a gente não precisava ir ao sítio sem a Hilux, sem 4x4, sem reduzida, sem pneus 50% para barro, sem carro alto. Fomos esse final de semana de gol 1000, limpinho, baixinho e fraquinho e com ótimos pneus para asfalto. Foi uma aventura diferente. Chegamos na Sexta antes de começar a parte mais forte das chuvas que caíram no Sábado e no Domingo. Hoje à tarde, depois de uma pequena estiada, resolvemos vir com barro e tudo. O golzinho dançou, deslizou, patinou mas, no final, deu tudo certo, o carro enlameou, mas todos se salvaram.

Essa será uma boa semana para concluir a troca da correia dentada da Hilux e também para acelerar a procura por um Susuki usado.