Os passarinhos andaram meio sumidos das redondezas mas agora voltaram com o bando todo. E voltaram com muita fome. Todo final de semana até parece que ficam por lá à espreita esperando a gente chegar e espalhar alpiste pelos comedouros. Daí é só virar as costas e eles “atacam”. Sai até briga pela disputa dos melhores lugares à mesa. Ainda não tenho visto os bigodinhos mas, em compensação, as coleirinhas estão dominando junto com os canários.
12 agosto 2010
08 maio 2010
Picharro ou trinca ferro
Faz um certo tempo que os passarinhos diminuíram. Deve ser a época. Tenho anotado sempre quando eles aparecem e quando somem e sei que depois de julho até setembro, quando começa a época de acasalamento, eles voltam aos bandos.
Nessa época, até o alpiste nos comedouros dura mais de uma semana. Até os ticos andam meio desaparecidos, mas tem uma surpresa boa. Hoje vi um picharro comendo alpiste sentadinho na ponta de um galho. Picharro ou trinca ferro é um pássaro meio raro por essas bandas e sei que tem muita gente esperta que tá sempre de olho pra pegar um. Sei que conseguem um bom valor quando conseguem um desses bom de canto. Esse que eu vi hoje estava quietinho. De vez em quando soltava um piado alto. E também estava sozinho. Pode ser que já esteja reconhecendo o terreno pra vir procurar um par nos meses seguintes. Que seja bem vindo.
E tem dia que a gente acorda bem cedinho ouvindo esse canto e até confunde com outros tipos de pássaros. Agora sei que é o danado do picharro – clique e ouça.
09 janeiro 2010
Galinhas caipiras são mais felizes
Final de semana meio atípico, não fomos para o sítio para poder ir prestigiar o aniversário da dona Rosina na Vila Mariana. Recentemente tenho tentado usar esse tipo de referência para que as nossas crianças aprendam que, sempre nesses casos, o importante é a participação para prestigiar o aniversariante e nunca, a busca de prazer e divertimento pessoal. É claro que, quando se pode aliar os dois, fica melhor ainda. E hoje parece que vai dar certo.
Sábado ensolarado e quente, vendo TV durante o café, vi esse título e resolvi usá-lo nesse post.
No sítio temos muitas galinhas, todas caipiras e muito felizes. Como já disse algumas vezes, é um dos meus maiores prazeres poder curtir a galinhada livre pelo terreno, ciscando, comendo, ensinando os pintinhos, correndo uma atrás da outra para roubar um petisco, os galinhos treinando briga de mentirinha, quando o sol esquenta, deitam-se debaixo dos pés de azaléias, tomam água no córrego, atravessam a rua e vão botar ovos no mato, nas margens da represa, atrás do bambuzal, na beira do brejo.
Nunca se aproximam muito da gente, mas têm umas que acabam ficando bem sem vergonha e chegam mais perto. Tem o Fred que se acostumou a ver a gente ir buscar ração para Bólis e Dítis e sempre vem atrás em busca de alguns grãos. Com jeitinho ele vem comer na palma da mão da gente com suas bicadas fortes e certeiras.
Já conversamos sobre pinteiros, separar os pintinhos das galinhas para aumentar a produção mas, no final, acabamos por deixá-los todos soltos mesmo. Umas das cenas mais alegres do lugar é ver uma galinha ciscando e pastando com uma renca de pintinhos novos. Eles ficam em volta, ela cisca, finge que bica alguma coisa na terra ciscada e eles a imitam procurando bichinos na palha. E assim vão aprendendo como sobreviver sozinhos. Com o passar do tempo eles logo se desgarram da mãe mas, por um bom tempo ainda, vão continuar andando com o mesmo grupo de irmãos. E a galinha vai partir para outra ovação e mais uma renca de pintinhos virá.
Assim são elas, acordam bem cedinho mas também vão dormir bem cedo. Fizemos um galinheiro confortável e seguro mas não adiantou muito – a maioria delas prefere dormir empoleirada nas árvores em volta. São barulhentas e reagem escandalosas ao menor perigo ou quando botam um ovo. Botou um ovo, lá vai o Dudu verificar.
Onde tem galinha, cobra e outros bichos rastejantes não dão bobeira. Por isso nosso gramado está sempre limpo e, assim, vão vivendo suas vidinhas felizes sem demonstrarem que nos reconhecem. Parece que água, milho e liberdade para ciscar, pastar, botar e criar seus pintinhos é tudo que elas querem. Que assim seja.
31 outubro 2009
Alpiste é bom demais
Um sol desses, Primavera, feriado pela frente, fico aqui imaginando essas criaturinhas lá, ansiosas por nossa chegada e pelos comedouros reabastecidos. Calma que já estamos a caminho.
Essa curruíra aí fêz ninho dentro da gaiola ecológica e arranjou briga com todos os canários e demais amigos das redondezas. Entre um choco e outro, fica ali por perto vigiando a ninhada.