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08 novembro 2009

Flamboyant vermelho

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Hoje, no meio do meu caminho topei com um belo de um flamboyiant vermelho, por cima e por baixo, já que o chão também estava forrado de folhinhas vermelhas. Essa visão me transportou muitos anos no passado e me fez lembrar de uma dessas árvores que ficava bem no meio do pátio em frente ao conjunto de salas de aula onde estudei até a quarta série.

Impassível e silencioso, cumprindo os desígnios de florar, colorir, descolorir e secar, aquele velho flamboyant foi testemunha de uma parte da minha vida. Aquele ficou no passado. Muitos outros continuam por aí tingindo a paisagem de vermelho encarnado.

10 outubro 2009

Porto Itaguaçú

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Caminhadinha básica, eu e Lana, antes de zarpar para o sítio na véspera do feriado de 12 de Outubro. Cidade estava bem calma ainda, pouca gente apesar da manhã gostosa de sol e calor. Não pude prenunciar o grande movimento que a cidade teria no feriado e eu estaria bem longe do burburinho.

Interessante como a Basílica recuperou e Porto Itaguaçu, o local onde a santa foi encontrada. O local estava bem protegido, bem limpo, organizado, todo pintado, todo mundo a espera dos romeiros que encheriam o local no dia da festa. Lá pelas tantas, Lana sentou-se sobre um formigueiro de formigas ruivas e, quando sentiu as picadas, saiu doidona no maior pinote. Vacilo meu que não prestei atenção. Parado do outro lado do caminho de entrada, os policiais de uma viatura riram em silêncio. Acontece.

25 maio 2009

5 meses e 8 dias

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Hoje faz 5 meses e 8 dias desde o dia da cirurgia de artrodese na L5-S1 (um pouco de detalhes aqui porque certamente não mais me lembrarei disso daqui a 40 anos). Saí para uma caminhada relativamente leve em torno da Basílica, eu e Lana, e posso dizer que estou bem.

No início, como saí meio rapidinho para elevar logo o rítmo cardíaco, depois de uns 15 minutos, comecei a sentir um desconforto do lado esquerdo. Lembre-se que, do lado esquerdo tem a fusão óssea e do lado direito tem a plaqueta com os parafusos.

Outro dia, andando rápido todo o percurso, no final comecei a sentir uma sensação de como se algo estive queimando por dentro, dos 2 lados, na fusão e no titânio.

Hoje, quando veio o desconforto, diminuí o rítmo e logo passou.

Oficialmente ainda não comecei a fazer nenhum tipo de fisioterapia, nenhum tipo de exercício de fortalecimento da musculatura paravertebral e isso não deve estar certo. Tenho certeza de que o Dr Goveia desaprovaria começar qualquer tipo de exercício sem orientação, sem focar no reforço da musculatura. Mas entendo que essas caminhadinhas leves podem ajudar a começar o fortalecimento, recuperação do fôlego, etc. Será?

Essa foto aí de cima nem tem nada a ver com minha caminhada pelo pátio da Basílica mas, como não achei nenhuma e não gostaria de usar nenhuma imagem com direitos de outra pessoa, coloquei essa mesmo que mostra bem os caminhos que ainda me esperam quando eu tiver coragem de retomar meus exercícios regulares.

07 fevereiro 2009

Baile de formatura

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20090207-Sat-01:54:07
Tarde já e eu ainda acordado. Preciso descansar bastante durante o dia para curtir bem o baile de formatura da Amanda que começa às 11 da noite.

Marcelo esteve num desses bailes por esses dias, formatura da turma da Fatea e disse que o bicho pegou até bem de manhã cedo. Noitada regada a Whisky e muita cerveja. Disse ele que a música rolou até 6 da manhã com todo mundo prá lá de bagdá. A noite hoje promete.

20090207-Sat-01:55:36
Dormir...

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20090207-Sat-17:05:37
Muito sol e calor e já vi um post num blog de alguém sonhando com praia, água fresca e leitura na sombra. Essa semana longe do sítio, chegamos a cogitar de dar um pulo no litoral, mas não passou disso.

Aqui em casa, o ritmo é de espera para a grande noite do baile de formatura. Roupas sendo revisadas, passadas, um ou outro botão sendo repregado, vestidos desamassados, sapatos sendo limpos, de vez em quando, toca o telefone, é gente querendo saber dos arranjos. Provavelmente vamos sair todos daqui de casa. Não sei ainda.

Depois do café, refiz uma ligações dos telefones lá embaixo da mesa do escritório e agora está tocando aqui no nosso quarto e no telefone da sala. Espero que continue funcionando. Toda vez que mexo lá alguma coisa acaba parando de funcionar e aí tenho que chamar a Telefônica que vem e nunca dá um jeito definitivo.

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Bati um papo agora com o Taj pelo msn. Ele continua na HCL e acha que os contratos com a JnJ serão todos cancelados até junho desse ano visto que a HP está assumindo tudo.

Confundi o Taj com o Raj que foi prá Tata. O Taj continua na HCL e é aquele que gosta de fazer caminhadas nas montanhas, já esteve no Tibete e tals. Estive falando com ele sobre a novela "Caminho das Índias" e ele reconhece que estamos retratando um monte de antigas tradições estúpidas que quase já não são seguidas pelas pessoas mais informadas. E nós aqui, vendo o país dele através dessa janela, corremos o risco de achar que o país inteiro é assim, o que não é verdade. Daí a necessidade de se ter critério e filtrar bem as coisas que nos chegam pela TV. Encerrei nosso papo deixando aberta a possibilidade de, um dia quem sabe, ele organizar uma dessas caminhadas e me convidar. Seria uma ótima oportunidade para testar minha nova coluna. Ele diz que tem uma caminhada dessas pelas altas altitudes sendo programada para breve e já me deixa convidado sugerindo que eu vá com a esposa. Ô dó.

04 fevereiro 2009

Momentos são únicos

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A vida da gente é uma coleção de momentos únicos, momentos que não se repetem, mesmo que todas as circunstâncias sejam as mesmas. Um momento, quando acontece, tem que ser aproveitado ao máximo, porque nunca mais vai se repetir. A curtição de um momento é dependente de muitas variáveis, externas como o ambiente, o vento, a temperatura, a estação do ano, as pessoas em volta e pessoais, como o humor, preocupações, pensamentos, stress e dor.

Junta-se todos esses elementos básicos mais o que está acontecendo e pronto, tem-se um momento qualquer, bom ou ruim, passageiro ou duradouro mas que será único na vida.

Ontem tive um momento especial de relaxamento e prazer quando passeava com os cachorros. Foi um momento bem curto, de menos de uma hora, mas que me fez achar que o dia valeu ter sido vivido.

Hoje tentei repetir a dose. Juntei todos os elementos básicos que pude, os cachorros, mais ou menos o mesmo horário e, por coincidência, mais ou menos a mesma temperatura, chuva no horizonte, um pouco de vento, até as mesmas músicas no ipod. Mesmo sabendo que seria impossível acontecer de novo, pelo menos tentei chegar perto. Mas deu tudo errado. Tudo completamente errado.

Para começar, os taludes estão desbarrancando, já estavam ontem, mas de ontem para hoje parece que ficou pior. Me esquivei por baixo das fitas de proteção, desci por um lado mais estável e sentei na mesma pedra. As corujas estavam por ali, mais ou menos no mesmo lugar, apesar de que em maior quantidade hoje. Nem deu para colocar música porque havia companhia. O momento de relaxamento deu lugar a um outro momento de bate papo, bom também.

Logo apareceu um guarda nos avisando para deixar o local porque a área estava interditada.

Nem os cachorros se divertiram como ontem. Momentos não se repetem.

03 fevereiro 2009

Relaxamento

Descrições de momentos felizes são muito chatos, mas passear com a Lana, o Max e o Bart lá nas curvas de nível gramadas do estacionamento da Basílica, no finalzinho da tarde, ficar sentado numa pedra observando a estrada ao longe sem ouvir os caminhões, ouvindo música no ipod enquanto os cachorros corriam um atrás do outro só parando para cheirar as moitas de capim enquanto duas corujas piavam no topo de uma pedra mais abaixo, com as penugens arrepiadas pelo vento ameno, tudo isso sem sentir um pingo de dor foi um momento que, definitivamente, entrou para a minha lista.

30 dezembro 2008

Dia de tirar os pontos

13:37
Hoje é dia de tirar os pontos e fico sabendo que o Cepog já está fechado para as festas de fim de ano. Só Sábado. Alternativa, no Frei Galvão tem médico (que pode ser aqueles tipo estagiário), mas tudo bem, vai ser lá mesmo. Preciso tirar esse curativo com esparadrapo Cremer que está me matando de tanto que comicha. Sem os pontos e sem curativo, vou poder tomar banho a qualquer hora e até refrescar na piscina tomando uma gelada. Não vejo a hora.

A caminhada de ontem não me fez bem, acho que exagerei. Estou sentindo um pouco de dor do lado direito onde ficam os parafusos. Espero que não seja nada que não possa voltar ao normal com descanso adequado. Preciso ficar ligado prá não cometer nenhum exagero e me arrepender depois.

É que, com o passar dos dias, a cicatrização vai melhorando e a gente vai, automaticamente, voltando a fazer mais movimentos, mais coisas normais enfim, voltando à vida normal e esquecendo que tem um mês para ir bem de leve, sem exagerar.

Deh, em Floripa, não ligou mais, não mandou SMS, não deu mais sinal de vida. Deve estar se esbaldando. Tomara que não esteja precisando de nada que a gente pudesse prover para fazê-lo mais feliz.

29 dezembro 2008

Caminhando com parafusos

20:43
Uma das minhas maiores preocupações com a cirurgia da coluna, travada com parafusos e placa de titânio, é com a perda de capacidade para fazer caminhadas. Aceitei fazer a cirurgia para garantir uma boa qualidade de vida e, caminhar faz parte do que considero uma vida normal. Caminhar é preciso, mesmo que não possa mais saltar de barrancos de 3 metros de altura.

Por enquanto, 12 dias após a colocação dos parafusos, já pude dar uma caminhadinha de uns 20 minutos me sentindo absolutamente muito bem. Aproveitei que tinha mesmo que dar umas voltas de acordo com a recomendação do Dr. Goveia, e levei a Lana comigo para sentir uns cheiros diferentes. Até completamos o giro com o Max amarrado na correntinha. É claro que todos gostaram muito. Que cachorro que não gosta de andar à toa.