17 junho 2010

Álbum de fotos de Cunha no UOL

Entro no UOL como faço todos os dias e dou de cara com um álbum de fotos da cidade de Cunha logo na primeira página. Trata-se de uma reportagem dedicada a turistas com incentivos para quem gosta de descansar no campo, na roça, passear em trilhas na mata, subir montanhas, comer em restaurante serrano, beber água limpa na fonte, enfim, essas coisas que a gente faz todo final de semana.

Ainda assim selecionei umas indicações de uns lugares que a gente ainda não foi. Vou guardar aqui como sugestão para futuros passeios como, por exemplo, essa igrejinha no bairro de Campo Alegre.

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Ou essa fábrica de cervejas artesanais.

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Acho que vou gostar desse lugar…

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De repente me deu uma vontade de voltar logo pra lá.

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Ah, esse é o salão daquele senhor de cabelos e bigodes brancos que, entre um corte e outro, fica tocando violão e cantando música sertaneja. Lembra que uma vez ficamos lá um tempão tomando chopp na calçada enquanto ele cantava lá dentro? Outro dia também vi uma reportagem com ele na Vanguarda. Só não vou é me lembrar do nome dele agora.

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Ah, mas essa paisagem é muito conhecida. Até parece algum lugar lá perto do sítio onde costumo caminhar com Lana.

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É isso aí. Benza Deus!!

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24 maio 2010

A doida

Ela não pode ver o rio Jacuí que já vai correndo na frente e dá um mergulho em qualquer parte da margem. De longe, ainda antes de chegar perto o suficiente para ver as águas no leito, a gente ouve o barulho típico de alguém se jogando. É sempre assim. O tempo todo, várias vezes durante o tempo em que se ficar por perto do rio.

Acostumou a pular na água. Esteja calor ou frio, com ou sem sol, com ou sem vento. No inverno, de tanto a gente sentir frio só de ver, é necessário um severo e sonoro “não” para que ela se contenha.

Acompanhando a gente nas caminhadas pelas estradinhas da roça, ela entra em tudo que é poça dágua, córrego, bebedouro de gado, represa, rio e até em água parada de chuva.

Mas na piscina não. Aí ela não entra tão facilmente desde que foi “puxada” meio que à força. Aí, ao invés de mergulhar, ela fica correndo em volta, latindo e simulando um avançamento de cachorro bravo, dando bocadas na mão de quem tenta agarrá-la. Olha que ela até já mergulhou por conta própria, mas foi uma situação bem rara, um momento de desvario um pouco mais forte. Fora isso, esse é o tipo de água que ela vai sempre evitar. Vai entender o que se passa na cabeça dessa pessoa.

Flagra

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Olha só quem foi pega no flagra comendo alpiste no comedouro dos passarinhos em cima da árvore. Por isso o alpiste está acabando rapidinho e nem tem muitos passarinhos vindo nessa época do ano. Ah, faça-me o favor.

22 maio 2010

Jacuia, a carpa da Jacuí

Em Fevereiro pegamos uma carpa no rio Jacuí sem ferí-la. Com muito cuidado e graças ao esforço do Gustavo que fez tudo correndo para que ela não sentisse tanto, conseguimos colocá-la na represa que passou a ser sua nova casa.

Naquele dia chuvoso, depois de colocá-la com cuidado na água, ficamos lá muitos longos minutos, observando de longe o esforço dela para recuperar a respiração e sair nadando. Ela tentava, afundava um pouco e boiava de barriga para cima. Fêz isso várias vezes e começamos a achar que não suportaria o tempo que teve que ficar fora dágua.

Tentou e tentou até que conseguiu. Afundou, nadou, respirou e foi em frente. Se adaptou. Passou uma semana, duas, ninguém mais a viu, o que nos pareceu um bom sinal. Hoje está de boa. Se adaptou bem ao local e sempre aparece na nossa frente quando jogamos ração. Vem sempre de mansinho com a bocona aberta pegando as bolinhas uma a uma.

Foi batizada: Jacuia.

20 maio 2010

Árvores da beira da represa

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Seguem crescendo cada vez mais em nosso quarto ano de sítio. A esperança é que daqui a alguns anos, tenhamos bastante sombra para curtir uma pescaria de leve. Ah, e também muitas árvores frutíferas para que os peixes se divirtam. No inverno do ano passado, uma geada mais forte secou todas as folhas de algumas e atrasou o desenvolvimento. Aí fizemos um coberturinha mais ou menos para ver se consegue proteger uma delas mas confesso que não estou botando muita fé não. Vamos ver.

19 maio 2010

Laninha impossibilitada

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Laninha, minha companheira de caminhadas está “naqueles dias” e não pode sair por aí adando comigo. Tudo acabou ficando muito sem graça que nem me animei a ir sozinho. Acabei ficando de molho também. Agora só me resta esperar que esses dias passem logo. E o pior é que ela tem que ficar do lado de fora e aí faz aquela carona de quem não está entendendo nada, esperando, medindo cada movimento da gente como que achando que o próximo será para abrir-lhe a porta.

E todo mundo já está avisado para não esquecer de ir lá fora de vez em quando para dar-lhe um abraço. Mesmo sem saber que não poderia entrar, de manhãzinha, ao ouvir barulhos de gente se arrumando para descer, lá ficou ela postada no chão frio e molhado de chuva olhando para cima e pensando mil coisas que só ela sabe.

Ê Laninha. Guenta firme que são só alguns dias. Mas como dói.

08 maio 2010

Picharro ou trinca ferro

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Faz um certo tempo que os passarinhos diminuíram. Deve ser a época. Tenho anotado sempre quando eles aparecem e quando somem e sei que depois de julho até setembro, quando começa a época de acasalamento, eles voltam aos bandos.

Nessa época, até o alpiste nos comedouros dura mais de uma semana. Até os ticos andam meio desaparecidos, mas tem uma surpresa boa. Hoje vi um picharro comendo alpiste sentadinho na ponta de um galho. Picharro ou trinca ferro é um pássaro meio raro por essas bandas e sei que tem muita gente esperta que tá sempre de olho pra pegar um. Sei que conseguem um bom valor quando conseguem um desses bom de canto. Esse que eu vi hoje estava quietinho. De vez em quando soltava um piado alto. E também estava sozinho. Pode ser que já esteja reconhecendo o terreno pra vir procurar um par nos meses seguintes. Que seja bem vindo.

E tem dia que a gente acorda bem cedinho ouvindo esse canto e até confunde com outros tipos de pássaros. Agora sei que é o danado do picharro – clique e ouça.

25 março 2010

Guerra ao terror

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Final de semana a gente leva os filmes prá ver na roça mas nem sempre dá certo. O tempo parece curto prá fazer tudo que se planeja e, quando chega na hora de ver um filme, tem gente que dorme nos primeiros 10 minutos. Isso quando consegue passar pelas apresentações iniciais. Aí, tem filme que vai e volta várias vezes. fora aqueles que o aparelho de DVD não consegue passar até o final, trava, e acaba ficando para uma próxima. Ultimamente apareceu uma outra oportunidade de a gente ver um ou outro na quarte-feira.

Ontem, aqui em casa, quarta-feira, dia de futebol, São Paulo jogando, Deh vendo lá em cima, já viu esse filme mas, mesmo assim, ainda deu umas espiadas.
É, no final, acho que tive uma boa surpresa. Eu até estava achando que seria muito chato mas logo deu para entender o mote do filme, que a guerra vicia e tals. Pelo menos o Oscar não foi assim tão em vão. Consegui até sentir uma certa tensão durante as cenas.
Gu, que já tinha adiantado pelo twitter que conseguiria ver até o final, disse depois que deu uma dormidinha em casa logo depois que saiu do serviço e, com isso, resistiu bravamente até o final. Fazia tempo que a gente não via um filme juntos até o final.
Valeu --

20 março 2010

Faísca está de volta

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Depois de passar por uns maus momentos, Faísca está de volta, passando bem e pastando tranquilamente às margens do Jacuí.

Vida longa ao Faísca!!

09 janeiro 2010

Galinhas caipiras são mais felizes

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Final de semana meio atípico, não fomos para o sítio para poder ir prestigiar o aniversário da dona Rosina na Vila Mariana. Recentemente tenho tentado usar esse tipo de referência para que as nossas crianças aprendam que, sempre nesses casos, o importante é a participação para prestigiar o aniversariante e nunca, a busca de prazer e divertimento pessoal. É claro que, quando se pode aliar os dois, fica melhor ainda. E hoje parece que vai dar certo.

Sábado ensolarado e quente, vendo TV durante o café, vi esse título e resolvi usá-lo nesse post.

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No sítio temos muitas galinhas, todas caipiras e muito felizes. Como já disse algumas vezes, é um dos meus maiores prazeres poder curtir a galinhada livre pelo terreno, ciscando, comendo, ensinando os pintinhos, correndo uma atrás da outra para roubar um petisco, os galinhos treinando briga de mentirinha, quando o sol esquenta, deitam-se debaixo dos pés de azaléias, tomam água no córrego, atravessam a rua e vão botar ovos no mato, nas margens da represa, atrás do bambuzal, na beira do brejo.

Nunca se aproximam muito da gente, mas têm umas que acabam ficando bem sem vergonha e chegam mais perto. Tem o Fred que se acostumou a ver a gente ir buscar ração para Bólis e Dítis e sempre vem atrás em busca de alguns grãos. Com jeitinho ele vem comer na palma da mão da gente com suas bicadas fortes e certeiras.

Já conversamos sobre pinteiros, separar os pintinhos das galinhas para aumentar a produção mas, no final, acabamos por deixá-los todos soltos mesmo. Umas das cenas mais alegres do lugar é ver uma galinha ciscando e pastando com uma renca de pintinhos novos. Eles ficam em volta, ela cisca, finge que bica alguma coisa na terra ciscada e eles a imitam procurando bichinos na palha. E assim vão aprendendo como sobreviver sozinhos. Com o passar do tempo eles logo se desgarram da mãe mas, por um bom tempo ainda, vão continuar andando com o mesmo grupo de irmãos. E a galinha vai partir para outra ovação e mais uma renca de pintinhos virá.

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Assim são elas, acordam bem cedinho mas também vão dormir bem cedo. Fizemos um galinheiro confortável e seguro mas não adiantou muito – a maioria delas prefere dormir empoleirada nas árvores em volta. São barulhentas e reagem escandalosas ao menor perigo ou quando botam um ovo. Botou um ovo, lá vai o Dudu verificar.

Onde tem galinha, cobra e outros bichos rastejantes não dão bobeira. Por isso nosso gramado está sempre limpo e, assim, vão vivendo suas vidinhas felizes sem demonstrarem que nos reconhecem. Parece que água, milho e liberdade para ciscar, pastar, botar e criar seus pintinhos é tudo que elas querem. Que assim seja.

01 janeiro 2010

Reveillon das águas do Jacuí em Cunha – Janeiro 2010

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Na virada foi só comemoração mas, como já aconteceu em anos anteriores, choveu no reveillon, choveu muito, choveu ainda mais forte do que no passado recente. O sistema de águas atingiu em cheio o sul do Rio de Janeiro e acabou sobrando prá nós aqui no vale do Paraíba, sul de Minas e serra do mar, Cunha e São Luiz do Paraitinga.

Calamidade pública em vários lugares, mais de 50 mortos na região, 6 só em Cunha, passamos a virada do ano aqui em Aparecida, chuva no dia 1o., plano de ir para o sítio quase não funcionou até que soubemos das notícias ruins sobre a enchente do Jacuí e saímos em caravana pela estrada por entre os vários deslizamentos de terra e pontes quase caindo. Povo doido, nem cogitamos o plano de ir só os homens e deixar as mulheres e crianças. Coisa muito perigosa, enchemos os carros, pegamos as correntes e fomos.

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Nosso sítio fica numa baixada que acaba sendo a única saída baixa do rio Jacuí, local onde os morros não contém as águas de cheias desse tipo. Não deu outra. Com tanta água vindo das cabeceiras, o alagamento foi geral subindo mais de 5 metros desde o leito normal do rio.

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Quando as águas começaram a baixar, a paisagem mudou, muita areia se juntou em parte onde antes era pasto, ficou parecendo cenário de praia depois da tempestade.

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Árvores menores foram varridas, sorte, as maiores resistiram.

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O leito normal do rio foi alargado, barrancos foram arrancados à força.

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A cachoeira do Beleza virou isso.

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Mas criou praias até que boas. Pena é que o rio vai voltar ao leito normal e tudo isso vai ser coberto de mato novamente.

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Nesse trecho formou-se uma represa natural, mas dá prá ver que o rio vai continuar procurando um caminho mais curto.

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Entre uma inspeção e outra, uma pausa para Bólis e Dítis.

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Até onde chegou o nível das águas.

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R., quando voltar por aqui, vai tomar um susto com o estado que ficou seu casebre.

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E depois que a água baixou, sabendo que não adianta muito lamentar, só nos restou relaxar e tentar se divertir um pouco nesse início molhado de 2010.

É claro que as crianças não perderiam a oportunidade de afundar o pé no barro e depois lavar num dos poços dágua.

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Ufa! Realmente ninguém é de ferro. Apesar de tudo, o calor não deixou de sufocar e aí, meu camarada, só mesmo um refresco no rio e aproveitar a sombra.

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Vídeos

O primeiro contato com o alagamento

Até onde a água chegou transformando o brejo numa extensão do rio, quase igual a uma represa como a gente tanto sonhou. Até brincamos com a Luzia dizendo que, agora, ela tinha a represa que tanto queria.

Povo doido prá ver como estava a igrejinha, se a água tinha encoberto tudo ou só a metade, como estavam os santos, agitaram, deram corda e resolvemos colocar a piscina de fibra para servir de barco. Preto, claro, foi o primeiro e embarcar.

Refazendo um pedaço de cerca perto do local onde a gente faz churrasco, as pedras ainda submersas, Dirceu até achou que o local tinha se acabado, rio ainda bem largo, todas as margens varridas e um pedaço de mata ciliar que virou beira de rio.

Cachoeira do Beleza (seu Vicente) totalmente descaracterizada, areia nas margens virou praia, quase todas as pedras ainda submersas, margens alargadas e o rio roncando, bravo, indomável.