Esses vieram das margens do Paraitinga para as margens do Jacuí. Chegaram e já foram se sentindo em casa. A esperança é que espantem um pouco de cobras pra bem longe. Eita.
31 março 2012
19 dezembro 2011
Cobra cascavel no sofá da sala !!
20111219-Sat-Sítio
Puta merda, uma cascavel em cima do sofá.
2011-12-18-Sun-12:18:40
Maior susto na chegada, Isabel desligou o alarme, abriu a porta, entrou, abriu a porta balcão, ouviu um chiado no sofá, olhou, adivinha --- uma cascavel de 4 anos sibilando em cima do encosto do sofá mais claro.
Carai meo.
Isabel gritou e passou direto pro corredor, Luzia me chamou, pegou um pau, me deu e a matei em cima do sofá.
Quando entrei pra ver, ela já estava escondida embaixo de uma das almofadas brancas que sempre ficam em cima do sofá.
Que coisa, viu!
Só depois tive a calma de pegar a câmera para tirar umas fotos dela já morta ali na varanda.
Pendurei num galho do ipê da frente da sala até ver o que faríamos.
Luzia me surpreendeu por não se apavorar tanto. Pelo tanto que vive abominando cobras, achei que pudesse ter um chilique quando enfrentasse uma assim tão de perto.
Isabel ficou chocada e passou o resto da tarde meio lerda, meio sem graça aliás, não só ela, nós 3.
Imagina só, encontrar uma cascavel em cima do sofá da sala. Nem em nossos piores pesadelos poderíamos imaginar uma coisa dessas.
Eu sempre vivo esperando encontrar aranhas, topar com uma grande em baixo da cama, talvez até por entre as cobertas e tals, mas cascavel, meo, podia até ser outra cobra, sei lá, embaixo de uma cama, principalmente aqui dentro desse quartinho que quase ninguém usa mas, uma cascavel, e em cima do sofá foi demais.
Depois que passou o susto, brinquei um pouco com ela jogando no meio das galinhas pra ver como seria a reação delas e foi até interessante como ficam atentas, olham de longe e começam a piar de uma maneira característica provavelmente avisando as outras.
Aproveitei para tirar mais fotos e fazer um filminhos.
Depois da brincadeira, enterrei-a lá um pouco para baixo do viveiro pertinho do brejo.
Depois mais à noite me lembrei que esqueci de cortar o guiso para deixar de lembrança desse sinistro episódio.
A partir daí, muitas histórias começamos a imaginar. Coitada da cobrinha, deve ter passado um perrengue para chegar até aqui passando por locais onde sempre estão as galinhas pastando. Sabemos que galinha não dá vida mansa pra cobra, né?
Por essa dificuldade de chegar até aqui e pela facilidade de entrar pra dentro de casa, imaginamos que ele deve ter vindo pela porta da cozinha que fica sempre aberta e a tela de proteção quase nunca fechada.
Talvez tenha entrado na quarta-feira, dia em que a Janete veio fazer a faxina. Dirceu esteve aqui na segunda mas achamos meio difícil que ela tenha entrado na segunda e ficado por aí até a quarta. Mas pode ser também.
Eu até imaginei o pior, que ela pudesse estar aí dentro já há mais tempo. Quem sabe até já estivesse aqui na sala escondida em algum canto desde a semana passada quando estivemos aqui eu, Isabel, Luzia e Teresinha? É, vai saber né. Aos outros pareceu meio improvável porque ela precisaria se mexer para comer, a Mili estava conosco e poderia ter percebido, a gente poderia ter ouvido o barulho do guiso e tals. Realmente, meio improvável, principalmente pelo barulho do guiso.
E o resto do sábado ficamos todos meio ressabiados. Qualquer barulhinho já chamava a atenção.
Depois que entramos pra dentro de casa, claro, revistamos todos os cômodos, todos os cantos, debaixo de todas as camas, atrás de todas as portas. Na sala até que não tem muita tranqueira nos cantos exceto em um deles que já estamos planejando limpar, levar o entulho lá para o quartinho de baixo.
A uma certa altura, Isabel foi lá no quiosque pegar algo pra fazer o jantar, disse que ouviu um barulho no meio das coisas do lado do freezer, se apavorou, pegou o que tinha que pegar e saiu rapidinho.
No dia seguinte, Luzia foi ver o que era e achou um enorme dum sapo escondido. Colocou-o pra correr, claro. Luzia anda bem corajosa.
Agora, toda hora em que venho sentar no sofá, olho pras almofadas e tenho que remexê-las só por garantia. Vai demorar pra gente ficar tranquilo e relaxado aqui dentro de novo.
A gente entra no banheiro com a luz apagada e já um arrepio só de imaginar que possa ter algum perigo nos cantos escuros. Eu hein.
E fomos lá no meio da plantação de eucalíptos descarregar mais 5 sacos de adubo, cheio de mato seco no chão, uma sensação estranha: a gente anda por aí, pelo meio do mato, sempre preocupado com cobras mas nunca ia imaginar que o maior perigo iria acontecer justamente dentro de casa. E em cima do sofá. Aff.
Um pensamento ruim é que, se apareceu uma, pode aparecer mais.
Essa tinha só 4 anos e pode ter irmãs. E os pais dela, que seriam cobras ainda maiores. Porque estaria perdida sozinha aqui dentro de casa. Eu hein. São pensamentos que agora nos assolam e vai nos assombrar por um bom tempo ainda.
Mas também nos serviu de lição pra nos lembrar, de novo, que devemos estar sempre atentos e sempre dar uma geral por baixo das camas e em todos os cantos toda vez que chegamos para começar um final de semana. Sei que no começo a gente sempre fazia isso mas com o tempo, nada acontecendo, foi relaxando.
Agora é tempo de retomar a vigilância. Mas sem exagerar. Sem deixar o pânico tomar conta da nossa mente, senão vira paranóia e acaba atrapalhando a curtição dos momentos de prazer que nos dá a estadia semanal aqui.
Como eu disse antes, os intrusos aqui somos nós. A cobrinha só estava andando por um lugar em que nasceu e sempre viveu. Morar em roça, passar temporadas no mato deixa a sujeito a esses tipos de contratempos. O negócio é aprender a lição, manter-se vigilando e relaxar o quanto for possível.
Só nos resta tocar a vida pra frente.
Viva a natureza!!
11 dezembro 2011
SAÍRA FAZENDO NINHO NO SÍTIO
Outro dia vimos esse passarinho azul fazendo ninho no pé de cerca cavalo que fica perto do poste da entrada da luz. Casalsinho mansinho, preocupado com o ninho, me deixou chegar bem perto para tirar umas fotos.
Intrigado por não conhecer esse tipo, perguntei para o seu Barnabé do peg pag do Cedro e ele, mesmo sem ver a foto, achou que pudesse ser "Saíra".
Hoje, procuro no google e vejo que ele acertou.
É saíra mesmo.
Veja a minha foto da fêmea e os vários tipos que achei no google. A primeira foto é minha. Na lista do google tem uma igualzinha.
09 dezembro 2011
Nasceu o danadinho
Mansinho como todos os bezerros. Acho que queria colinho mas faltou alguém para fazer o que sempre se fizera por essas bandas.
01 agosto 2011
Conversas com tio Zezão
Numa das minhas espaçadas visitas ao tio, resolvi gravar uma parte da nossa conversa bem na hora em que ele explicava a melhor maneira de se plantar mandioca, como sempre, sem erro, ele “sabia” tudo sobre plantação de mandiocas.
Interessante a hora em que ele diz que, “plantando certinho, vai dar pé de mandioca da altura dessa casa…”. Só mesmo o Tio Zezão.
http://www.youtube.com/watch?v=X4q4ZzcYeHM
Aqui, uma conversa por telefone com ele pouco mais de um mês antes da sua partida final.
03 julho 2011
03 abril 2011
Visita internacional in the farmhouse
Essa semana foi especial pois recebemos a visita interessante de pessoas que nem de longe imaginavam que viriam conhecer um lugar assim tão distante do seu país de origem. Edson veio com os colegas Paul, Carlos, Luk, Adele e a fofurinha da Leah que foi logo se sentindo em casa.
O tempo não ajudou muito, choveu muito na noite de sábado o que deixou o domingo bem molhado e com a estradas preparadas para um dia de aventura offroad. No final do dia já noite começada foi que concluímos que realmente foi boa a ideia de deixar os carros da galera no sítio do Vítor para enfrentar a lama só no fusca e na Hilux.
Tempo meio frio, bem esquisito mas tranquilinho de enfrentar para quem veio do frio da Inglaterra. Enquanto a gente já estava colocando uns agasalhos, os amigos de longe estavam bem à vontade, temperatura bem agradável como disseram. Até o baby aí me deixou impressionado de tão à vontade que estava, com roupas leves naquele clima meio frio.
Na lama indo e voltando, fusca atolado em valeta, carros dançando pra todo lado, 4x4 em reduzida o tempo todo, fusca sendo puxado por corda fazendo L em poste, todo mundo enlameado, Adele me perguntou se eu me importava, eu disse que não, que estamos acostumados, ela disse que lá em England, tem gente que paga para viver esse tipo de experiência. Verdade mesmo. Aqui também, eu respondi.
Galera de casa também caprichou. Fizeram leitoa, frango caipira (free range chicken??), saladas, churrasco enfim, comida para um batalhão. Parece que os ingleses gostaram mesmo foi da leitoa (organic pork??) pois mataram a bandeja toda. Tudo orgânico: porco, galinha, ovos. Fizemos a propaganda.
Se foram no comecinho da noite e ficaram convidados para voltar num dia de sol. Aí sim quero ver o Luk nadar no Jacuí…
Mais fotos do final de semana.
13 janeiro 2011
Um dia de caminhada pelo pátio da Basílica de Aparecida
Quando estou com coragem ando bem rápido, mesmo pelas estradas de terra do sítio. Eu e minha parceira inseparável, Laninha.
Aqui estamos saindo de casa. Sempre vou acompanhando a hora da caminhada pelo relógio da torre da Basílica que dá pra ver de todos os cantos. Logo saindo do portão, lá ao longe já posso ver a hora do início e por quanto tempo estarei caminhando. Laninha está ansiosa e não quer ficar parada muito tempo não.
Sigo caminhando por umas ruas do bairro até chegar ao pátio da Basílica, sempre vendo o relógio ao longe.E seguimos pelos vários pontos turísticos do pátio da Basílica. Nesse dia parei e coloquei a câmera num pedestal para tirar uma foto nossa.
Começa a escurecer no pátio dos coqueiros.
Passo pela portaria da Dutra e está mais escuro ainda. O relógio continua olhando para mim lá de longe.
Chego à porta dos Anjos, uma das entradas do presépio iluminado.
Como era perto do Natal, na manjedoura do Presépio, tinha uma turma ensaiando um comercial para a TV. Foi só uma atração a mais na caminhada desse dia.
Laninha morrendo de sede, hora de dar uma paradinha para ela tomar água no cachoeirinha do presépio.
Daí é só descer pelo estacionamento, atravessar a avenida, entrar pelo Jardim Paraíba novamente e chegar em casa.
Só faço isso de vez em quando mas deveria fazer todo dia.
13 dezembro 2010
Asa branca
Dirceu as chama de pombas legítimas e aumentaram tanto, mas tanto, que a gente as vê por todo lugar, principalmente lá no chiqueiro onde vêm para roubar um pouco de milho dos porcos.
Aí fizemos o vídeo da linguiça, onde Dirceu e Jair passaram um tempo fazendo e explicando como usar o moedor para fazer linguiça caseira e esse vídeo acabou recebendo vários comentários na Internet. Alguns meio desairosos e outros interessantes.
Ontem fiquei surpreso ao receber um onde uma pessoa que viu, certamente prestando bastante atenção na conversa, observou uma dessas pombas cantando ao fundo.
Veja o comentário dele:
Para relembrar, o vídeo está aqui no Youtube.
12 dezembro 2010
No meio do mato uma primavera floriu
O mato está tomando conta e disputando terreno com as mudas de eucalípto. Mas já faz tempo que notamos que uns pés de primavera também dominam a paisagem lá e cá. Aí, quando a gente vai dar uma volta pelo mato para inspecionar as mudas de eucalípto, dá um tempo no medo de topar com cobra e para dar apreciar as flores e dar uma respirada com um pouco mais de calma.
Calor, chuva, barro
Já pensei em escrever na placa do sítio que gosto desse lugar por causa do frio, vento, calor, poeira, chuva e barro. Mas o barro tem dia que sai quase vencendo. Hoje foi um desses. Mas não há de ser nada. Miséria pouca é bobagem.
Jacuí generoso esse final de semana
Gustavo e galera aproveitaram bem a pescaria esse final de semana. Ainda não conseguimos entender direito quando é que o rio tá bom e quando tá ruim. Mais ou menos. Mas só de ver uns peixões ontem dando um rolê pelas margens já dava para imaginar que caça seria boa. E foi mesmo.
11 dezembro 2010
Dia de correição
Sempre ouvi dizer que correição é o que acontece nesses dias quando as formigas aparecem aos milhões de algum lugar, ficam por todo lado, voam, andam, dominam tudo e, no dia seguinte, desaparecem sem deixar rastro.
Não foi exatamente isso que aconteceu e acho que esse fenômeno nem deve se chamar correição de verdade já que esse nome é de uma espécie de formiga meio carnívora.
Mas só sei que esse final de semana tivemos uma ataque desses. Nem Rodolfo deu conta de tanta comida. No dia seguinte vi umas galinhas fazendo a festa. Pena que não deu para pegar um punhado e levar para os peixes na represa.
27 novembro 2010
Primavera
Temperatura mais amena embora com pouca chuva ainda. E tudo em volta segue seu ciclo natural.
Essa aí continua mergulhando na represa independente da temperatura da água.
Esses ficam só espiando de longe.
A mangueira floriu, também floriu a laranjeira e até os insetos continuam alheios a quase tudo em volta.
Esse continua curioso e sempre com fome e a outra nem se deu conta de que perdeu um braço.
26 novembro 2010
O tempo passa, o tempo voa
Essa semana completa 3 meses que esse blog entrou num silêncio total, um silêncio triste, bem triste mesmo. Mas daremos a volta por cima. Tudo bem que nem tudo voltará a ser como antes. Tem certas coisas que acontecem na vida da gente e nos muda para sempre. Por mais que consigamos disfarçar bem nas aparências e nas conversas com outras pessoas, internamente é como se um pequeno motor tivesse parado de funcionar. A gente sabe que passa, tudo passa, e está mesmo passando. Mas não se pode dizer que virou passado. Pelo menos por enquanto, ainda. Principalmente porque se aproxima nosso primeiro final de ano onde deveremos disfarçar mais ainda e manter o espírito festivo a todo custo. Quem sabe o riso e o alarido das crianças que são mais fortes do que nós, nos ajudem a inundar os espaços vazios com as coisas boas que ficaram.
Assim haverá de ser.
23 novembro 2010
Emocionante
A vida vai prosseguir quer queiramos ou não. Mais um casamento marcado que saiu como tinha que sair.
21 novembro 2010
Maior que eu
Eu contei pra todo mundo que já tinha pé de eucalípto maior que eu mas ninguém acreditou. Tudo bem que também pé com menos de um palmo, mas é só pra fazer o contraste.
E seguem crescendo. O que preocupa é esse mato aí que também está indo junto e pode exigir um roundup logo logo.
20 novembro 2010
Aventureiro pescador
Esse aí não pode faltar. Bólis vai na frente pra ver se não tem cobra.
E de vez em quando o Jacuí nos dá um presentinho como essa piapara aí.
15 novembro 2010
Sentado à beira do caminho
Andar e exercitar é preciso, mas de repente deu uma vontade de sentar àquela sombra e ficar ouvindo os pássaros enquanto os cachorros iam cheirando as moitas em volta.
Bólis foi mas voltou
Passou uns dias por um mau bocado mas logo voltou pra juntar-se ao que mais gosta na vida.
E eu digo até meio que brincando com Dudu que Bólis ainda não percebeu que agora só tem 3 patas e, por isso, ela corre atrás dos carros, motos e cavalos como fazia antes. Continua até a atravessar o rio a nado, e vai na frente abrindo caminho para as outras. A coisa dói mais é em nós.