02 novembro 2007

Feriado de Finados, muita chuva, muito barro

Fotos do feriado aqui.

Ontem, pela primeira vez, não conseguimos completar a viagem de camionete até o sítio. Ficamos no meio do caminho bem ali logo depois da descida da estiva. Umas onze da noite, chovia e tinha muito barro. Vindo conosco, Luzia, Jéssica, Maira, Débora e Gabriel. A estrada estava uma sopa tão mole que uma triscadinha no freio, um pequeno desvio meio fora da trilha e foi o quanto bastou prá gente enroscar no barranco. E sem volta. Para não arranhar toda a lateral toda, tivemos que deixar tudo e continuar a pé até a casa. Chuva, barro, escuridão total. Mili e Neli também tiveram que amassar um barro. Maira e Débora trouxeram o Gabriel no colo. Eita meninada decidida. Isabel e Luzia, um tombo aqui, outro ali, até que foram valentes. Estávamos com 2 sombrinhas e 2 pedaços de plástico para abrigar da chuva e viemos cortando caminho ali pela casa do Oscar. Chegamos na casa uma meia noite e meia.

Mas tudo bem, eu já imaginava que um dia isso aconteceria e acabou acontecendo mesmo quando a gente estava meio desprevinido. Não havia uma pá na camionete. Até tentamos pegar umas pedras, uns pedaços de pau mas na escuridão não foi possível achar nada. O pneu da camionete já está prá mais de meia vida e virando pneu slick. Essa semana estive verificando os preços atuais de uns pneus melhores mas ainda não tive coragem de entrar nesse dívida de 1800 reais. Outras coisas interessantes que deveria voltar a verificar é o tal do guincho elétrico, a prancha de alumínio dobrável e a estaca de aço com marreta prá um resgate de emergência. Acho que vale a pena dar mais uma olhada.

Vieram esse final de semana Nilra, Rodrigo, Dirceu e um primo do Rodrigo. Logo mais à tarde, chegaram a Amanda e o Gustavo que ficaram até o Domingo. É legal quando o Rodrigo vem e ele vem tão pouco porque trabalha nos finais de semana. Pena que ele não estava muito disposto prá gente tomar uma cervejada. Mas eu tomei assim mesmo como se fizesse um brinde para cada parente ou amigo que já se foi.

Esqueci o cabo de força do laptop e não vou poder escrever muito. Estava até planejando colocar em dia uns textos para o blog do Lar mas sem o cabo acho que não vai dar.

Dirceu, Preto e Pedrão aproveitaram o feriado para dar andamento na cerca da nova roça. Pessoal resolvido, já que socar 202 mourões não tem sido nada fácil. Com chuva e tudo, quase completaram a volta. Mais uma gradeada na terra e já podemos começar a plantar o milho. Dirceu diz que é mais uma questão de necessidade do que simplesmente uma diversão. Calculando, com o que estamos gastando para fazer esse nova roça enorma, daria prá comprar muito milho. A vantagem é que usaremos esse lugar para plantar por pelo menos uns 7 anos. Isso se a terra colaborar ou se a gente tiver condições de mantê-la fértil. E isso vai exigir mais gastos.

Dali de uma das cercas laterais dá prá ver o rio lá embaixo, rio cheio de capivaras que a gente nunca vê mas sabe que elas vivem por ali. E todo mundo sabe que capivara adora milho. Se elas resolverem compartilhar nossa roça antes de nós vamos ter que arrumar um jeito de convencê-las de que não será uma boa idéia. Talvez um fio eletrificado rente ao chão seja convincente. Vamos ver.

Final do feriado, Domingo amanheceu chovendo e choveu o dia todo trazendo aquele stress característico de quem tá na roça com carro sem tração e precisa enfrentar o barro. Preto saiu pela hora do almoço levando uns amigos de carona. Dirceu ficou prá vir conosco. Amanda, com dor nas costas, achou melhor deixar o Dirceu vir dirigindo o Gol no barro. Tudo preparado, cambão, fita de reboque, pá, enxadão, saímos no meio da tarde dançando de um lado para outro no barro. Final da terra, sem novidades. Nem reboque precisou. Surpresa boa com o Gol e Dirceu ao volante.