Ter cachorro é muito legal mas essas fêmeas, inteiras, quando no cio, sofrem cerceadas. Ainda bem que só acontece 2 vezes por ano.
12 abril 2009
Cio que cerceia
11 abril 2009
Branco fosco e tinta a óleo
Muita gente parece que entende de pintura e que tipo de tinta se deve usar para cada tipo de material. Só parece.
Procurando a melhor opção para pintar a cerca de réguas me deram as dicas mais variadas possíveis. Primeiro foi o óleo de linhaça para fazer fundo e economizar na tinta, depois recomendaram tinta latex para fundo e para superfície, depois veio o branco fosco e latex e, por fim, branco fosco e tinta a óleo. Interessante como cada expert tem uma teoria diferente.
Para resolver a questão, achei na Internet um número 0800 da Suvinil onde esclarecem qualquer tipo de dúvida. Claro que o que disseram também não bateu com a maioria das dicas que eu já tinha. Na casa de tintas, no último minuto, ainda fizemos uma pequena alteração nos planos baseada no preço alto dos materiais. A Suvinil tinha recomendado branco fosco e latex, nós compramos branco fosco e tinta a óleo, fora a água raz e as diferentes medidas para dissolver a mistura. E a gente vai aprendendo. Mais importante que tudo isso tem sido a vontade e dedicação das mulheres.
09 abril 2009
Estrada interditada

A chuvarada intensa de verão ruiu a estrada Guará-Cunha que foi totalmente interditada semana passada e tivemos que passar por uma estrada alternativa de terra que fica meio que paralela à estrada original, estrada essa que eu nem sabia que existia. Foi até bom poder conhecer um caminho diferente e ver que logo ali atrás das montanhas existem também muitos outros sítios e fazendas tão perto e desconhecido.
O problema é que essa estradinha, é claro, não estava preparada para receber todo o tráfego que normalmente vai pelo asfalto. As máquinas do Estado consertaram os trechos mais complicados, mas as filas foram inevitáveis. Até andaram dizendo que os vagabundos oportunistas já estavam fazendo vítimas por ali e, por isso, cuidamos de voltar um pouco mais cedo ainda com céu claro. Ainda bem que não choveu porque, certamente, a viagem por esse trecho teria sido bem mais emocionante.
E vem aí outro feriadão em uma semana. Tiradentes. Vamos ver como será.
03 abril 2009
Óleo queimado e madeira podre
Conseguimos um tambor de 200L quase cheio de óleo queimado de motor. Estamos tentando dar um jeito de levá-lo para o sítio para usar o óleo para tratamento de moirões, réguas de cerca e vigas de ponte.
Os moirões de eucalípto cru, sem tratamento anti apodrecimento, acredita-se que durem uns 7 anos. Já a madeira tratada em autoclave tem garantia contra apodrecimento de 15 anos, mas é claro que custa muito mais. De vez em quando a gente compra uns paus de madeira tratada, mas quando precisamos de quantidade maior, acabamos na madeira crua mesmo. É aí que entra o óleo queimado.
Eu pelo menos nunca vi nenhuma evidência, mas dizem os experientes que um bom tratamento com óleo queimado ajuda bastante a evitar que o pé do moirão apodreça em 7 anos. Às vezes a gente até enrola em plástico, a parte que fica enterrada no chão. Mas também já ouvi dizer que isso mais prejudica do que ajuda. O fato é que, pelo menos psicologicamente, a gente se sente melhor quando faz alguma coisa para fazer compensar amanhã, um pouco mais o custo e o sacrifício que se faz hoje com essas coisas de madeira sempre necessárias na roça. É muito ruim ver apodrecer e cair aos pedaços uma obra que, há poucos anos, era tão útil e agradável.
A coisa é tão trabalhosa que, aos poucos, com o escasseamento da energia humana, a gente vai deixando a destruição se espalhar. Como acontece com a própria vida.
02 abril 2009
Mais uma para tentar vencer o barro
Mais uma personagem para se enlamear conosco nessa estrada esburacada e cheia de armadilhas que se revelam depois das chuvas incessantes, intermitentes e insistentes.
Um mecânico especializado em 4x4 vive me dizendo que a Hilux, embora seja já de uma certa idade, possui travamento automático do diferencial traseiro do tipo deslizante com aproveitamento de até 70% de tração na roda livre. Eu fiquei intrigado, pesquisei no Google e não achei nada específico para a Hilux. Mas achei boas referências de como funciona o esquema de diferencial nos carros. E também o que significa ter a possibilidade de bloquear o diferencial quando o carro entra na lama e acaba numa situação onde uma roda fica no chão e a outra no ar ou num buraco cheio mingau e sem tração.
Com bloqueador de diferencial, quando atolei com a Hilux cheia de mourões na caçamba, não teria sido necessário descarregar e ficar todo sujo de lama colocando pedra e empurrando pela traseira. Sorte que o tio Pretinho fez o serviço mais pesado.
Mas também não acho que um bloqueio de diferencial vá fazer tanta falta assim. Dadas as condições que a gente vive dirigindo, ele seria muito pouco utilizado. Acredito que um guincho sim, talvez tivesse mais utilidade.
De qualquer forma, continuamos evoluindo aos poucos de sem tração para tração nas 4 com reduzida. Vamos ver se a gente passa ou não passa.
20 março 2009
Correia dentada
Nossa Hilux “véia de guerra” completou 200 mil KM e acendeu a luzinha de aviso no painel para trocar a correia dentada. Virou 200 mil com a Isabel e acho que ela nem reparou no alerta. Processo complicado: achar o mecânico, agendar o serviço, procurar e comprar a correia, verificar quais outras peças estão gastas, procurar, comprar, tudo isso demora muito tempo.
Pior que aconteceu antes do Carnaval e não tinha nenhum mecânico disponível. Como tem sido difícil achar mecânico bom e disponível, apesar de que isso deve acontecer com qualquer profissional.
Continuamos rodando e só paramos na oficina já com 700 KM passados. Tudo bem. Esse tipo de coisa tem lá sua tolerância.
Como sempre, em distribuidor autorizado, esse tipo de peça custa os olhos da cara e, de novo, não deu. Comprei em importadora através do Teófilo em São José dos Campos: correia dentada, rolamento tensor e rolamento auxiliar com engrenagem. Essas da foto aí em cima.
Mário, como sempre, cheio de serviço, só hoje vai poder completar o trabalho. Espero que dê tudo certo porque o tempo está prometendo chuva e vamos precisar da 4x4 com reduzida para enfrentar o barro no caminho do sítio. De Gol não vai dar.
15 março 2009
Chuva, barro e rali de carro mil
Estamos, de novo, com aquela convergência amazônica que traz muita chuva num eixo grande que pega uma boa parte do país. E tome chuva. E tome barro também. Fazia bastante tempo que a gente não precisava ir ao sítio sem a Hilux, sem 4x4, sem reduzida, sem pneus 50% para barro, sem carro alto. Fomos esse final de semana de gol 1000, limpinho, baixinho e fraquinho e com ótimos pneus para asfalto. Foi uma aventura diferente. Chegamos na Sexta antes de começar a parte mais forte das chuvas que caíram no Sábado e no Domingo. Hoje à tarde, depois de uma pequena estiada, resolvemos vir com barro e tudo. O golzinho dançou, deslizou, patinou mas, no final, deu tudo certo, o carro enlameou, mas todos se salvaram.
Essa será uma boa semana para concluir a troca da correia dentada da Hilux e também para acelerar a procura por um Susuki usado.
14 março 2009
Fred, o galo
Fred fora poupado entre 4 frangões que comprei de um vizinho há algum tempo. Um frangão altivo, deu um galão brioso, imponente e logo começou a galar. Fred pegou muitas galinhas que nos deram muitos outros frangos das mais variadas cores, normalmente mesclando o branco e preto. Numa atitude meio ingênua, tentamos introduzir um segundo galo no plantel mas é claro que não funcionou. Só serviu para incentivar brigas e prejudicar um pouco a integridade física de Fred.
Depois disso, algo estranho andou acontecendo, Fred se feriu, perdeu um pouco de mobilidade e anda meio enfraquecido. Mas ainda não é o momento de começar e pensar em outra geração.
03 março 2009
Seu Caio e as enchentes
Seu Caio é um senhor engraçado e animado que conserta motores elétricos. O tipo de pessoa de sabedoria simples, que trabalha honestamente e que instiga a gente a um bate papo prolongado e relaxado. Nesses últimos tempos de chuvas fortes, férias de verão e motores queimando temos nos visto mais vezes. Primeiro foi o cortador de grama que pifou, depois foi o motor da piscina que foi engolido pelo lençol freático, depois o cortador de grama de novo, e foi aí que levamos um susto.
Seu Caio já tem uma certa idade o que faz a gente pensar com tristeza que, um dia, não mais estará lá para fazer esse tipo de serviço tão importante e necessário. Na semana que nossa cidade ficou inundada, Seu Caio não abriu a oficina por vários dias e, depois de várias tentativas, ficamos sabendo que a casa dele “estava debaixo dágua”. O tempo passou, as chuvas cessaram, a cidade secou, e seu Caio voltou e, por incrível que pareça, com bom humor redobrado.
Perguntado com tristeza sobre a tragédia, ele disse que foi tudo muito fácil e tranquilo:
--- A água só subiu um meio metro dentro de casa e só tive que levantar o sofá, uma mesa, a geladeira e o fogão. Uns engradados foram suficientes. Isso acontece mais ou menos a cada 3 ou 4 anos e já estou acostumado. Depois que a água baixou, lavei tudo bem lavadinho com água sanitária e, vou dizer a verdade, ficou até melhor do que estava antes. Foi “mole pru gato”.
“Mole pru gato”. Há tempos não ouvia essa expressão. Conversamos mais um pouco, ouvi atentamente o homem descrevendo o resultado da enchente como se fosse a coisa mais normal do mundo. No final, sem nenhum abalo visível, ele deu uma olhada no motor do cortador de grama e me prometeu o serviço pronto para daqui uns 2 dias.
--- Pode vir que vai ficar joinha, joinha.
02 março 2009
Volta ao batente e musculatura paravertebral
Depois de mais de 4 meses, voltei hoje ao local de trabalho. Só fisicamente fiquei fora esse tempo todo porque, virtualmente, sempre estive presente. Pouca coisa mudou, e o que mudou mais intensamente já era esperado. Então, no final, “nada de novo no front”. É só uma volta a mais do mesmo, e as pessoas continuam quase todas por ali mesmo. Interessante como algumas pessoas nos parecem mudadas dado o longo tempo sem ser vistas. Em geral, o envelhecimento de uns e outros nos parece muito mais destacado inclusive do que para elas mesmo. Uma outra exceção principalmente em gente que foi e voltou.
O corpo e mente da gente tem uma incrível capacidade de readaptação. Bastam algumas horas para que um tempo longo, uma espécie de ponte, simplesmente desapareça.
Levantando bem cedo com esse calor dos diabos, mesma rotina, mesmo ônibus com quase todas as mesmas pessoas, caminhando um pouco mais devagar, com um pouco mais de cuidado, em silêncio para poder sentir bem qualquer indício de dor ou desconforto. A posicão no banco do ônibus teve que ser escolhida com critério.
No final do dia, com a nova antiga rotina de senta e levanta, a coluna acusou o tranco e deu sinais de desconforto com pequenas cutucadas na altura da cintura do lado direito. O médico disse que é a musculatura paravertebral se ressentindo da falta de exercícios.
22 fevereiro 2009
Cachoeira do Pimenta
Cunha não tem assim tantos pontos turísticos para a gente visitar. Mas tem um que é muito legal, a cachoeira do Pimenta. Estivemos lá em Fevereiro num dia de muito sol e calor. No caminho, estrada de terra poeirenta, encontramos o mesmo senhor que ficou invocado no dia anterior na cidade, carnaval, tinha tomado um esguiço de espuma do neto do Jair e quis brigar com o copo de whisky na mão. Acabou não dando em nada. Ainda bem.
A cachoeira é bem maior do que eu imaginava e forma, na parte de baixo, um poço bem largo com água bem fria. Quem mais se divertiu foi a Lana, a cachorra. A água estava muito fria e teve gente que nem entrou. Para chegar até bem perto do local, tem um trecho bem íngreme onde os carros pequenos penam para subir. De Hilux foi sem novidades.
Qualquer dia desses que sei que vai demorar muito, a gente volta lá com mais apetrechos para um divertimento mais legal.
10 fevereiro 2009
Parafusos
A recuperação continua bem apesar de pequenos desconfortos na região lombar. E as férias estão acabando, semana que vem volto a trabalhar. Ainda bem que logo em seguida já teremos Carnaval.
Tem sido difícil manter o repouso com tantas coisas acontecendo, bailes, colheitas, roças, cinema e rodagens por estradas de terra. Talvez seja por isso que, de vez em quando, ainda sinto um pouco de dor na região dos parafusos. Ainda bem que são só parafusos e não arruelas. Triste é constatar que,provavelmente, nunca mais vou poder fazer capoeira (!).
08 fevereiro 2009
Bombou
Festa chique, bem organizada apesar do grande número de homenageados e convidados, bohemia farta e geladaça até quase o final e batidinhas mil para os menos afoitos. Não teve o tal do whisky uma garrafa em cada mesa mas, no final, dado o alto grau etílico de muitos de nós, foi até bom.
O ambiente enorme deu a impressão de ter tido várias festas em paralelo. Muita gente conhecida em outras mesas e nem deu prá encontrar.
Para uma festa de formatura, teve tudo que tem direito: banda animadíssima, valsa com os pais, valsa com os namorados, brinde de champanhe, tumulto para as fotos e até uns estranhamentos entre uns e outros. Houve até pinimba entre o pessoal da nossa mesa e o pessoal da mesa ao lado que durou até o final e precisou ser acudida por seguranças e tals. Mas acabou tudo bem e sem vias de fato. Eita gente agitada.
Amandinha, feliz e aliviada, fechou o curso com chave de ouro, no tempo devido e se igualando ao meu estudo formal. E olha que eu cheguei a temer pelas dificuldades que a filhinha querida iria ter que enfrentar num curso de tecnologia. No final, entendo que foi difícil, mas parece até que tirou de letra. Só surpresas boas.
Logo vem o Deh.
07 fevereiro 2009
Baile de formatura
20090207-Sat-01:54:07
Tarde já e eu ainda acordado. Preciso descansar bastante durante o dia para curtir bem o baile de formatura da Amanda que começa às 11 da noite.
Marcelo esteve num desses bailes por esses dias, formatura da turma da Fatea e disse que o bicho pegou até bem de manhã cedo. Noitada regada a Whisky e muita cerveja. Disse ele que a música rolou até 6 da manhã com todo mundo prá lá de bagdá. A noite hoje promete.
20090207-Sat-01:55:36
Dormir...
20090207-Sat-17:05:37
Muito sol e calor e já vi um post num blog de alguém sonhando com praia, água fresca e leitura na sombra. Essa semana longe do sítio, chegamos a cogitar de dar um pulo no litoral, mas não passou disso.
Aqui em casa, o ritmo é de espera para a grande noite do baile de formatura. Roupas sendo revisadas, passadas, um ou outro botão sendo repregado, vestidos desamassados, sapatos sendo limpos, de vez em quando, toca o telefone, é gente querendo saber dos arranjos. Provavelmente vamos sair todos daqui de casa. Não sei ainda.
Depois do café, refiz uma ligações dos telefones lá embaixo da mesa do escritório e agora está tocando aqui no nosso quarto e no telefone da sala. Espero que continue funcionando. Toda vez que mexo lá alguma coisa acaba parando de funcionar e aí tenho que chamar a Telefônica que vem e nunca dá um jeito definitivo.
Bati um papo agora com o Taj pelo msn. Ele continua na HCL e acha que os contratos com a JnJ serão todos cancelados até junho desse ano visto que a HP está assumindo tudo.
Confundi o Taj com o Raj que foi prá Tata. O Taj continua na HCL e é aquele que gosta de fazer caminhadas nas montanhas, já esteve no Tibete e tals. Estive falando com ele sobre a novela "Caminho das Índias" e ele reconhece que estamos retratando um monte de antigas tradições estúpidas que quase já não são seguidas pelas pessoas mais informadas. E nós aqui, vendo o país dele através dessa janela, corremos o risco de achar que o país inteiro é assim, o que não é verdade. Daí a necessidade de se ter critério e filtrar bem as coisas que nos chegam pela TV. Encerrei nosso papo deixando aberta a possibilidade de, um dia quem sabe, ele organizar uma dessas caminhadas e me convidar. Seria uma ótima oportunidade para testar minha nova coluna. Ele diz que tem uma caminhada dessas pelas altas altitudes sendo programada para breve e já me deixa convidado sugerindo que eu vá com a esposa. Ô dó.
04 fevereiro 2009
Cerca de réguas
Demorou mas saiu a cerca de réguas. Agora é só escolher a cor. Tá ficando chique demais. Quem disse que a gente não conseguiria?
Momentos são únicos
A vida da gente é uma coleção de momentos únicos, momentos que não se repetem, mesmo que todas as circunstâncias sejam as mesmas. Um momento, quando acontece, tem que ser aproveitado ao máximo, porque nunca mais vai se repetir. A curtição de um momento é dependente de muitas variáveis, externas como o ambiente, o vento, a temperatura, a estação do ano, as pessoas em volta e pessoais, como o humor, preocupações, pensamentos, stress e dor.
Junta-se todos esses elementos básicos mais o que está acontecendo e pronto, tem-se um momento qualquer, bom ou ruim, passageiro ou duradouro mas que será único na vida.
Ontem tive um momento especial de relaxamento e prazer quando passeava com os cachorros. Foi um momento bem curto, de menos de uma hora, mas que me fez achar que o dia valeu ter sido vivido.
Hoje tentei repetir a dose. Juntei todos os elementos básicos que pude, os cachorros, mais ou menos o mesmo horário e, por coincidência, mais ou menos a mesma temperatura, chuva no horizonte, um pouco de vento, até as mesmas músicas no ipod. Mesmo sabendo que seria impossível acontecer de novo, pelo menos tentei chegar perto. Mas deu tudo errado. Tudo completamente errado.
Para começar, os taludes estão desbarrancando, já estavam ontem, mas de ontem para hoje parece que ficou pior. Me esquivei por baixo das fitas de proteção, desci por um lado mais estável e sentei na mesma pedra. As corujas estavam por ali, mais ou menos no mesmo lugar, apesar de que em maior quantidade hoje. Nem deu para colocar música porque havia companhia. O momento de relaxamento deu lugar a um outro momento de bate papo, bom também.
Logo apareceu um guarda nos avisando para deixar o local porque a área estava interditada.
Nem os cachorros se divertiram como ontem. Momentos não se repetem.
03 fevereiro 2009
Relaxamento
Descrições de momentos felizes são muito chatos, mas passear com a Lana, o Max e o Bart lá nas curvas de nível gramadas do estacionamento da Basílica, no finalzinho da tarde, ficar sentado numa pedra observando a estrada ao longe sem ouvir os caminhões, ouvindo música no ipod enquanto os cachorros corriam um atrás do outro só parando para cheirar as moitas de capim enquanto duas corujas piavam no topo de uma pedra mais abaixo, com as penugens arrepiadas pelo vento ameno, tudo isso sem sentir um pingo de dor foi um momento que, definitivamente, entrou para a minha lista.
02 fevereiro 2009
Um mês e 16 dias sem sobressaltos
Faz um mês e 16 dias desde a cirurgia e tenho me sentido relativamente bem, voltando às atividades normais tanto em casa como no sítio. Aos poucos estou até voltando a dirigir e até tenho cometido a insanidade de dirigir na estrada de terra cheia de barro e buracos entre o asfalto Guará-Cunha e o sítio na mesma velha caminhonete dura e sacolejante como um cavalo. Depois desse rali, sinto um leve desconforto bem na região dos parafusos mas nada que umas horas de repouso na cama não resolva. Eu sei, tenho que tomar cuidado, mas ainda acho que estou tomando.
Nesse período de repouso forçado que estou tirando junto com férias atrasadas e de 2009, tenho procurado me divertir e me sentir como se estivesse em férias normais. Mesmo sem poder fazer tudo que gostaria, acho que até tenho conseguido não ficar com aquela sensação de estar perdendo uma parte importante da vida.
Após 30 dias da cirurgia, tirei um raio-X, fui à SP consultar com o Dr. Goveia e ele disse que, pelo que pôde observar, está tudo indo muito bem. Não deixou de recomendar continuar com o repouso e não fazer estripulias para manter a prótese inteira até a parte óssea se soldar completamente. De volta para casa, volta para o sítio, mais atividades tranquilas e com cuidado. Por enquanto, tudo está saindo como planejado.
01 fevereiro 2009
No meio do caminho caiu uma árvore
Choveu muito e durante muito tempo e aí, no meio do caminho, caiu uma árvore e bloqueou a estradinha logo na chegada depois do sítio do Beto. Foi mais um trabalho para o super esquadrão especial resolvedor de problemas. Pau prá toda obra, é claro, a super Hilux engatada em 4x4 reduzida foi a responsável pela força bruta.
Fotos, fotos, fotos…
Dudu gosta de banana
Viciadão em baralho, principalmente agora que aprendeu Caxeta, Dudu não dá descanso. Não há quem consiga se livrar por muito tempo sem ter que jogar uma partidinha. Ele diz que aprendeu a jogar com o tio Japão mas, observando bem, a gente vê que ele continua absorvendo mais truques com todo mundo. Pegou um coringa? O esquema é passar cuspe e colar a carta na testa tirando chinfra dos adversários.
E, de vez em quando, uma pequena pausa para pegar uma banana.
Todo mundo falando de banana, cada um explicando que tipo de banana mais gosta, uns gostam mais de nanica, eu gosto mais de prata, outros de ouro, alguém pergunta ao Dudu:
--- E você Dudu, qual tipo de banana você gosta mais?
Ele faz um pequeno silêncio, pensa um pouco e responde:
--- Eu gosto mais da maior...
É verdade. Pode ser que ele tenha querido dizer "banana nanica", mas como é viciadão em banana, valeu mais a esperteza dúbia. E tome banana Dudu.