01 agosto 2009

Preparando frango caipira

Os simpáticos e frágeis frangos crescem viçosos e alegres mas em pouco tempo chegam próximo de seu destino final. E isso é muito cruel prá quem não está acostumado. Mas é assim que as coisas funcionam. Para quem só vê o frango pronto na mesa, isso até parece uma coisa tão distante, quase inexistente. Mas presenciar o preparo do bicho requer um pouco estômago.

Esse é o próximo

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Instantâneo e sem dor

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Água bem fervente

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Bem encharcado na água quente para amolecer as penas.

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Depenando

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Lavando

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E picando

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Cabeças amarradas têm que ficar na fervura por alguns minutos

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Depois é só escolher uma das receitas e saborear.

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26 julho 2009

Ovo passado, alergia e adrenalina

Faltou o Polaramine. Ficar longe da cidade tem dessas coisas, tem hora que nada mais nos resta senão enfrentar os obstáculos, digo, chuva, barro, estrada escorregadia, barrancos e valetas até chegar ao hospital mais próximo.

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As adversidades nos ensinam as lições e a gente amadurece se tiver a perspicácia para aprender. Primeiro que quem tem alergia nunca deve ficar muito longe de um anti-alérgico, segundo que não existe ovo meio estragado e meio bom para consumo e terceiro, o mais importante porém o mais difícil também, nos ensina que devemos sempre prestar muita atenção à própria intuição: olhou para uma coisa e achou meio estranho (sentiu uma certa intuição), procure não desconsiderar. De resto, mas que pizza maravilhosa hein?

E ainda foi bom encerrar a noite com pitadas generosas de adrenalina. Ainda bem que, se o carro atolasse, o Lali puxaria com o “cavalinho”. Eita Lali !!

23 julho 2009

Bólis e Dítis

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A gente vai e volta toda semana. Elas ficam lá, cuidando de tudo, com suas orelhas espichadas ouvindo ao longe para ser as primeiras a ouvir o ronco do motor do carro voltando. Aí teve uma Sexta que chegamos e só apareceu Dítis fazendo festa, sozinha, sem Bólis. Deu um frio na espinha e um mal pressentimento danado. Chama daqui, chama dali, procura, procura, nada. De repente, aparece Bólis toda faceira com um baita osso na boca. Devia estar enfiada em algum mato saboreando alguma coisa morta. Ah Bólis!

19 julho 2009

Agora vai, agora vai…

Nem precisamos de palavras para entender que, agora, parece que vai mesmo. Estamos todos esperando (e torcendo) ansiosamente.

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18 julho 2009

Visita inesperada para o jantar

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Paiol cheio, de vez em quando aparece uma visitinha diferente para o jantar. Apesar do olhar triste e solitário, esse ouricinho tem se fartado sem maiores problemas, longe da perseguição de Bólis e Dítis.

10 julho 2009

Jataí

Esse é o Jataí.

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Dizem que não se deve dar nome a animal que a gente come, mas foi difícil não lembrar da fruta jataí quando nasceu esse porquinho aí e deu no que deu. Está batizado. Daqui prá frente nem vai dar para ficar de muito paparico com ele, pois o destino pode ser doloroso.

O jataí, fruto do Jatobá ou o Jabotá, também chamado de Jataí. É aquela árvore imponente que tem lá nas Pedrinhas bem na frente do bar do seu Agenor. Esse é o fruto.

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05 julho 2009

Cerca de réguas na igrejinha

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E a cerca de réguas em torno da igrejinha já está quase pronta. Só falta pintar de branco. Tenho insistido com a Luzia para que ela assuma essa tarefa mas ela não acha jeito. Acho que vai ficar muito bom.

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Nem tudo dá certo sempre

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É verdade, por mais que a gente se esforce e tente aprender e aplicar a melhor maneira de fazer tudo, sempre tem aquelas que não saem como o planejado. Veja só: o casal de perus logo ficou cheio de amor para dar, a perua botou 12 ovos, começou a chocar, de repente só ficaram 10, depois 9, coitadinha ficou lá chocando por mais de um mês, comendo pouco, bebendo pouca água, protegendo os ovos com o próprio bico, brava com todos que passavam por perto. No final, nasceram só 5, morreram 3, depois mais um e o único que sobrou, coitadinho, tão frágil, também morreu uns 3 dias depois.

Ninguém sabe o que aconteceu, só que não foi dessa vez. Disseram que peru novinho não pode comer quirera, tem que comer ração especial, ninguém sabia disso, ninguém sabe se isso foi a causa.

Mas não tem problema não. A gente vai aprendendo e, como todo bom brasileiro, não vai desistir assim tão fácil. Dona perua logo estará botando e chocando de novo.

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30 junho 2009

Pode vir, pode vir…

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Na ida foi de boa, na volta, estava lá o Preto indicando o melhor caminho para não cair no buraco. Deu no que deu. De novo, ficamos lá com 2 rodas no chão e as outras duas, uma em cada buraco e assim já sabemos que não vai porque não temos o bloqueio do diferencial. Mas andei fazendo umas contas e concluí que seria mais vantajoso um guincho. Quem sabe? Ainda bem que o maior desatolador de carros da Samambaia estava por perto. Voilá Osmair.

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16 junho 2009

Otimista

Pict-672 Hoje acordei mais otimista, tanto que até estou acreditando que a gente ainda pode se acertar, resolver nossos imbróglios e atingir um nível de estabilidade em nossos relacionamentos que nos permita garantir uma certa felicidade na convivência. Sim, porque um pouco de felicidade tem que sobreviver, senão realmente acho que não vale a pena.

Nossa sociedade é como se fosse um casamento. Enquanto ela existir, ninguém nunca terá liberdade total. Sempre vai ter que dialogar, trocar idéias, relevar, se sujeitar, ter que concordar com a maioria, abrir mão de certas coisas e, em compensação, poder também usufruir de certos benefícios que só a convivência pacífica e amistosa proporciona.

Temos tantas coisas boas para compartilhar. Nossas conversas, nossas briguinhas à toa, nossas recordações, nossos gritos, nossos sorrisos, nossos compartilhamentos de segredos, fofocas, o que achamos de um, o que achamos de outro, como foi o casamento que só um foi, como foi a viagem que só outro foi, o que um achou daquele crime, o que outro achou daquela novela, daquele ator, daquele absurdo, daquela notícia, do frio, do calor.

O torresmo de barriga, o queijo fresco, a sopa de inhame, mandioca, o bolo de cenoura, o sorvetão, as rosquinhas, os bolinhos de chuva, a pipoca com queijo, o churrasco, o peixe assado no papel alumínio, pirão, muqueca, fondue no inverno, banho de ducha no verão, as crianças na piscina fria, escorregando no barranco, soltando pipa, correndo atrás do perus, os cachorros emagrecendo, engordando, a cura do berne, o galo ferido, o porco que escapou.

Pegar lenha seca no mato, arrancar grama no pasto, areia da beira do rio, armar rede, roçar o mato alto, borrifar as laranjeiras, fazer mudas de pinheiro, uvaia e plantar na beira da represa, pescar nas tardes de sol, fazer a reza de Santa Cruz, consertar os fios, desentupir a fossa, limpar a beira do brejo, tirar o mato do córrego, pegar pinhão, comer araça na porta da cozinha, tirar teia de aranha, tocar os sapos, fechar as janelas para não entrar siriri, puxar carro atolado, acompanhar as visitas na chegada e na saída, esquentar o frio na fogueira, tomar quentão, comer linguiça e ouvir um som.

Tudo coisa boa que nos dá prazer. Acho que vale a pena insistir mais um pouco. Vamos lá pessoal!!

25 maio 2009

5 meses e 8 dias

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Hoje faz 5 meses e 8 dias desde o dia da cirurgia de artrodese na L5-S1 (um pouco de detalhes aqui porque certamente não mais me lembrarei disso daqui a 40 anos). Saí para uma caminhada relativamente leve em torno da Basílica, eu e Lana, e posso dizer que estou bem.

No início, como saí meio rapidinho para elevar logo o rítmo cardíaco, depois de uns 15 minutos, comecei a sentir um desconforto do lado esquerdo. Lembre-se que, do lado esquerdo tem a fusão óssea e do lado direito tem a plaqueta com os parafusos.

Outro dia, andando rápido todo o percurso, no final comecei a sentir uma sensação de como se algo estive queimando por dentro, dos 2 lados, na fusão e no titânio.

Hoje, quando veio o desconforto, diminuí o rítmo e logo passou.

Oficialmente ainda não comecei a fazer nenhum tipo de fisioterapia, nenhum tipo de exercício de fortalecimento da musculatura paravertebral e isso não deve estar certo. Tenho certeza de que o Dr Goveia desaprovaria começar qualquer tipo de exercício sem orientação, sem focar no reforço da musculatura. Mas entendo que essas caminhadinhas leves podem ajudar a começar o fortalecimento, recuperação do fôlego, etc. Será?

Essa foto aí de cima nem tem nada a ver com minha caminhada pelo pátio da Basílica mas, como não achei nenhuma e não gostaria de usar nenhuma imagem com direitos de outra pessoa, coloquei essa mesmo que mostra bem os caminhos que ainda me esperam quando eu tiver coragem de retomar meus exercícios regulares.

24 maio 2009

3 anos de sítio

Nesse Domingo, dia 24 de Maio, silenciosamente, quase sem ninguém perceber, aliás acho que só eu me lembrei, completamos 3 anos nesse lugar. Muita coisa tem acontecido e continua acontecendo. Me lembro que quando fizemos 2 anos, Jéssica me ajudou a listar todas as coisas que fizemos naquele ano. Ainda nem de tempo de atualizar.

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Só sei que continuamos expandindo, plantando mais, criando mais, melhorando algumas coisas, mudando outras enfim, acho que continuamos indo em frente sem vontade de parar.

O caseiro se foi, outro entrou, não quis ficar, já está saindo também, mês que vem entra outro, e vamos indo. Não vamos desistir de encontrar alguém que se sinta bem no local e nos ajude a manter esse pedaço que escolhemos para descansar.

Não deu para comemorar nesse Domingo, mas logo encontraremos uma outra oportunidade, aliás, estamos mesmo sempre comemorando, só precisamos erguer um brinde especial por mais esse período.

Tim, tim !!!

04 maio 2009

A Veja, Roberto Pompeu e o outro lado de todos nós

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Toda Sexta-feira a gente leva a Veja da semana para ler no sítio. Eu mesmo a leio quase toda durante a semana, mas acho legal compartilhar com as outras pessoas que também se interessam. Gostoso mesmo é sentar na varanda com os pés bem agasalhados para não congelarem e ler um ou outro artigo ouvindo aqui e ali o canto frenético dos passarinhos e os beija-flores perseguindo um ao outro. Isso, de vez em quando, tira a atenção da gente mas ainda assim é um momento muito bom para relaxar.

Na última página da revista tem a coluna do Roberto Pompeu de Toledo, na minha opinião, uma das melhores coisas da revista. Pena que agora ele está escrevendo em semanas alternadas, dividindo o espaço com outro colunista que, me desculpe, ainda não conseguiu me cativar.

Nessa semana achei excelente o texto sobre como as pessoas, por trás das aparências, podem revelar outra surpreendente e espetacular, completamente diferente da que se vê só com os olhos. Compare-se as histórias de Fernando Lugo – ex-bispo Don Juan Presidente do Paraguai, Jacob Zuma – o polígamo Presidente da África do Sul e Susan Boyle, “a senhora simplona, de corpo maltratado, desajeitada, malvestida e mal penteada que emocionou o mundo proporcionando a todos um raro e inesperado momento de beleza”.

Isso é bem verdade, todo mundo sabe mas quase sempre se esquece. Ainda bem que existem momentos assim quando se pode relaxar e, ao mesmo tempo, tomar um choque de realidade, ainda que no meio da balbúrdia de beija-flores.

03 maio 2009

Dudu e a religião – Jesus é Deus

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Dudu tem 5 anos e ainda não está na idade de começar o catecismo, mas já andou aprendendo algumas lições de religião. Estávamos jogando cartas, ele comprou um coringa e exclamou “Jesus!”. Como eu nunca havia ouvido ele dizer essa palavra, perguntei – O quê? O que foi que você acabou de dizer? Ele disse de novo - “Jesus!”. Incentivei a conversa.

--- Jesus? Quem é esse?

Dudu respondeu do seu jeito característico:

--- Ué, não sabe? Jesus é Deus!

Continuei forçando seu raciocínio.

--- Hummm, Jesus é Deus. E o que é que Deus faz? – perguntei.

--- Ué, não sabe? Vou dar um exemplo. Deus ajuda a gente quando tem perigo por perto. Por exemplo, se a gente tá andando no mato e tem cobra, Deus avisa o cachorro para ele ir na frente, aí ele vê a cobra antes da gente e late para avisar. Aí a gente já sabe que tem cobra e sai correndo.

--- Ah, entendo – fico meio desarmado e pensando em como as coisas funcionam na cabecinha a mil das crianças inocentes, onde funciona um cérebro que é como uma esponja, pronto para absorver qualquer tipo de aprendizado. E Dudu tem mais exemplos para explicar a função de Deus.

--- Tio, tem um monte de coisas também que Deus não gosta, por exemplo, a gente não pode brigar na escola, não pode pegar as coisas dos outros, não pode jogar pedra nos bichos…

Tento enriquecer o aprendizado dele argumentando que não se pode fazer mal aos outros porque os outros sofrem com isso e, além disso, nunca se deve fazer aos outros aquilo a gente mesmo não gostaria que os outros fizessem prá gente. Ele pensa, reflete um pouco e pergunto.

--- Porque não se deve jogar areia nos olhos dos outros?

--- Porque Deus não gosta – responde ele sem pensar.

--- Dudu, vamos de novo…

25 abril 2009

Colheita de milho

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Esse ano colhemos mais milho do que o ano passado, mais de 60 cargueiros. O paiol está cheio até o talo e ainda pudemos vender um pouco para vizinhos. Com tanto milho, poderemos aumentar as galinhas e os porcos. Já temos bastante frango, alguns deles até já passaram da hora do abate e corremos o risco de logo, alguns deles começar a virar galo, primeiro um galinho, depois vão crescendo, criando crista, aumentando a esporinha e logo estão brigando. Não que não tenha um monte de gente para comer um frango caipira. O que está faltando mesmo é tempo de lidar com eles. Como a gente não tem nenhum objetivo comercial, a galinhada cria solta pelo quintal, os pintinhos nascem e aprendem a ciscar carinhosamente ao lado das mães zelozas.

Outro dia apareceu uma galinha com um só pintinho, amarelinho, pequenino. Um desperdício de amor de mãe. Mas a naturaza cumpre seu papel, esteja a galinha com um ou 12 pintos.

A colheita do milho seguiu seu tradicional ritual. Esse ano tivemos o Pedrão quebrando milho só por 2 dias. O restante da roça foi “quebrada”, juntada e baldeada pelo pessoal daqui mesmo. Da roça até o paiol, demos mais de 20 viagens com a Hilux lotada até a altura do vidro da capota. Ainda bem que o 4x4 ajudou aqui, caso contrário, coitado do burro e dos cavalos para puxar na carroça. Muito menos desumano usar os cavalos do motor Toyota.

O final do estoque do ano passado foi quase todo comido pelo caruncho. Para esse ano até tentamos trabalhar com algum tipo de veneno misturado no meio do milho no paiol mas, lendo a “bula” do tal do veneno, todos ficamos muito preocupados e desistimos. Veneno de periculosidade tipo 2 – Muito Perigoso. Preferimos o caruncho.

12 abril 2009

Cio que cerceia

Pict-550 Ter cachorro é muito legal mas essas fêmeas, inteiras, quando no cio, sofrem cerceadas. Ainda bem que só acontece 2 vezes por ano.

11 abril 2009

Branco fosco e tinta a óleo

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Muita gente parece que entende de pintura e que tipo de tinta se deve usar para cada tipo de material. Só parece.

Procurando a melhor opção para pintar a cerca de réguas me deram as dicas mais variadas possíveis. Primeiro foi o óleo de linhaça para fazer fundo e economizar na tinta, depois recomendaram tinta latex para fundo e para superfície, depois veio o branco fosco e latex e, por fim, branco fosco e tinta a óleo. Interessante como cada expert tem uma teoria diferente.

Para resolver a questão, achei na Internet um número 0800 da Suvinil onde esclarecem qualquer tipo de dúvida. Claro que o que disseram também não bateu com a maioria das dicas que eu já tinha. Na casa de tintas, no último minuto, ainda fizemos uma pequena alteração nos planos baseada no preço alto dos materiais. A Suvinil tinha recomendado branco fosco e latex, nós compramos branco fosco e tinta a óleo, fora a água raz e as diferentes medidas para dissolver a mistura. E a gente vai aprendendo. Mais importante que tudo isso tem sido a vontade e dedicação das mulheres.

09 abril 2009

Estrada interditada


A chuvarada intensa de verão ruiu a estrada Guará-Cunha que foi totalmente interditada semana passada e tivemos que passar por uma estrada alternativa de terra que fica meio que paralela à estrada original, estrada essa que eu nem sabia que existia. Foi até bom poder conhecer um caminho diferente e ver que logo ali atrás das montanhas existem também muitos outros sítios e fazendas tão perto e desconhecido.

O problema é que essa estradinha, é claro, não estava preparada para receber todo o tráfego que normalmente vai pelo asfalto. As máquinas do Estado consertaram os trechos mais complicados, mas as filas foram inevitáveis. Até andaram dizendo que os vagabundos oportunistas já estavam fazendo vítimas por ali e, por isso, cuidamos de voltar um pouco mais cedo ainda com céu claro. Ainda bem que não choveu porque, certamente, a viagem por esse trecho teria sido bem mais emocionante.

E vem aí outro feriadão em uma semana. Tiradentes. Vamos ver como será.

03 abril 2009

Óleo queimado e madeira podre

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Conseguimos um tambor de 200L quase cheio de óleo queimado de motor. Estamos tentando dar um jeito de levá-lo para o sítio para usar o óleo para tratamento de moirões, réguas de cerca e vigas de ponte.

Os moirões de eucalípto cru, sem tratamento anti apodrecimento, acredita-se que durem uns 7 anos. Já a madeira tratada em autoclave tem garantia contra apodrecimento de 15 anos, mas é claro que custa muito mais. De vez em quando a gente compra uns paus de madeira tratada, mas quando precisamos de quantidade maior, acabamos na madeira crua mesmo. É aí que entra o óleo queimado.

Eu pelo menos nunca vi nenhuma evidência, mas dizem os experientes que um bom tratamento com óleo queimado ajuda bastante a evitar que o pé do moirão apodreça em 7 anos. Às vezes a gente até enrola em plástico, a parte que fica enterrada no chão. Mas também já ouvi dizer que isso mais prejudica do que ajuda. O fato é que, pelo menos psicologicamente, a gente se sente melhor quando faz alguma coisa para fazer compensar amanhã, um pouco mais o custo e  o sacrifício que se faz hoje com essas coisas de madeira sempre necessárias na roça. É muito ruim ver apodrecer e cair aos pedaços uma obra que, há poucos anos, era tão útil e agradável.

A coisa é tão trabalhosa que, aos poucos, com o escasseamento da energia humana, a gente vai deixando a destruição se espalhar. Como acontece com a própria vida.

02 abril 2009

Mais uma para tentar vencer o barro

Pict-536Mais uma personagem para se enlamear conosco nessa estrada esburacada e cheia de armadilhas que se revelam depois das chuvas incessantes, intermitentes e insistentes.

Um mecânico especializado em 4x4 vive me dizendo que a Hilux, embora seja já de uma certa idade, possui travamento automático do diferencial traseiro do tipo deslizante com aproveitamento de até 70% de tração na roda livre. Eu fiquei intrigado, pesquisei no Google e não achei nada específico para a Hilux. Mas achei boas referências de como funciona o esquema de diferencial nos carros. E também o que significa ter a possibilidade de bloquear o diferencial quando o carro entra na lama e acaba numa situação onde uma roda fica no chão e a outra no ar ou num buraco cheio mingau e sem tração.

Com bloqueador de diferencial, quando atolei com a Hilux cheia de mourões na caçamba, não teria sido necessário descarregar e ficar todo sujo de lama colocando pedra e empurrando pela traseira. Sorte que o tio Pretinho fez o serviço mais pesado.

Mas também não acho que um bloqueio de diferencial vá fazer tanta falta assim. Dadas as condições que a gente vive dirigindo, ele seria muito pouco utilizado. Acredito que um guincho sim, talvez tivesse mais utilidade.

De qualquer forma, continuamos evoluindo aos poucos de sem tração para tração nas 4 com reduzida. Vamos ver se a gente passa ou não passa.