08 fevereiro 2009

Bombou

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Festa chique, bem organizada apesar do grande número de homenageados e convidados, bohemia farta e geladaça até quase o final e batidinhas mil para os menos afoitos. Não teve o tal do whisky uma garrafa em cada mesa mas, no final, dado o alto grau etílico de muitos de nós, foi até bom.

O ambiente enorme deu a impressão de ter tido várias festas em paralelo. Muita gente conhecida em outras mesas e nem deu prá encontrar.

Para uma festa de formatura, teve tudo que tem direito: banda animadíssima, valsa com os pais, valsa com os namorados, brinde de champanhe, tumulto para as fotos e até uns estranhamentos entre uns e outros. Houve até pinimba entre o pessoal da nossa mesa e o pessoal da mesa ao lado que durou até o final e precisou ser acudida por seguranças e tals. Mas acabou tudo bem e sem vias de fato. Eita gente agitada.

Amandinha, feliz e aliviada, fechou o curso com chave de ouro, no tempo devido e se igualando ao meu estudo formal. E olha que eu cheguei a temer pelas dificuldades que a filhinha querida iria ter que enfrentar num curso de tecnologia. No final, entendo que foi difícil, mas parece até que tirou de letra. Só surpresas boas.

Logo vem o Deh.

07 fevereiro 2009

Baile de formatura

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20090207-Sat-01:54:07
Tarde já e eu ainda acordado. Preciso descansar bastante durante o dia para curtir bem o baile de formatura da Amanda que começa às 11 da noite.

Marcelo esteve num desses bailes por esses dias, formatura da turma da Fatea e disse que o bicho pegou até bem de manhã cedo. Noitada regada a Whisky e muita cerveja. Disse ele que a música rolou até 6 da manhã com todo mundo prá lá de bagdá. A noite hoje promete.

20090207-Sat-01:55:36
Dormir...

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20090207-Sat-17:05:37
Muito sol e calor e já vi um post num blog de alguém sonhando com praia, água fresca e leitura na sombra. Essa semana longe do sítio, chegamos a cogitar de dar um pulo no litoral, mas não passou disso.

Aqui em casa, o ritmo é de espera para a grande noite do baile de formatura. Roupas sendo revisadas, passadas, um ou outro botão sendo repregado, vestidos desamassados, sapatos sendo limpos, de vez em quando, toca o telefone, é gente querendo saber dos arranjos. Provavelmente vamos sair todos daqui de casa. Não sei ainda.

Depois do café, refiz uma ligações dos telefones lá embaixo da mesa do escritório e agora está tocando aqui no nosso quarto e no telefone da sala. Espero que continue funcionando. Toda vez que mexo lá alguma coisa acaba parando de funcionar e aí tenho que chamar a Telefônica que vem e nunca dá um jeito definitivo.

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Bati um papo agora com o Taj pelo msn. Ele continua na HCL e acha que os contratos com a JnJ serão todos cancelados até junho desse ano visto que a HP está assumindo tudo.

Confundi o Taj com o Raj que foi prá Tata. O Taj continua na HCL e é aquele que gosta de fazer caminhadas nas montanhas, já esteve no Tibete e tals. Estive falando com ele sobre a novela "Caminho das Índias" e ele reconhece que estamos retratando um monte de antigas tradições estúpidas que quase já não são seguidas pelas pessoas mais informadas. E nós aqui, vendo o país dele através dessa janela, corremos o risco de achar que o país inteiro é assim, o que não é verdade. Daí a necessidade de se ter critério e filtrar bem as coisas que nos chegam pela TV. Encerrei nosso papo deixando aberta a possibilidade de, um dia quem sabe, ele organizar uma dessas caminhadas e me convidar. Seria uma ótima oportunidade para testar minha nova coluna. Ele diz que tem uma caminhada dessas pelas altas altitudes sendo programada para breve e já me deixa convidado sugerindo que eu vá com a esposa. Ô dó.

04 fevereiro 2009

Cerca de réguas

Demorou mas saiu a cerca de réguas. Agora é só escolher a cor. Tá ficando chique demais. Quem disse que a gente não conseguiria?

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Momentos são únicos

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A vida da gente é uma coleção de momentos únicos, momentos que não se repetem, mesmo que todas as circunstâncias sejam as mesmas. Um momento, quando acontece, tem que ser aproveitado ao máximo, porque nunca mais vai se repetir. A curtição de um momento é dependente de muitas variáveis, externas como o ambiente, o vento, a temperatura, a estação do ano, as pessoas em volta e pessoais, como o humor, preocupações, pensamentos, stress e dor.

Junta-se todos esses elementos básicos mais o que está acontecendo e pronto, tem-se um momento qualquer, bom ou ruim, passageiro ou duradouro mas que será único na vida.

Ontem tive um momento especial de relaxamento e prazer quando passeava com os cachorros. Foi um momento bem curto, de menos de uma hora, mas que me fez achar que o dia valeu ter sido vivido.

Hoje tentei repetir a dose. Juntei todos os elementos básicos que pude, os cachorros, mais ou menos o mesmo horário e, por coincidência, mais ou menos a mesma temperatura, chuva no horizonte, um pouco de vento, até as mesmas músicas no ipod. Mesmo sabendo que seria impossível acontecer de novo, pelo menos tentei chegar perto. Mas deu tudo errado. Tudo completamente errado.

Para começar, os taludes estão desbarrancando, já estavam ontem, mas de ontem para hoje parece que ficou pior. Me esquivei por baixo das fitas de proteção, desci por um lado mais estável e sentei na mesma pedra. As corujas estavam por ali, mais ou menos no mesmo lugar, apesar de que em maior quantidade hoje. Nem deu para colocar música porque havia companhia. O momento de relaxamento deu lugar a um outro momento de bate papo, bom também.

Logo apareceu um guarda nos avisando para deixar o local porque a área estava interditada.

Nem os cachorros se divertiram como ontem. Momentos não se repetem.

03 fevereiro 2009

Relaxamento

Descrições de momentos felizes são muito chatos, mas passear com a Lana, o Max e o Bart lá nas curvas de nível gramadas do estacionamento da Basílica, no finalzinho da tarde, ficar sentado numa pedra observando a estrada ao longe sem ouvir os caminhões, ouvindo música no ipod enquanto os cachorros corriam um atrás do outro só parando para cheirar as moitas de capim enquanto duas corujas piavam no topo de uma pedra mais abaixo, com as penugens arrepiadas pelo vento ameno, tudo isso sem sentir um pingo de dor foi um momento que, definitivamente, entrou para a minha lista.

02 fevereiro 2009

Um mês e 16 dias sem sobressaltos

Faz um mês e 16 dias desde a cirurgia e tenho me sentido relativamente bem, voltando às atividades normais tanto em casa como no sítio. Aos poucos estou até voltando a dirigir e até tenho cometido a insanidade de dirigir na estrada de terra cheia de barro e buracos entre o asfalto Guará-Cunha e o sítio na mesma velha caminhonete dura e sacolejante como um cavalo. Depois desse rali, sinto um leve desconforto bem na região dos parafusos mas nada que umas horas de repouso na cama não resolva. Eu sei, tenho que tomar cuidado, mas ainda acho que estou tomando.

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Nesse período de repouso forçado que estou tirando junto com férias atrasadas e de 2009, tenho procurado me divertir e me sentir como se estivesse em férias normais. Mesmo sem poder fazer tudo que gostaria, acho que até tenho conseguido não ficar com aquela sensação de estar perdendo uma parte importante da vida.

Após 30 dias da cirurgia, tirei um raio-X, fui à SP consultar com o Dr. Goveia e ele disse que, pelo que pôde observar, está tudo indo muito bem. Não deixou de recomendar continuar com o repouso e não fazer estripulias para manter a prótese inteira até a parte óssea se soldar completamente. De volta para casa, volta para o sítio, mais atividades tranquilas e com cuidado. Por enquanto, tudo está saindo como planejado.

01 fevereiro 2009

No meio do caminho caiu uma árvore

Choveu muito e durante muito tempo e aí, no meio do caminho, caiu uma árvore e bloqueou a estradinha logo na chegada depois do sítio do Beto. Foi mais um trabalho para o super esquadrão especial resolvedor de problemas. Pau prá toda obra, é claro, a super Hilux engatada em 4x4 reduzida foi a responsável pela força bruta.

Fotos, fotos, fotos…

Dudu gosta de banana

Viciadão em baralho, principalmente agora que aprendeu Caxeta, Dudu não dá descanso. Não há quem consiga se livrar por muito tempo sem ter que jogar uma partidinha. Ele diz que aprendeu a jogar com o tio Japão mas, observando bem, a gente vê que ele continua absorvendo mais truques com todo mundo. Pegou um coringa? O esquema é passar cuspe e colar a carta na testa tirando chinfra dos adversários.

E, de vez em quando, uma pequena pausa para pegar uma banana.

Todo mundo falando de banana, cada um explicando que tipo de banana mais gosta, uns gostam mais de nanica, eu gosto mais de prata, outros de ouro, alguém pergunta ao Dudu:

--- E você Dudu, qual tipo de banana você gosta mais?
Ele faz um pequeno silêncio, pensa um pouco e responde:
--- Eu gosto mais da maior...

É verdade. Pode ser que ele tenha querido dizer "banana nanica", mas como é viciadão em banana, valeu mais a esperteza dúbia. E tome banana Dudu.

31 janeiro 2009

Dirceu e a história do Joaquinzão

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Recuperando da cirurgia, explicando a todos como foi o procedimento, se doeu, se doi, mostrando o raio-X com os parafusos e vendo expressões do tipo “Eu hein, só de pensar sinto uma dor na coluna”, conversando sobre gente forte que abusa da natureza humana e carrega peso como um animal, Dirceu lembrou a história do Joaquinzão.

--- Joaquinzão era um caboclo forte que carregava sozinho, sacos de 100 Kg nas costas. Outros da turma só trabalhavam em par. Joaquinzão trabalhava sozinho.

Aí alguém pergunta:
--- E por onde anda o Joaquinzão?

--- Ah, hoje ele tá paralítico... -- responde Dirceu assim meio sem notar a conclusão dramática da história.
Depois Dirceu explica que o Joaquinzão ficou paralítico porque um dia escorregou e caiu com um saco pesado nas costas.

26 janeiro 2009

Tirando um leitinho só por diversão

Assim num dia quente de final de semana só por diversão é muito fácil. Difícil é ter que fazer isso 7 dias por semana, chova ou faça sol, esteja quente ou congelando. Bom mesmo é se divertir.

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Mais fotos.

25 janeiro 2009

Ai que ruim

Tio Pretinho e seu fiel pequeno escudeiro. Nem todo mundo gosta de leite direto da fonte.

07 janeiro 2009

Mudando de ares, trocando de cama

Pict-452 Chegou a hora de mudar um pouco de ares, vamos para o sítio passar uma semana até o dia de voltar para visitar o Dr. Goveia de novo. Eu achei que conseguiria aguardar até o final do mês mas não dá mais. Cansei de ficar nessa mesma cama mais de 12 horas por dia.

Fizemos alguns preparativos, compramos massa de pizza, de pastel, suco em caixinha, vinho e Ypioca. Baixei uns episódios do “The new adventures of the old Christine”, estou gravando uns DVD’s, vou levar a Sky e o computador. Ontem recarregamos a bateria da Hilux que ficou completamente morta nessas últimas semanas e estivemos dando uma olhada numa nova máquina elétrica de cortar grama. Como uma máquina boa vai ficar mais de mil, por enquanto, vamos tentar dar um jeito com a máquina à gasolina mesmo.

Talvez a gente pudesse levar a TV de 29” mas não sei ainda. No sítio, sem Internet, normalmente eu consigo me dedicar mais aos livros, TV, filmes e escrever no computador. Quem sabe surja alguma nova idéia nesse período. Vamos ver.

Para a estrada de chão cheia de solavancos, a solução, por enquanto, será calma, paciência e movimentos bem vagarosos, nem que demore uma eternidade afinal, pressa é a única coisa que não temos no momento. Vamos nessa!

05 janeiro 2009

Carro duro, costela de vaca e hérnia de disco

Pict-451 Continuo em rítmo de recuperação, 12 horas de cama incluindo o sono noturno e o resto fazendo pequenas atividades sentado, andando, nada de muito agitado. Dr. Goveia acompanha e passa as recomendações por email seguindo um calendário rigoroso.

Mas estou com vontade de mudar de ares, de passar uns dias ao lado do Rio Jacuí e, para chegar lá, o grande obstáculo são os 7KM de estrada de chão, cheios de "costelas de vaca", buracos, pedras e muito barro resultado dessa chuvarada toda.

Agora, nesse estado delicado, me dou conta de como é dura nossa caminhonete Hilux 94 com esses feixes de mola na frente e atrás. É um carro muito forte, pau prá toda obra, bom de barro e de morro, mas, por ser assim tão dura, me acaba com os discos da coluna. E para chegar lá, pelo menos por enquanto, temos que pensar numa alternativa mais macia.

Gino, um colega do serviço, me disse certa vez que já viu um caso desses, onde a pessoa teve que trocar de carro por um bem mais macio só por causa dos problemas na coluna. Ouvi, registrei mas achei que talvez nunca fosse chegar nesse ponto. E parece que cheguei.

Antes da cirurgia, já com a hérnia bem deteriorada, 2 finais de semana nessa estrada de chão, me travaram na cama por vários dias. Só um tempo depois pude relacionar o ocorrido com os solavancos na Hilux. A cavalo não ando, mas o resultado na Hilux acaba sendo praticamente o mesmo. Preciso de uma Hilux nova.

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04 janeiro 2009

Dona Rosina faz 81 anos - Parabéns!!

Pict-449 Hoje é dia de comemorar os 81 anos da Dona Rosina e família Oliveira está em festa, principalmente por constatar que o avanço da idade da nossa Vó Rosina, não tem sido suficiente para abater sua alegria de viver, com muita saúde e ainda com algum forró que, normalmente, entra noite a dentro. Essa época do ano é sempre muito boa por causas de todas essas festas em seguida. Desde que chegou o Natal, esse já o quarto aniversário na família. E semana que vem tem mais. Dona Rosina completa 81, com sorte eu mesmo ainda tenho mais meia vida só prá chegar onde ela chegou. E a maioria das netas e netos tem ainda mais 3 vidas pela frente. É meu camarada, com um pouco de sabedoria, um pouco de sorte e uma ajudinha da genética, podemos todos voltar para comemorar muitos outros aniversários com Dona Rosina. Parabéns de novo!!!

Deh em Floripa

Pict-447 Deh continua em Floripa, sem pressa de voltar prá casa. Bom prá ele que deve estar se divertindo com os amigos. Hoje ele me chamou no MSN e deu para ver a turma na casa pela webcam. Conversamos um pouco, chateei um pouco o Ferson por causa do cigarro, falei com a Sabrina e vi as outras meninas, todas muito gatas, que devem estar ralando para cuidar dessa moçada toda. Deh disse que o Ferson fêz macarronada essa madrugada passada. Fico imaginando o Deh dando uma força no serviço, talvez lavando uns pratos, humm... coisa de sonho.

Disseram que pretendem vir logo mas que preferem viajar à noite para evitar o sol. Insisti que viajar à noite é sempre mais perigoso. Esse negócio de evitar o sol só deve ser bom prá quem vem dormindo no carro. Para o motorista, certamente que não deve ser. Mas tudo bem, confiamos neles e na força e capacidade da sua juventude. Que tenham todos uma boa viagem de volta, melhor ainda do que a ida.

02 janeiro 2009

Êh, Madona

Pict-446Madona nos deixa com muitas saudades. Acho que ela viveu feliz como só os cachorros conseguem. E também nos deu muitas alegrias. Me lembrei do Sales, amigo lá da Johnson que diz que não vale a pena ter cachorro por causa disso - 7 cachorros, 7 tristezas certas, inevitáveis, que chega uma a uma mais cedo ou mais tarde. A gente não liga prá isso e prefere curtir essas criaturas maravilhosas.

Ainda bem que todos os inestimáveis momentos de alegria são muito mais numerosos. No final, só nos resta a resignação com a natureza que segue seu caminho inexorável.

Caes

Nessa outra via da vida, enquanto a gente viver, Madona, certamente, existirá em nossas mentes e em nossos corações.
E fica aqui, imortalizada nesse blog, homenageada por outros tantos companheiros nossos.

01 janeiro 2009

Reveillon com tudo que tem direito

Reveillon dos Diaba-DiabaReveillon sem novidade mas alentador do ponto de vista de que a comunidade resiste e insiste em relaxar e ser feliz sem preocupações pelo menos nessa que é uma das poucas oportunidades em que ainda conseguimos juntar o maior número de famílias - nós adultos nos divertimos e as crianças se divertiram mais ainda.

DJ Pino em ação, muito funk, créu e caubói viado. Apesar do excesso e do curto-circuito etílico que agora causa visões de acampamentos e aurora de reveillon em montanhas, todas as peças de titânio resistiram e a natureza só deu um pequeno troco mais de 24 horas depois. Agora é preciso compensar com repouso reforçado. Tudo pelo social e pelas boas horas de divertimento.

Dia seguinte, muito calor, um pouco de sol, piscina, churrasco e muita vontade de comer mais. Sessão nostalgia de lei, esse ano mais nostálgico ainda com a passagem relâmpago e lacrimosa do Moisés bem na hora de rever antigos aniversários.

No mais foi assim mesmo, som, comida, bebida, piscina, churrasco e muita diversão. Todo mundo admite que é muito chato falar de famílias felizes, mas isso é só um momento, nem tudo é sempre assim, mas fica aqui o registro da tradição que, espero, continue por muito tempo ainda. Abaixo, o volley e as fotos, aqui.

30 dezembro 2008

Sem pontos, sem esparadrapo e um chope gelado

21:35
Ufa, estou livre dos pontos e do esparadrapo que estava me causando alergia. Cepog fechado, fizemos o serviço no Hospital Frei Galvão que, agora, está com um centro de atendimento novinho em folha, muito mais confortável. O serviço foi rápido e tão desconfortável como haveria de ser. E o pior é que, sabendo quantos pontos haviam, não teve como não ir, contando um a um, enquanto a enfermeira ia cortando a linha e dizendo:

-- Calma que tá quase acabando...

E acabou mesmo. E já me sinto feliz por ter reconquistado essa pequena liberdade que é poder tomar quantos banhos quiser a qualquer hora que achar melhor. Ah, como isso é muito bom.

Dr. Goveia, de São Paulo, sinal de que acompanha atentamente o que se passa com o paciente à distância, me mandou um email pedindo notícias sobre minha recuperação e preparado para continuar com as orientações. É muito bom poder contar com esse suporte mesmo estando longe de SP.

Voltando prá casa, um calor dos diabos, demos uma passadinha no Shopping para um chope gelado o que ajudou a elevar o astral de final de ano. O Reveillon promete.

Dia de tirar os pontos

13:37
Hoje é dia de tirar os pontos e fico sabendo que o Cepog já está fechado para as festas de fim de ano. Só Sábado. Alternativa, no Frei Galvão tem médico (que pode ser aqueles tipo estagiário), mas tudo bem, vai ser lá mesmo. Preciso tirar esse curativo com esparadrapo Cremer que está me matando de tanto que comicha. Sem os pontos e sem curativo, vou poder tomar banho a qualquer hora e até refrescar na piscina tomando uma gelada. Não vejo a hora.

A caminhada de ontem não me fez bem, acho que exagerei. Estou sentindo um pouco de dor do lado direito onde ficam os parafusos. Espero que não seja nada que não possa voltar ao normal com descanso adequado. Preciso ficar ligado prá não cometer nenhum exagero e me arrepender depois.

É que, com o passar dos dias, a cicatrização vai melhorando e a gente vai, automaticamente, voltando a fazer mais movimentos, mais coisas normais enfim, voltando à vida normal e esquecendo que tem um mês para ir bem de leve, sem exagerar.

Deh, em Floripa, não ligou mais, não mandou SMS, não deu mais sinal de vida. Deve estar se esbaldando. Tomara que não esteja precisando de nada que a gente pudesse prover para fazê-lo mais feliz.

29 dezembro 2008

Caminhando com parafusos

20:43
Uma das minhas maiores preocupações com a cirurgia da coluna, travada com parafusos e placa de titânio, é com a perda de capacidade para fazer caminhadas. Aceitei fazer a cirurgia para garantir uma boa qualidade de vida e, caminhar faz parte do que considero uma vida normal. Caminhar é preciso, mesmo que não possa mais saltar de barrancos de 3 metros de altura.

Por enquanto, 12 dias após a colocação dos parafusos, já pude dar uma caminhadinha de uns 20 minutos me sentindo absolutamente muito bem. Aproveitei que tinha mesmo que dar umas voltas de acordo com a recomendação do Dr. Goveia, e levei a Lana comigo para sentir uns cheiros diferentes. Até completamos o giro com o Max amarrado na correntinha. É claro que todos gostaram muito. Que cachorro que não gosta de andar à toa.

28 dezembro 2008

Juicer philips walita

17:25
Confirmei na Internet que quase todo mundo tem vontade de ter um juicer philips walita, mas disseram que, ao invés de ele ter um triturador medonho e pesado, ele é bem levinho. Para mim, se é leve, deve ser descartável, não deve durar muito. E também não faz suco de banana, abacate e manga. É o que estão dizendo.

Medonho está o calor hoje; ótimo para uma cerveja na beira da piscina. Oscar acabou de passar com o Tiago dizendo que vêm mais tarde para assar uma carne. Nem sabia que tinha carne para assar. Só sei que ainda temos cabrito para o Reveillon. Mas com esse sol e esse calor, um churrasco com cerveja vai cair muito bem.

Deh mandou um SMS dizendo que já chegou em Florianópolis. Pelo visto, chegaram todos sãos e salvos. O cara é marrento mas já estou com saudades.

Gustavo montou no photoshop uma nova picture para o cabeçalho do blog. Ficou muito duca.

27 dezembro 2008

Esparadrapo Cremer

11:55

O curativo com esparadrapo Cremer está me causando alergia nas costas. Isabel acha que é culpa minha porque estou ficando mais tempo na cama do que deveria. Tá certo, é sempre culpa minha.
Minhas 2 coxas continuam desconfortavelmente dormentes. Estranho é minha perna direita que não tinha nada antes da cirurgia. Diz o Dr. Goveia que é por causa da posição na mesa de cirurgia mas que vai passar logo. Continuo esperando passar.

Sábado chuvoso, vontade de tomar um café, Isabel dormindo ainda.
Desci e fiz uma coisa que tenho tido vontade faz tempo: dar uma volta com a Lana na rua. Sem querer, vi a correntinha dela no chão, passei-lhe pelo pescoço e ela deve, imediatamente, ter se lembrado dos nossos passeios. Não resisti e dei uma voltinha bem curtinha pela calçada. Tenho receio que ela me dê um tranco na coluna o que quase aconteceu quando passamos por uma casa onde tinha um outro cachorrão. Segurei firme mas achei melhor voltar rapidinho.

Nesse Natal, estreou "Marley e Eu" no cinema de Guará e eu estive até fazendo planos de ir ver mas não deu. Com a coluna assim, acho que não vai ser uma boa enfrentar fila e ficar horas sentado naquela poltrona baixa do cinema.
Vi, na Internet, que tem gente que assistiu e chorou. Eu chorei no final do livro. De certo que vou chorar no filme também. Tomara que consiga disfarçar bem. Afinal, "Marley" é muito mais uma licão sobre paternidade do que sobre a fera amarela. Vamos ver.

26 dezembro 2008

Ressaca Natalina

16:24
Dia seguinte, dia de dormir até tarde, principalmente porque choveu muito de manhã, muito mesmo. Aí, ficou melhor ainda ficar morgando na cama, mesmo com as pernas dormentes.

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Com esse tempo feio, cinzento, chovendo fininho, meio friozinho, nada melhor do que um laptop quentinho na cama e a TV ligada passando filme. Bem, tem coisa melhor para ficar quentinha com a gente na cama, mas não dá prá ser toda hora.

O Reveillon será outra história.

25 dezembro 2008

Uma tarde de Natal

23:10
Na parte da tarde tempo melhorou, deu muita piscina e todo mundo ainda se divertiu bastante. Eu, pretendendo descansar mais hoje, ficar mais deitado, dormi tranquilo durante um bom tempo. Acordei já mais de 8, sentindo as varas de aço do colete me apertando as costas, desci com sede e com fome e fui me reabastecer.

Na gavetinha da geladeira do fundo havia sobrado 6 brahmas geladíssimas de ontem e ainda encontrei 3 me esperando, um claro sinal de como estamos bem devagar para beber. Tomei cerveja e, logo em seguida, uma caipirinha muito boa feita pelo Gu que, dessa vez, deixou no ponto de açúcar bem melhor para o meu paladar.

Agradável surpresa, o meu estado de espírito, cansaço e o tempo meio ruim não abalou em nada o espírito da galera. As poucas crianças continuavam se divertindo, jogando bola e correndo por todo lado. E o povo comendo.

Perdi o agito da tarde mas fico feliz ao ver essa galera forte e com  bastante energia para levar adiante a tradição.

Depois de "A Favorita", na TV, o show do Roberto que ninguém agüenta mais.

Tradição e repetição

13:47
Passou a noite, apaguei as luzes às 4, só ficaram o Deh com uns colegas que depois seguiram para o Gordo onde a festa deve ter ido até o meio-dia. Coisa de louco, coisa de jovem. Já estão todos em casa novamente.
Não funcionou meu sonho de ter comida preparada só o suficiente para a noite, como sempre, sobrou muita coisa para a continuação de hoje. Mas tá bom também. No final sempre dá certo.

Ontem o céu esstava azul, muito sol e calor. Hoje amanheceu garoando embora ainda calor. Não vai funcionar o almoço com piscina. Mas vai ter almoço, certamente, seguindo a tradição.
Tradição vive de repetição, e repetição leva ao enfado causando uma sensação estranha fazendo as pessoas a tentar entender o que ficou diferente, parece que está faltando gente, parece que está faltando algo, ninguém consegue entender. Essa festa de Natal se tornou muito mais um compromisso anual do que aquela espera animada de como seria diferente esse ano e como nós poderíamos bater nossos próprios recordes de anos anteriores. Desafortunadamente muitas ligações foram destruídas pela repetição.

Mas continuo impressionado, surpreso e muito agradecido pela insistência das famílias em proporcionar alegria aos seus filhos e, como consequência, à turma em geral. No final, todos saem ganhando. E o almoço de hoje costuma ser ainda mais gostoso.

24 dezembro 2008

Arranjos de Natal

17:29
Pagode no som, Oscar veio e me ajudou a consertar algumas lâmpadas, tomamos umas cervejas geladas. Gu limpou a piscina, Amanda montou a árvore de Natal e, junto com Isabel, fizeram alguns quitutes para a noite. Tiago apareceu como o Papai Noel - cheio de presentes. Tarcísio também passou por aqui, tomou uma cerveja, sentou, relaxou. Deh acabou de levantar. Daqui a pouco começa a se preparar a a noite com a galera. Tio Pretinho está no ralo agora; pegou à 1 da tarde e deverá chegar por aqui depois da meia noite.

O freezer tá ligado, algumas cervejas e cocas gelando, um pacote é do Chandinho.

Hoje, diferentemente de muitos anos, não pretendo dar aquela típica passadinha pela Igreja pois não posso ficar muito em pé ou sentado. E tenho certeza de que ninguém vai me deixar sentar num banco porque ainda não pareço velho e alquebrado. Para ficar de pé ou andando de um lado para outro, acho que não vou. Isabel disse que vai. Oscar também quer ir, já que acha que só 2 vezes por ano já é tão pouco.

Vou colocar o ipod para carregar porque vou acabar precisando dele à noite.

Tem festa de qualquer jeito

12:28
O céu azul e o sol forte deixa o espírito da gente em ritmo de festa, espera, meio ansioso. Dá uma vontade de rever uns amigos, tomar uma gelada, jogar uma conversa fora, fazer algumas coisas que a gente sempre tem vontade mas que vai adiando, adiando até ir perdendo a importância.

O céu azul e o sol forte dá vontade de limpar a piscina, vontade de ouvir um pagode bem animado, vontade de tomar uma cerveja. Ainda que esse seja só um efeito secundário resultado do Natal, já é bem lucrativo.

Acho que vou tirar esse curativo que me está queimando as costas e tomar uma ducha. Depois peço prá alguém fazer outro.

Ritual matutino

09:04
Levantei e achei peculiar ter na cabeceira da cama, sobre uma toalhinha, um monte de ossinhos de cachorro, uns inteiros, uns quebrados. Fui eu mesmo que deixei assim mas, vê-los ali agora pela manhã, me trouxe à mente essa espécie de ritual diário. Sei que vou à cozinha fazer um café e vou encontrar lá embaixo, 3 criaturas ansiosas, requebrantes, lambedoras, com o rabo balançando e loucas para entrar e me dar um "bom dia" bem caloroso. Mili, Neli e Lana fazem sempre igualzinho todo dia. Aí, como fico na cama o dia inteiro, elas sempre aparecem de vez em quando para me fazer uma festinha e me dar uma lambidinha. No caso da Lana, uma lambidona mesmo. Por isso os ossinhos a mão para que eu possa retribuir com o que elas mais gostam.

09:53
Tinha que renovar o curativo ontem, não deu, preciso fazer hoje. Ligo no Cepog, atende uma voz masculina diferente. Pergunto:

-- Oi, bom dia. Poderia informar quais médicos estão atendendo hoje e até que horas estarão aí?

A voz masculina responde:

-- Hoje não tem médico nenhum atendendo, só semana que vem. Tá tudo fechado hoje, aqui só tá eu que sou o guarda.
--Puxa, nem para emergência? Fazer curativo?
-- Nada, tá tudo fechado.
-- Tá bom então, bom Natal para o Senhor.
-- Obrigado - responde o guarda que, de certo, vai trabalhar no Natal.

Então é isso, o Cepog está fechado hoje, só abre semana que vem. Não vai dar para fazer curativo lá. Vamos ter que procurar Leucoband numa farmácia e fazer em casa mesmo, e tem que ser rápido porque também as farmácias devem fechar cedo hoje.

Amigo secreto
Alguém tocou no assunto um tempo atrás, todo mundo desconversou, esse ano não vai ter. Para mim, isso é um sinal claro e indesejável do enfraquecimento do espírito de confraternização. Mas ainda temos muita coisa mantendo a tradição. Festa de fim de ano, no mínimo, tem que ter gente junto, quanto mais, melhor.

23 dezembro 2008

Festas de fim de ano com chuva é normal há muito tempo

18:35
O tempo está feio e ventando mas ainda não choveu. Deitado na cama, de costas sobre os pontos da cirurgia, sinto o calor do laptop por cima e a queimação do corte por baixo das costas, uma situação nada agradável. Preferia estar lá embaixo bebendo uma cerveja gelada na beira da piscina que ainda não tive coragem nem para descer e procurar alguém para me ajudar a limpá-la. Amanda aceitou que me ajudaria mas nem fui lá ainda.

Marcelo passou por aqui hoje pela hora do almoço e conversamos bastante sobre Internet e programação de blog. Com ele, descobri algumas coisas novas que posso fazer nesse site, apesar de que, quanto mais aprendo as possibilidades, mais concluo que o que interessa mesmo é o texto, o conteúdo.

18:41
O café está pronto. Que bom! Hoje já estou comendo muito mais que ontem; assim vai ficar difícil chegar aos 80KG.

Dia de curativo

10:18
Levantando; hoje é dia de curativo. Dr. Goveia pediu para fazer com um médico mas acho que podemos fazer em casa mesmo. Um curativo hoje, outro no dia 30 para a retirada dos pontos.
Ao levantar, sinto um certo desconforto lombar - não chega a ser uma dor, mas é meio ruim. Espero que passe com o tempo. O corte ainda arde um pouco.
Ainda não consigo me abaixar na pia para escovar os dentes e, portanto, tenho que ser cuidadoso para não deixar tudo respingado de pasta.
Dormi bem à noite, apesar de que uns cachorros latiram muito aqui em frente. Talvez sejam aqueles 2 esquisitos que se amoitaram na frente da casa do vizinho. Ouvindo essa latição toda, deu saudades da Bolinha e da Ditinha.

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22 dezembro 2008

Quinto dia da cirurgia

O tempo se arrasta mas não pàra. Hoje consegui passar a maior parte do dia na cama. Achei melhor tirar o computador da mesa e colocar no suporte em cima da cama para não acabar ficando muito tempo sentado. Deu certo. Continua bem desconfortável, mas vai ser melhor para a cicatrização.

As duas pernas continuam dormentes e queima a cicatriz. Mas parece o curso normal da recuperação.

Acabei navegando muito, explorando a estrutura do blogger e, pela primeira vez, assinei o Adsense e consegui colocar online. Já está funcionando aí do lado.

Assisti 2 filmes: o excelente “Crash”, que mereceu os 3 Oscars que ganho e um do 007, “mó paia”. Foi bom como mais um motivo para ficar na horizontal.

Hoje é niver do Deh que acordou bem tarde, almoçou e saiu para a rep em Guará. Ainda deu tempo de dar um abraço apertado. Que o juízo lhe assente.

20 dezembro 2008

Dia da alta – volta prá casa

20081220-Sat-05:50:54
Ansiosidade não me deixa dormir, cabeça cheia de pensamentos, planos, alguns pensamentos até meio malucos e desafiadores. Levanto sozinho, vou ao banheiro, ligo o laptop e venho escrever um pouco.
Ainda faltam quase 2 horas para o café. Ainda está escuro lá fora.

20081220-Sat-09:21:41
Tomar banho, aguardar Dr. Goveia passar por aqui para dar alta. Tá meio frio lá fora, sem sol, vou ter que ir de calça jeans.

20081221-Sun-08:47:04
Em casa desde ontem, é a primeira vez que me sento para escrever com mais calma, ontem foram só arranjos para ajustar o ambiente para esse mês de recuperação. O primeiro mês é mais crítico para a cicatrização da parte da musculatura e talvez também para a consolidação do enxerto ósseo.

Dr. Goveia recomendou ficar 18 horas na cama e distribuir as outras 6 para ir ao banheiro, tomar banho, comer, dar umas voltinhas pelo quarto, pela casa.

Escada até pode desde que moderadamente (3x ao dia).

A ambulância ontem veio rapidinho a mais de 120 por hora; esses caras estão acostumados a andar depressa. Isabel veio na frente porque o motorista precisava de alguém para lhe mostrar o caminho em Aparecida mas bem que ela poderia vir lá atrás comigo e passar para a frente quando estivesse chegando. Com a velocidade, sozinha com  motorista, num carro com um baita vidrão na frente, ela quase morreu de pânico. Eu só me lembrei desse detalhe no meio do caminho quando prestei atenção no ruído das ultrapassagens rápidas. Mas aí, como já devia estar perto, achei melhor deixar quieto. Dito e feito. Isabel chegou apavorada e cheio de dores no pescoço.

Lá atrás, eu deitado naquela maca desconfortável de sempre, virando de um lado para outro revezando o desconforto das pernas dormentes, pensando na tortura da demora da viagem, usei um pouco o blackberry, mandei uns tweets, coloquei o ipod e vim ouvindo "Marisa Monte". Por isso acabei me desligando um pouco da viagem e fiquei surpreso quando percebi as manobras já dentro de Aparecida.

Enfermeira Virgínia toda paramentada, veio sentada no banquinho me vigiando. Serviço completo, tudo pago pela Mediservice.

Chegamos, descemos, nos despedimos e o pessoal da ambulância retornou imediatamente.

O tempo estava cinzento e chuvoso começando a garoar mais forte. Não havia ninguém em casa. Havia me esquecido de ligar pelo celular para avisar que estávamos chegando. Havia uma ligação perdida no meu. Ligue para Amanda, ela estava na Teresinha e veio rapidinho no receber.
Ninguém sabia do Deh que chegou bem depois, mancando, com tala no pé, disse que se machucou no futebol.
Segunda-feira é aniversário dele.

Enfim, em casa novamente. Cachorros pulando, cheirando e lambendo, beijos e abraços. É verdade, nada como a casa da gente!

17 dezembro 2008

Chegou o dia da cirurgia, finalmente

Estava devendo esse post para completar a história da cirurgia de artrodese na coluna no nível L5-S1 com colocação de parafusos e plaqueta de titânio, material fornecido pela Hexagon Indústria e Comércio de aparelhos ortopédicos, uma empresa de Campinas. Estive pesquisando várias empresas que fornecem esse tipo de material, inclusive a Depuy da própria Johnson poderia ser uma possibilidade, caso eu resolvesse fazer a cirurgia em outro lugar. No final, preferi confiar na experiência de mais de 20 anos da equipe do Dr. Goveia e também de que essa equipe, certamente, teria ao longo dos anos, adotado um material de qualidade comprovada. O resto ficaria por conta do plano de saúde.

Viajamos à São Paulo de ônibus, eu a Isabel, companheira de todas essas horas amargas. Tomei uma dose caprichada de Codaten para tolerar a dor na perna e lá fomos nós. Já no Hospital, esperando os arranjos na recepção, fizemos contato com uma outra pessoa, jovem ainda, funcionário das Casas Bahia, com uma aparência bem combalida, conversa vai, conversa bem, ele nos contou que estava lá para colocar 3 pontes de safena e que, há tempos, vinha tendo muitos problemas sérios no coração. E a cirurgia seria na manhã seguinte, no mesmo horário da minha.
Olhei bem para ele e, em silêncio, até senti um certo alívio ao comparar minha situação com a desse jovem. Achei que a minha cirurgia seria bem mais simples do que a dele e não gostaria de trocar de lugar.

Coisa ridícula essa de fazer a tricotomia da parte lombar às 5 da manhã e o pior, por um enfermeiro homem. Mas tudo bem. Naquele momento comecei a entrar naquele clima horrível de hospital onde o paciente se torna um nada nas mãos de qualquer um.

Preparado para injeção “fatal” da anestesia, insisti com todo mundo ao meu lado para que tentassem fazer um entubamento menos doloroso que da última vez, um serviço melhor. Todo ouviram com atenção e acho que funcionou. Disseram que usaram um tubo mais fino, mais maleável enfim, mais amigável e, no final, funcionou, pois minha traquéia resistiu quase ilesa dessa vez.

4 horas depois, de volta ao quarto, volta da anestesia, vivo enfim. Sobrevivi. Como sempre, todos os médicos disseram que correu tudo bem – os médicos sempre fazem isso - e que no dia seguinte já poderia me levantar. Todos os medicamentos por via intravenosa, nada de comprimidos, o único dissabor foi o desconforto indesejável de esvaziar a bexiga que não aconteceu sozinho por vias normais. Rios, ribeirões, postes, muros, matos, vielas escuras, banheiro de festa, cervejada, nada, nada adiantou. Dessa vez, só mesmo com a sonda apavorante e não só uma vez mas 3. Isso foi o que houve de pior. O resto deu prá tirar de letra. Mas sobrevivi de novo. A gente sempre sobrevive.

Ainda bem que prá compensar houveram as enfermeiras, todas muito gentis e sádicas como hão de ser.

Foi assim, agora, pinado e parafusado, vamos ver como vai ser a vida.

16 dezembro 2008

Dia 23 - É amanhã

20081216-Tue-09:41:30hs
Chegando a hora, dá um frio na espinha. Consegui levantar cedo, tomei meio codaten às 7, saí dirigindo sozinho, fui ao Santa Rosa, tirei o RX e pedi urgência para poder pegar o resultado ainda hoje lá pelas 4 da tarde. 5 horas a gente pega o ônibus para SP para chegar no Beneficência em torno das 9 da noite.

Em casa, um certo sentimento de urgência como se hoje fosse o último dia de uma certa parte da vida, o que é, na realidade.
Mas preciso relaxar.

Precisa-se de um RX

20081215-Mon-23:56:45hs
Preciso de uma radiografia, um rx da coluna para que o Dr. Goveia possa planejar direito onde o ponto exato da minha vértebra onde vai fazer os furos para colocar os parafusos. Tentei no Cepog mas me disseram que o RX deles não é muito bom. Aí fui no Santa Rosa, mas já estava fechando e não dava mais tempo. Vou amanhã cedo às 8 hs.

Sozinho em Guará, depois do Santa Rosa, tomei um café com leite e um misto quente na padaria enquanto a Isabel não vinha me pegar. Doía demais e eu não achava uma posição confortável nem sentado nem em pé, o que deixou o caixa intrigado.

Com saudades da minha cama, depois do banho, veio me visitar o Perninha, meu irmão e ficamos um bom tempo conversando.

Preciso tentar dormir mais cedo hoje para chegar cedo no RX amanhã.

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15 dezembro 2008

Bom poder trocar email com o médico

Assim ele me disse:

GERALDO

BOA TARDE

Devido a questões de marcação do centro cirúrgico, teremos que alterar sua internação para terça feira (16/12) e cirurgia quarta feira (17/12). Assim sendo sua internação será na vespera da cirurgia a noite, a partir das 21Hs, pois somente nesta condição os convenios liberam internação de vespera; o que é melhor sob varios aspectos. O preparo pré operatoria consiste em jejum a partir da meia noite de 16 para 17 de dezembro, as 6:30hs é feito preparo da pele e as 7:00 o pre anestesico, havendo previsão da cirurgia as 8:00hs.

NAO ESQUEÇA DE TRAZER OS EXAMES DA COLUNA (RESSONANCIA E RX), BEM COMO OS EXAMES DE LABORATORIO QUE OS ANESTESISTAS PRECISAM VER.

Abraço

Dr Goveia

Dia 22 - 2 últimos dias antes da cirurgia

20081215-Mon-01:02:25hs
Vinte e dois dias de molho, com bastante tempo para ler, escrever, ver TV e navegar na Internet. No final, usei mais esse tempo para ler do que escrever. Mas tenho ainda muitos planos de deixar esse blog "quase" profissional.

Natal e Ano Novo

Ano passado tivemos um Reveillon bem legal e diferente no sítio. Esse ano, por causa da minha recuperação que deverá ser bem delicada, acho que vamos ter que comemorar aqui em casa mesmo.

Oscar passou por aqui outro dia e já começamos a combinar o esquema do cabrito. Como ele agora tem carro também, estando eu impossibilitado, acho que ele poderá resolver tudo com a ajuda do Tiago. Deveremos rachar a conta eu e ele mesmo, como foi no passado. O que não devemos é ficar sem o cabrito assado.

14 dezembro 2008

Dia 21 - Um Domingo em casa

20081214-Sun-00:34:04hs
Acabou Capitu. Foi diferente, mas gostei. Acho que, no final das contas, conseguiu destilar muito bem o ciúme doentio do ser humano fielmente retratado pelo gênio. A forma como foi apresentado, chateou um pouco causando desvio de atenção. Acho que o verdadeiro valor da obra só pôde mesmo ser sentida no todo e por quem resistiu até o final. Gostei mais do casal jovem, talvez por ter sido representado por atores ainda sem rótulo.

20081214-Sun-01:46:28hs
Cansado já, sentindo um pouco mais de dor do que o normal, provavelmente por ter andado mais, ficado mais de pé, me movimentado mais, ficado menos na cama.

20081215-Mon-00:58:06hs
Passei quase o dia todo fazendo manutenção no laptop tentando descobrir porque está travando. O dia esteve chuvoso e meio frio, quase não saí da cama, nem para comer. No final do dia, passou por aqui a Teresinha que veio fazer uma visita. Que bom. Conversamos um pouco sobre o sítio já que ela chegou há pouco de lá. Hoje é aniversário da Luzia que ficou no sítio com o Preto e a Jéssica. Falei com ela pelo telefone, dei notícias da agenda da cirurgia e desejei-lhe feliz aniversário. Os anos passam mas precisamos nos cuidar para ter bastante energia para continuar curtindo a vida inclusive depois da aposentadoria.

13 dezembro 2008

Dia 20 - Cavalaria passando

Acordei com a visita do Edião e Dudu que deram uma passadinha antes do Dudu ir para a roça com a Luzia. Conversamos um pouco sobre HTML e CSS, que preciso aprender mais para poder melhorar a cara desse blog.

Fiz algumas recomendações para o Dudu: pegar os ovos, ajudar a tia Luzia pegar xuxu, forrar as casinhas da Bolinha e da Ditinha com pano e não deixar os cachorros dormirem nas cadeiras da varanda.

Ao abrir a janela, estava passando uma pequena cavalaria vindo do Potim para a Basílica. Estaquei e fiquei apreciando, com uma certa inveja, aqueles caras trotando sobre os cavalos. Em silêncio, fiquei imaginando a coluna de cada um subindo, descendo e dando trancos sobre a sela. Sugestivamente até senti uma pontada na hérnia mas, mesmo assim, fiquei admirado com esses simples cavaleiros e suas colunas com seus discos íntegros. Nunca mais vou poder andar à cavalo!!

Procurando um 4x4

20081213-Sat-22:03:06
Depois do almoço fomos eu, Isabel, Gu e Amanda ao recinto de exposições de Guará onde montaram o habitual feirão de automóveis. Estivemos olhando só 4x4, Sportage, Pajero, Vitara. Vimos alguns mas nenhum muito próximo do que estamos procurando para trocar um dos Gols.

De volta, café com pão de queijo e muita pesquisa na Internet. A gente chega lá.

Cirurgia

Dr Goveia confirmou, por email, a cirurgia para a próxima Quarta-feira, dia 17. Estaremos no Hospital na Terça em torno de 9 da noite.

12 dezembro 2008

Dia 19 - Agendando a cirurgia

Fiquei sabendo agora que a cirurgia, se não puder ser realizada na Terça dia 16, será na Quinta. É que tem um caso mais grave do que o meu, emergência, que poderá sair na frente. Combinado também que deverei chegar no Hospital na noite anterior em torno das 9 da noite; é que os planos de saúde não gostam muito de ter que pagar uma diária na véspera de cirurgia.

Me diz a Márcia, secretária do dr Goveia:

-- Eles querem que o paciente chegue no dia da cirurgia, deixe as bolsas, tome um banho e vá direto para o centro cirúrgico; isso não pode né, tem que chegar no dia anterior, descansar, dormir bem, ter uma noite tranqüila, para só operar no dia seguinte. Aí a gente faz isso, já combinamos com o Beneficência, a pessoa chega à noite e aí a diária só começa a contar a partir do dia da cirurgia.

Digo.

-- O meu plano só aprovou 3 diárias.

-- É, mas aí, se precisar de mais algum dia depois da cirurgia, a gente pede uma prorrogação, isso não tem problema.

Falei com ela sobre a possível necessidade de uma ambulância para me trazer de volta para casa, ela disse que o dr Goveia pode pedir ou o Hospital mesmo pede por telefone. Não deve haver problema de demora na aprovação.

Tudo bem então, aguardo um telefonema na Segunda combinando como é que vai ser.

02 dezembro 2008

Oitavo dia de cama aguardando a cirurgia

Esse final de semana que passou foi o primeiro que não pude cumprir com a rotina de ir ao Sítio. Sei que outros finais de semana virão e, em mais alguns deles, também não poderei ir. Mas entendo que é melhor ir com bastante calma nesse processo para poder voltar com segurança e garantia de que, em breve, voltarei a desfrutar do benefício que construímos.

Sigo resignado e em compasso de espera. O aumento do calor tornou mais dolorosa essa submissão. De vez em quando me vem à cabeça os riscos que vou correr, como diz essa pesquisa:

"... o tempo cirúrgico variou de 3h40min a 6h30min, com média de 4h53min e o tempo de internação de três a cinco dias, com média de 4,7 dias. Como complicações imediatas, um paciente (4,4%) apresentou alterações parestésicas em membros inferiores ao fim do procedimento; um paciente apresentou tromboembolismo pulmonar, evoluindo para óbito em 48 horas; um paciente apresentou fratura do pedículo no momento da tração longitudinal; e um paciente apresentou sangramento significativo, havendo necessidade de hemotransfusão durante o ato operatório..."

Espero sair dessa sem fraturar nenhum pedículo nem me ver evoluindo para óbito. Eu hein.

27 novembro 2008

Entrevado

O tempo fechou e começa a cair uns pingos grandões. Deitado na cama, pela meia folha da porta-balcão aberta, posso ver o céu negro até onde a vista alcança. Uma árvore ali na rua balança furiosamente conforme manda o vento forte que precede a chuva. Pela porta aberta, de vez em quando, entra uma lufada de pingos da chuva trazida pelos ventos que sopram em todas as direções. Hoje já é Quinta-feira e, pelo quarto dia consecutivo, ainda estou na cama sem poder levantar, andar ou mesmo ficar sentado por mais de 5 minutos seguidos. Quando tenho que fazê-lo para ir ao banheiro, tomar banho ou mesmo correr até a cozinha para pegar algo, sou obrigado a voltar rápido sob o jugo dessa dor lancinante que me trespassa o lado esquerdo do corpo. Mesmo deitado, para suportar razoavelmente a dor, tenho que tomar codeína a cada 6 horas. Depois de engolir um comprimido inteiro de codaten, vem um relaxamento salvador e viciante que deixa calmo e sonolento. Nessa hora, se me aconchegar melhor no travesseiro e ficar bem quieto e tranquilo, logo sou derrubado por um sono profundo e cheio de sonhos esquisitos.

Durante esses 4 dias de repouso forçado o céu sempre esteve nublado na maior parte do dia e, quase sempre, chove à tarde amenizando a temperatura e tornando um pouquinho mais agradável esse sacrifício.
O horizonte escuro e os trovões retumbando ao longe, tranquilizam o meu espírito e me dão forças para agüentar o tempo que ainda for necessário até o dia da cirurgia que vai me resolver esse problema.

Outro dia, revendo o registro da experiência de 8 anos atrás, recordei como eu estava confiante de que a primeira cirurgia seria a primeira e a última. Cheguei mesmo a acreditar que eu até poderia ter hérnia de novo, mas não nesse mesmo lugar. Agora confirmei que o médico até estava certo nas suas expectativas, mas o tempo se encarregou de nos desmentir e provar que estávamos completamente enganados. Havia sim uma pequena chance de reincidência e essa verdade estatística caprichosamente não me deixou de fora. Baseado nessa triste experiência, dessa vez estou mais realista e com as expectativas mais ajustadas e calibradas. Certamente que devo me livrar desse entrevamento doloroso, mas não espero corrigir o problema definitivamente. Acho mesmo que continuarei com dores lombares, formigamento, queimação, todas essas coisas chatas que acomete a gente que se esforça um pouco mais. Mas nada que um bom diclofenaco não possa resolver em poucos dias.
Hoje sei que, viver uma vida normal, pode significar viver exatamente como eu estava vivendo antes de travar.

Depois que fiz a primeira cirurgia, constatei que só tomei aquela decisão porque estava travado e sem esperanças de resolver o problema a curto ou mesmo médio prazo. Criei também uma teoria de que, se não fosse pelo travamento, jamais teria decidido operar e que, certamente, pensaria muito mais e com mais clareza se outra necessidade aparecesse.

E apareceu. Estou vivendo essa nova necessidade exatamente nesse momento, deitado na mesma cama, olhando pela mesma janela, escrevendo no mesmo computador apoiado sobre o mesmo tipo de aparato feito pelo mesmo Dirceu de antes enquanto aguardo um contato do hospital para me avisar de que já está tudo arranjado e qual será a data da cirurgia.

Uma coisa é certa - é muito mais fácil decidir enquanto se está travado em cima de uma cama do que calçado de botas fazendo buracos no chão para plantar mudas de árvore, armando rede no rio ou caminhando todo suarento pelas ruas de terra, passando debaixo de cerca e acelerando o passo para fugir de gado nelore.

É meus amigos, hoje é só o quarto dia. Espero que não tenha que ficar aqui por mais de 3 semanas...

17 outubro 2008

E o Dudu me pegou de novo

--- Dudu, preste bem atenção, vamos ver se você é mesmo esperto.

--- Tá bom - respondeu ele.

Sigo em frente certo de que ia pegá-lo fácil. Pergunto.

--- Um mudinho estava assistindo a um jogo da seleção brasileira, jogaço, de repente, o Kaká faz um golaço. O que o mudinho grita?

Dudu responde na lata.

--- "Gol", ué... só que ninguém escuta.

É verdade. Não tinha pensado nisso...

17 setembro 2008

Dudu sabe de tudo

Estava eu dentro da varanda passando o fio da Sky por cima da madeira que passa por baixo da cumieira - o ponto mais alto do telhado - quando precisei da ajuda de alguém para segurar a escada que estava escorregando no piso liso.

Olho para lá e para cá e não vejo ninguém. Aí, subindo pelo caminho de pedras, vinha o Dudu todo feliz porque tinha acabado de inspecionar uns ninhos e confirmado que não tinha nenhum ovo novo e quente. Nenhuma galinha o tinha enganado e botado algum ovo econdidinho e saído de mansinho sem cantar para o Dudu não ver.

Ele estava de olhos e ouvidos atentos. Toda vez que uma galinha botava um ovo e saía cantando, Dudu saía correndo procurando nos ninhos para ver onde é que estava o novo ovo. Mas, de vez em quando, ele não confiava muito que a galinha ia cantar e saía conferindo com os próprios olhos.

Aí teve uma hora que o Fred - o galo - cantou alto e fez um barulho danado, Dudu parou, ouviu e falou sozinho:

-- Ué, esse aí acho que não foi a galinha não. Tá cantando muito grosso. Acho que foi o galo, e como galo não bota ovo, não preciso ir olhar.

Bem, aí veio o Dudu subindo sorridente e eu o chamei para segurar a escada para mim. Eu mesmo não estava acreditando muito que o Dudu pudesse impedir uma catástrofe caso a escada começasse a escorregar. Mas como estava ansioso para acabar o serviço e o Dudu era o único por ali, resolvi contar com ele mesmo.

Foi divertido.

Subi 3 degraus mas precisava subir mais um para alcançar a cumieira quando Dudu logo avisou:

-- Tio, acho que você não devia subir mais um não, porque vai cair. Acho que vai escorregar e eu não vou agüentar.

-- Sabe que você tem razão, acho que não vou arriscar -- respondi.

Desci da escada, fiquei pensando por uns instantes, Dudu ficou por ali esperando. Peguei a outra escada, fiz um apoio escorado na beira da varanda e amarrei com a corrente de prender o cachorro.

-- Ah, o tio amarrou com a corrente da Bolinha. Tio, acho que agora não cai não - disse o Dudu.

Subo os 4 degraus, começo a passar o fio e comento com o Dudu lá de cima:

-- Dudu, sabe quem é bom de mexer com esse negócio de passar fio?

-- Não - responde ele.

-- O Edson - respondo - ele é que é bom de passar fio.

-- Ah, meu pai, ele é bom mesmo. Ele é bom de trabalhar com força elétrica, já trabalhou na Prefeitura. Sabe o que ele fazia na Prefeitura?

-- Não - respondo.

-- Ele cortava a força elétrica de quem não pagava a conta no fim do mês. Ele usava um alicate para cortar o fio no poste. Aí ficava todo mundo no escuro - explica o Dudu.

-- Puxa - comento - mas que coisa terrível. Acho que tinha muita gente que não gostava dele então. Onde já se viu, cortar a força elétrica e deixar todo mundo no escuro.

Dudu, interessado na conversa enquanto me observa passando o fio, continua:

-- É, mas tem que cortar mesmo. Não paga. Quem manda gastar todo o dinheiro e não pagar a conta de luz.

-- É verdade - confirmo - Dudu, isso é verdade mesmo. Tem gente que gasta todo o dinheiro, compra doce, bala, coisas à toa e não paga as contas. Todo mundo tem que primeiro pagar todas as contas e só depois gastar o dinheiro com bobagem - explico.

E continuo.

-- Mas Dudu, me diz uma coisa: se cortar a luz aí fica todo mundo no escuro, não pode ver TV e nem dá para tomar banho quente. Aí como faz? Você já conheceu alguém que ficou assim, sem luz e sem água quente para tomar banho?

-- Claro que eu conheço.

-- Ah é? Quem?

-- Eu mesmo ué. Lá em casa ficou sem luz e eu tinha que tomar banho no balde.

Não resisto a gargalhada e tenho que me segurar no alto da viga da cumieira para não cair de tanto rir.

-- Verdade, Dudu? Caraca, mas e aí? Como é que você se virou?

-- Ah, não sei direito, mas acho que pagaram a conta e luz foi ligada de novo. Mas não tinha sido o meu pai que cortou, não - explicou.

-- Ah, que bom. Ainda bem que nunca mais aconteceu né? - pergunto.

-- Acho que não. Tem gente que paga a conta, meu pai liga a força, depois eles não pagam de novo, meu pai volta e corta de novo. Se pagar, fica com luz, se não pagar, meu pai vem e corta. Não tem moleza, não....

16 setembro 2008

Dudu - "nem preciso de escola..."

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Me levanto de manhã com uma nova charada para o Dudu. Aquela do cachorro, do cabrito e da couve. Antes de me levantar, fiquei na cama um tempo acordado pensando um monte de coisas. Aí me veio a lembraça de que precisava pensar numas novas charadas para o Dudu para alimentar esse pequeno cérebro que funciona a mil o dia inteiro.

Saio para a varanda com a xícara de café na mão e chamo o Dudu, que já estava por ali há muito tempo:

-- Dudu, tenho uma nova charada para você, mas essa é muito difícil, acho que você não vai conseguir. Essa uma só quem tá na escola é que consegue resolver.

-- Ah, eu gosto de charada. Então manda! - responde o Dudu.

Isabel, do lado, destampa a rir que chega a se contorcer.

Continuo tentando convencê-lo de que ele deve voltar para a escola.

-- Então Dudu, quem vai à escola fica bom de resolver qualquer tipo de charada, fica inteligente, aprende um montão de coisas. Ainda bem que você vai voltar logo para a escola.

Dudu responde:

-- Ah, eu vou mesmo voltar para a escola mas acho que nem precisava. Lá na escola tá cheio de gente que não consegue resolver essas charadas. Eu consigo, aprendo tudo só com a minha cabeça. Então nem preciso de escola. Mas eu vou assim mesmo.

Esse é o Dudu, tenho que ficar esperto com ele senão ele é que acaba me pegando...

14 setembro 2008

Primavera quase chegando

O tempo começou a ficar bem gostoso de novo, o inverno já está no finalzinho e a primavera já está logo ali na esquina. Por todo lado onde se olha a gente já percebe o avançar do ano, a temperatura mais amena, flores aparecendo aqui e ali, os canários voltando, as andorinhas se acasalando. Uma beija-flor fez um ninho bem pertinho da janela do nosso quarto por entre os fios soltos. Quando a gente se aproxima bem devagarinho, dá para pegá-la no flagra bem aconchegada no ninho só com a cabecinha para fora. Hoje passei por lá umas duas vezes, me lembrei de ir pé ante pé mas não a vi. Fiquei curioso para saber se já chocou o ovo e foi embora mas não pude dar uma olhada. Acho que foi pouco tempo ainda. Pela manhã, como das outras vezes, ouvi o farfalhar alucinado das asas dela pela veneziana da janela. Então acho que ainda está por ali. Agora nem posso mexer com aqueles fios soltos mas também, quem tem pressa por aqui né. Quando ela acabar o que está fazendo, eu continuo o trabalho com os fios da casa para o quiosque.

Durante essa semana fez bastante sol e o clima esteve bem seco mas, como estava previsto, caiu uma chuvinha passageira à noite mas, de manhã, o céu já tinha vários pedaços azuis e as nuvens bem estavam bem espalhadas.

De madrugada, quando escutei o barulho da chuva no telhado, acordei e me lembrei que tinha deixado uma telha fora do lugar na varanda quando estava tentando colocar a antena da Sky no suporte de caibro. Muito a contragosto, me levantei no meio da noite, eram umas 4 horas, e puxei a telha no lugar. A água já estava entrando pelo buraco e molhando o chão da varanda. Interessante, o Gustavo ainda estava assistindo a um programa na Sky enquando a Amanda dormia profundamente, ambos deitados no colchão no assoalho da sala.

Voltei prá cama e, rapidinho, retomei o sono de antes enquanto o barulho da chuva continuava cada vez mais forte. Ouvindo barulho de chuva assim na madrugada para amanhecer Domingo, dia de voltar prá casa, me deixa apreensivo com a dificuldade de ter de passar por alguns trechos ruins da estrada de terra. A Hilux está com os pneus cada vez mais lisos, principalmente os da frente. Sinal de que, no mínimo, preciso fazer um rodízio. Como a chuva caindo, imaginei que se ela continuasse durante o dia, teria que colocar a corrente para poder sair daqui. Corrente nos pneus de trás, ou será que, dessa vez, teria que colocar nos pneus da frente por estarem mais lisos? Ou quem sabe uma num pneu da frente e outra num pneu de trás? Nunca havia pensado nisso antes.

E se, ainda assim, a Hilux escorregar e encostar num barranco e não puder sair? Teríamos que voltar e ficar aqui até a estrada secar. Quem de nós teria problemas em não estar em casa na Segunda? Eu estaria tranquilo porque não tenho nada urgente para o começo da semana. Aliás, nem para a semana inteira. Amanda teria problemas pois tem que ir prá JJ na Segunda de manhã. Gustavo deve ter compromissos. Luzia também teria que ir trabalhar de manhã. Isabel poderia muito bem ficar comigo. Dudu teria que voltar para a casa dele mas, numa situação assim, não imagino que teria maiores problemas.
Todos esses tipos de pensamentos me ocorrem toda vez que chove por causa do barro e desses pneus que já estão pedindo uma troca por pneus mais preparados para barro. Mas e a coragem para gastar os 2 mil reais nos pneus novos. Pior que conforme o tempo vai passando, pode ser que o preço do pneu aumente ainda mais.
Mas é sempre assim, uma hora dessas, vou, troco e resolvo o problema. Quando voltarmos a pensar no assunto, isso já será um problema resolvido.

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Está ventando bastante mas em sentido contrário ao lado de onde parece que tem mais chuva. O tempo está fechado e deve chover mais à tarde. Melhor começar a arrumar para ir embora.

Acabei de ir ver onde o Pedrão colocou o resto da grama arrancada no local onde a terra foi arada. Até dá para chegar de caminhonete, mas com esse vento meio frio, o pessoal não vai se animar para ir carregar. Eu, com essa dor na coluna, não quero arriscar então, vai ter que ficar para a próxima.

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Fiação passada, descendo ali no cantinho da sala, junto com os outros fios, pronto!, serviço praticamente concluído. Só falta dar mais um aperto nos parafusos da antena. Semana que vem a gente faz isso.

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Dudu

Dudu tem vindo com a gente tem umas 3 semanas. Na realidade não é com a gente, é com a vó Luzia. Na primeira semana achamos que ele poderia não se acostumar a ficar sozinho longe da mãe e do pai mas, no final, ficou de boa. Dudu é muito divertido, inteligente e faz coisas o dia inteiro que chama a nossa atenção. Esse final de semana foi a caça aos ovos das galinhas. Dudu acompanhou várias galinhas e junto mais de 10 ovos durante o dia inteiro. Sumia toda hora e, quando alguém ia procurar, lá estava o Dudu vigiando umas galinhas esperando elas cantarem anunciando que tinha mais um ovo.

Esse final de semana, ele estava todo feliz porque andou ganhando uns trocados aqui e ali e já tinha 8 reais. Na Sexta, tivemos que nos divertir com ele contando a fortuna de hora em hora. E Dudu adora piadas, pegadinhas e Charadas. Hoje aprendeu uma muito difícil: a do pescador que tinha que atravessar um rio numa canoa com um cachorro, um cabrito e um monte de couve sem que o cabrito comesse a couve ou que que cachorro comesse o cabrito. No final, ele aprendeu muito bem e veio embora pronto para lançar o desafio para o pai e os parentes. Ele mesmo ainda tem 2 desafios a enfrentar: voltar para a escola e largar a chupeta. Mas isso é só questão de tempo.

03 agosto 2008

Frio, chuva, grama e carrapato

Nessa época do ano o tempo está sempre frio e seco. Tem dias que o céu está tão azul que mal o sol se pôe e logo a temperatura baixa para pouco mais de 10 graus. Ai, no meio da noite fica mais frio ainda e, pela madrugada, congela-se o orvalho da noite virando geada pela manhã. Por esses dias a geada já apareceu umas duas ou três vezes secando todo o verde desprevenido. No alto do morro dá para ver nitidamente pela diferença de cor, onde a geada causou mais estrago na grama e na braquiara.

O gado até que não emagreceu muito este ano, graças à vigilância constante e ao trato diário com capim picado na picadeira. Os cavalos, que comem grama a maior parte do tempo, sofrem mais, ficam menos protegidos e favorecem o aparecimento de hordas de carrapatos. O pessoal daqui acredita que existam 3 espécies de carrapato: o porvinha, o estrela e o redolego. Eu acho que o porva é o mesmo estrela logo que sai aos milhões, dos ovos postos nos galhinhos da ravina. Já o redolego, aquele grandão que parece uma semente de mamona quando está cheio do sangue dos mamíferos, não parece ser o estrela que se refestelou do sangue de algum incauto ou impossibilitado. Só sei que, nessa época, bastar dar uma voltinha pelo pasto, para alguns deles começar a subir pelas pernas da gente procurando o lugar mais seguro e quentinho para se atarracar.

Tem uns "sangue-ruim" por aqui que dizem que não pegam carrapato. A Luzia é uma delas e não sei qual é o mistério.

Nesse final de semana, aproveitamos a visita do Aldo e do Gustavo para carregar placas de grama do pasto para o terreiro da casa para plantar no lugar de onde saiu a rampa e ficou um barranco nu de terra vermelha. Foi mais um trabalho bruto para a super caminhonete velha de guerra. Turminha de coragem, enfrentou com coragem o trabalho desconfortável em meio a aranhas enormes e borbotões de carrapatos-estrela subindo pelos braços e pernas. Tem gente que teve que tomar banho de álcool para se livras dessas pestinhas rastejantes e chupadoras de sangue. Quando tem esse tipo de serviço no pasto nessa época do ano, ao voltar para casa, uma luz bem forte e um pequeno espelho é o melhor que se pode arranjar para capturar os invasores sempre bem encodidinhos nas partes íntimas.

Num dia sem sol, meio frio e de céu cor de chumbo, foi diferente brincar com as varas de pescar no rio tentando pegar pelo menos uma das traíras e piaparas grandes que andam aparecendo na beira do rio. Ficou só na tentativa. Sorte mesmo teve o Dirceu com seu método noturno que deu para pegar uns 10 grandões. Valeu por um almoço com peixe fresco em dia cinzento e com alguns humores meio virulentos contaminando todo mundo. O melhor humor de todos, como sempre, foi o da Lana que, fora uns arranca-rabos com a Ditinha, se divertiu mais que todo mundo no pasto desnudo, molhado e cheio de carrapatos.

27 julho 2008

Dia de Reza do Divino

Hoje na parte da tarde, vieram os rezadores do Divino da parte da Festa do Paraitinga, fazer a reza e cantoria típica dessa comemoração. Esse ano, um pouco fora do normal, essa reza aconteceu meio fora de época, mas foi bom poder contar com a tradição de recebê-los e circular com o estandarte do Divino abençoando os cômodos da casa.

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Mudo e calado...

Como dói na gente passar um final de semana inteiro longe de casa e ao voltar, ver o próprio filho plantado em frente ao computador trocando mil palavras com os amigos pela Internet e não ter sequer uma única sílaba para nos saudar. Dói principalmente pela própria culpa de ter contribuído e oferecido todos os recursos para que a convivência familiar fosse assim massacrada pelo uso do computador e desses malditos programas de relacionamento.

26 julho 2008

Dirceu orgulhoso de sua Crioula

E não é que essa égua ficou bonitona mesmo? Assim dá gosto de dar uma cavalgada nem que seja uma vez por semana, né seu Dirceu?

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... e o picapau apareceu para compensar a ausência dos canários.

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25 julho 2008

Removemos a rampa e fizemos uma nova entrada

Depois de alguma discussão, uns concordaram, outros ficaram meio com o pé atrás mas, no final, resolvemos remover a rampa de chegada para dar mais espaço para aumentar a casa. A entrada principal de acesso agora dá a volta por trás do quiosque, faz uma curva por baixo do platô e sai direto na praça gramada ao lado da casa.

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Mais fotos aqui.

Vídeo

28 junho 2008

Novas réguas no mangueiro

Tem final de semana que é diferente porque, de repente, sem nenhum planejamento, tem gente que resolve nos brindar com ar de sua graça e, às vezes - não sempre - vem mesmo com vontade de botar prá quebrar. Desta vez, aproveitando a ajudinha extra, Preto fêz um belo progresso colocando as novas réguas do mangueiro já que as antigas foram caindo por si só de tão velhas e podres.

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Também, com uma ajuda dessas, daria para trabalhar uns 30 dias sem descanso. Débora quando quer e quando resiste ao sofá da sala que a chama sem parar, pode trabalhar até de ajudante de carpinteiro para consertar cerca de mangueiro. Com duas ajudantes assim, todas as cercas de régua da região poderiam se substituídas por novas em curtíssimo espaço de tempo. Não ia ter carpinteiro para mais ninguém, nem prá bicho.

24 maio 2008

Aniversário de 2 anos

Hoje completamos 2 anos de sítio e, até o momento, só eu estou me lembrando disso. Acabei de falar para Amanda, Gustavo e Jéssica que estão ali na sala em frente à tv, colchão ainda no chão, descascando batatas.

Eu, mesmo sendo o primeiro a se levantar nessa manhã ensolarada e fria, só abri as portas depois das 9, o termômetro maio capenga da varanda marcava 14 graus. Parecia bem mais frio. Mas o sol forte já vinha prometendo um dia quente de novo. É que o céu está azulzinho sem uma nuvem no horizonte e a lua esteve cheia anteontem. Por isso esquenta bastante durante o dia e esfria à noite.

Hoje, depois de algum tempo, reabasteci de alpiste os comedouros dos canários e de água com açúcar, os bebedouros dos beija-flôres. Vindo lá da direção do brejo, estou ouvindo uma forte cantoria de canários. Não consegui identificar direito se vem do lado de lá ou se do lado de cá. Mas a notícia é boa de qualquer jeito porque já faz um tempão que os canários sumiram. Ficaram só os pombos e as rolinhas que comem tudo que vêm pela frente até mesmo sem mastigar. Por isso parei por umas semanas mesmo depois de ter colocado telas de proteção nas gaiolas. As rolinhas aumentaram muito, comem demais e não deixam nada para os menores, canários, coleirinhas, pintassilgos e tico-ticos.

O espírito por aqui tem mudado bastante, mas tanto, que esse feriadão de Corpus Christi está parecendo tão longo. Parece que viemos já faz tanto tempo e hoje ainda é Sábado. Essa sensação de tempo interminável é um indício de que o espírito mudou, e mudou muito. Uma mensagem clara para nós de que precisamos revigorar nossas energias e não perder de vista as boas coisas que temos feito e a beleza da natureza que temos o privilégio desfrutar todo final de semana.

Para todo mundo é um tempo comum. Eu é que tenho essa mania de contar o tempo, rever as realizações, comemorar as pequenas coisas e contemplar o tempo à frente num plano mental. Jéssica me ajudou a listar mentalmente as principais realizações desse segundo ano de sítio. Não estão necessariamente em ordem de importância:

  1. Reforma da Igrejinha
  2. Viveiro de mudas
  3. Amorim e Dona Nena assinaram contrato que faltava
  4. Fiação subterrânea entre casa e quiosque
  5. Nova máquina de cortar grama
  6. Novo chiqueiro maior ao pé do bambuzal
  7. Poço de água para o chiqueiro
  8. Reveillon agitado
  9. Celular rural
  10. Nova roça de milho muito maior
  11. Reforma da cerca na divisa com Seu Vicente

Reveillon? Isso mesmo. É preciso deixar registrado que essa festa foi um acontecimento que nos trouxe muito orgulho. Hoje pode até parecer meio sem importância, mas vamos sentir muita falta no futuro, se acabar. De novo, a necessidade de dar valor às pequenas coisas do dia de hoje.

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03 maio 2008

Feriado dia do Trabalho, Casamento da Josi

Final de semana prolongado, feriado dia do trabalho, muita chuva na sexta-feira, sábado amanheceu com um solzinho esquentando devagar mas que ficou bem forte no final do dia. Frio à noite em Aparecida, encurtamos o final de semana no sítio para prestigiar nossa grande amiga - minha prima - Josimara que se casou com Oscar na Igreja de Santa Luzia. Veja algumas fotos (clique sobre a foto e veja mais).

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E a festa rolou animada até altas horas (veja o vídeo).