16 junho 2009

Otimista

Pict-672 Hoje acordei mais otimista, tanto que até estou acreditando que a gente ainda pode se acertar, resolver nossos imbróglios e atingir um nível de estabilidade em nossos relacionamentos que nos permita garantir uma certa felicidade na convivência. Sim, porque um pouco de felicidade tem que sobreviver, senão realmente acho que não vale a pena.

Nossa sociedade é como se fosse um casamento. Enquanto ela existir, ninguém nunca terá liberdade total. Sempre vai ter que dialogar, trocar idéias, relevar, se sujeitar, ter que concordar com a maioria, abrir mão de certas coisas e, em compensação, poder também usufruir de certos benefícios que só a convivência pacífica e amistosa proporciona.

Temos tantas coisas boas para compartilhar. Nossas conversas, nossas briguinhas à toa, nossas recordações, nossos gritos, nossos sorrisos, nossos compartilhamentos de segredos, fofocas, o que achamos de um, o que achamos de outro, como foi o casamento que só um foi, como foi a viagem que só outro foi, o que um achou daquele crime, o que outro achou daquela novela, daquele ator, daquele absurdo, daquela notícia, do frio, do calor.

O torresmo de barriga, o queijo fresco, a sopa de inhame, mandioca, o bolo de cenoura, o sorvetão, as rosquinhas, os bolinhos de chuva, a pipoca com queijo, o churrasco, o peixe assado no papel alumínio, pirão, muqueca, fondue no inverno, banho de ducha no verão, as crianças na piscina fria, escorregando no barranco, soltando pipa, correndo atrás do perus, os cachorros emagrecendo, engordando, a cura do berne, o galo ferido, o porco que escapou.

Pegar lenha seca no mato, arrancar grama no pasto, areia da beira do rio, armar rede, roçar o mato alto, borrifar as laranjeiras, fazer mudas de pinheiro, uvaia e plantar na beira da represa, pescar nas tardes de sol, fazer a reza de Santa Cruz, consertar os fios, desentupir a fossa, limpar a beira do brejo, tirar o mato do córrego, pegar pinhão, comer araça na porta da cozinha, tirar teia de aranha, tocar os sapos, fechar as janelas para não entrar siriri, puxar carro atolado, acompanhar as visitas na chegada e na saída, esquentar o frio na fogueira, tomar quentão, comer linguiça e ouvir um som.

Tudo coisa boa que nos dá prazer. Acho que vale a pena insistir mais um pouco. Vamos lá pessoal!!

25 maio 2009

5 meses e 8 dias

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Hoje faz 5 meses e 8 dias desde o dia da cirurgia de artrodese na L5-S1 (um pouco de detalhes aqui porque certamente não mais me lembrarei disso daqui a 40 anos). Saí para uma caminhada relativamente leve em torno da Basílica, eu e Lana, e posso dizer que estou bem.

No início, como saí meio rapidinho para elevar logo o rítmo cardíaco, depois de uns 15 minutos, comecei a sentir um desconforto do lado esquerdo. Lembre-se que, do lado esquerdo tem a fusão óssea e do lado direito tem a plaqueta com os parafusos.

Outro dia, andando rápido todo o percurso, no final comecei a sentir uma sensação de como se algo estive queimando por dentro, dos 2 lados, na fusão e no titânio.

Hoje, quando veio o desconforto, diminuí o rítmo e logo passou.

Oficialmente ainda não comecei a fazer nenhum tipo de fisioterapia, nenhum tipo de exercício de fortalecimento da musculatura paravertebral e isso não deve estar certo. Tenho certeza de que o Dr Goveia desaprovaria começar qualquer tipo de exercício sem orientação, sem focar no reforço da musculatura. Mas entendo que essas caminhadinhas leves podem ajudar a começar o fortalecimento, recuperação do fôlego, etc. Será?

Essa foto aí de cima nem tem nada a ver com minha caminhada pelo pátio da Basílica mas, como não achei nenhuma e não gostaria de usar nenhuma imagem com direitos de outra pessoa, coloquei essa mesmo que mostra bem os caminhos que ainda me esperam quando eu tiver coragem de retomar meus exercícios regulares.

24 maio 2009

3 anos de sítio

Nesse Domingo, dia 24 de Maio, silenciosamente, quase sem ninguém perceber, aliás acho que só eu me lembrei, completamos 3 anos nesse lugar. Muita coisa tem acontecido e continua acontecendo. Me lembro que quando fizemos 2 anos, Jéssica me ajudou a listar todas as coisas que fizemos naquele ano. Ainda nem de tempo de atualizar.

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Só sei que continuamos expandindo, plantando mais, criando mais, melhorando algumas coisas, mudando outras enfim, acho que continuamos indo em frente sem vontade de parar.

O caseiro se foi, outro entrou, não quis ficar, já está saindo também, mês que vem entra outro, e vamos indo. Não vamos desistir de encontrar alguém que se sinta bem no local e nos ajude a manter esse pedaço que escolhemos para descansar.

Não deu para comemorar nesse Domingo, mas logo encontraremos uma outra oportunidade, aliás, estamos mesmo sempre comemorando, só precisamos erguer um brinde especial por mais esse período.

Tim, tim !!!

04 maio 2009

A Veja, Roberto Pompeu e o outro lado de todos nós

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Toda Sexta-feira a gente leva a Veja da semana para ler no sítio. Eu mesmo a leio quase toda durante a semana, mas acho legal compartilhar com as outras pessoas que também se interessam. Gostoso mesmo é sentar na varanda com os pés bem agasalhados para não congelarem e ler um ou outro artigo ouvindo aqui e ali o canto frenético dos passarinhos e os beija-flores perseguindo um ao outro. Isso, de vez em quando, tira a atenção da gente mas ainda assim é um momento muito bom para relaxar.

Na última página da revista tem a coluna do Roberto Pompeu de Toledo, na minha opinião, uma das melhores coisas da revista. Pena que agora ele está escrevendo em semanas alternadas, dividindo o espaço com outro colunista que, me desculpe, ainda não conseguiu me cativar.

Nessa semana achei excelente o texto sobre como as pessoas, por trás das aparências, podem revelar outra surpreendente e espetacular, completamente diferente da que se vê só com os olhos. Compare-se as histórias de Fernando Lugo – ex-bispo Don Juan Presidente do Paraguai, Jacob Zuma – o polígamo Presidente da África do Sul e Susan Boyle, “a senhora simplona, de corpo maltratado, desajeitada, malvestida e mal penteada que emocionou o mundo proporcionando a todos um raro e inesperado momento de beleza”.

Isso é bem verdade, todo mundo sabe mas quase sempre se esquece. Ainda bem que existem momentos assim quando se pode relaxar e, ao mesmo tempo, tomar um choque de realidade, ainda que no meio da balbúrdia de beija-flores.

03 maio 2009

Dudu e a religião – Jesus é Deus

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Dudu tem 5 anos e ainda não está na idade de começar o catecismo, mas já andou aprendendo algumas lições de religião. Estávamos jogando cartas, ele comprou um coringa e exclamou “Jesus!”. Como eu nunca havia ouvido ele dizer essa palavra, perguntei – O quê? O que foi que você acabou de dizer? Ele disse de novo - “Jesus!”. Incentivei a conversa.

--- Jesus? Quem é esse?

Dudu respondeu do seu jeito característico:

--- Ué, não sabe? Jesus é Deus!

Continuei forçando seu raciocínio.

--- Hummm, Jesus é Deus. E o que é que Deus faz? – perguntei.

--- Ué, não sabe? Vou dar um exemplo. Deus ajuda a gente quando tem perigo por perto. Por exemplo, se a gente tá andando no mato e tem cobra, Deus avisa o cachorro para ele ir na frente, aí ele vê a cobra antes da gente e late para avisar. Aí a gente já sabe que tem cobra e sai correndo.

--- Ah, entendo – fico meio desarmado e pensando em como as coisas funcionam na cabecinha a mil das crianças inocentes, onde funciona um cérebro que é como uma esponja, pronto para absorver qualquer tipo de aprendizado. E Dudu tem mais exemplos para explicar a função de Deus.

--- Tio, tem um monte de coisas também que Deus não gosta, por exemplo, a gente não pode brigar na escola, não pode pegar as coisas dos outros, não pode jogar pedra nos bichos…

Tento enriquecer o aprendizado dele argumentando que não se pode fazer mal aos outros porque os outros sofrem com isso e, além disso, nunca se deve fazer aos outros aquilo a gente mesmo não gostaria que os outros fizessem prá gente. Ele pensa, reflete um pouco e pergunto.

--- Porque não se deve jogar areia nos olhos dos outros?

--- Porque Deus não gosta – responde ele sem pensar.

--- Dudu, vamos de novo…

25 abril 2009

Colheita de milho

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Esse ano colhemos mais milho do que o ano passado, mais de 60 cargueiros. O paiol está cheio até o talo e ainda pudemos vender um pouco para vizinhos. Com tanto milho, poderemos aumentar as galinhas e os porcos. Já temos bastante frango, alguns deles até já passaram da hora do abate e corremos o risco de logo, alguns deles começar a virar galo, primeiro um galinho, depois vão crescendo, criando crista, aumentando a esporinha e logo estão brigando. Não que não tenha um monte de gente para comer um frango caipira. O que está faltando mesmo é tempo de lidar com eles. Como a gente não tem nenhum objetivo comercial, a galinhada cria solta pelo quintal, os pintinhos nascem e aprendem a ciscar carinhosamente ao lado das mães zelozas.

Outro dia apareceu uma galinha com um só pintinho, amarelinho, pequenino. Um desperdício de amor de mãe. Mas a naturaza cumpre seu papel, esteja a galinha com um ou 12 pintos.

A colheita do milho seguiu seu tradicional ritual. Esse ano tivemos o Pedrão quebrando milho só por 2 dias. O restante da roça foi “quebrada”, juntada e baldeada pelo pessoal daqui mesmo. Da roça até o paiol, demos mais de 20 viagens com a Hilux lotada até a altura do vidro da capota. Ainda bem que o 4x4 ajudou aqui, caso contrário, coitado do burro e dos cavalos para puxar na carroça. Muito menos desumano usar os cavalos do motor Toyota.

O final do estoque do ano passado foi quase todo comido pelo caruncho. Para esse ano até tentamos trabalhar com algum tipo de veneno misturado no meio do milho no paiol mas, lendo a “bula” do tal do veneno, todos ficamos muito preocupados e desistimos. Veneno de periculosidade tipo 2 – Muito Perigoso. Preferimos o caruncho.

12 abril 2009

Cio que cerceia

Pict-550 Ter cachorro é muito legal mas essas fêmeas, inteiras, quando no cio, sofrem cerceadas. Ainda bem que só acontece 2 vezes por ano.

11 abril 2009

Branco fosco e tinta a óleo

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Muita gente parece que entende de pintura e que tipo de tinta se deve usar para cada tipo de material. Só parece.

Procurando a melhor opção para pintar a cerca de réguas me deram as dicas mais variadas possíveis. Primeiro foi o óleo de linhaça para fazer fundo e economizar na tinta, depois recomendaram tinta latex para fundo e para superfície, depois veio o branco fosco e latex e, por fim, branco fosco e tinta a óleo. Interessante como cada expert tem uma teoria diferente.

Para resolver a questão, achei na Internet um número 0800 da Suvinil onde esclarecem qualquer tipo de dúvida. Claro que o que disseram também não bateu com a maioria das dicas que eu já tinha. Na casa de tintas, no último minuto, ainda fizemos uma pequena alteração nos planos baseada no preço alto dos materiais. A Suvinil tinha recomendado branco fosco e latex, nós compramos branco fosco e tinta a óleo, fora a água raz e as diferentes medidas para dissolver a mistura. E a gente vai aprendendo. Mais importante que tudo isso tem sido a vontade e dedicação das mulheres.

09 abril 2009

Estrada interditada


A chuvarada intensa de verão ruiu a estrada Guará-Cunha que foi totalmente interditada semana passada e tivemos que passar por uma estrada alternativa de terra que fica meio que paralela à estrada original, estrada essa que eu nem sabia que existia. Foi até bom poder conhecer um caminho diferente e ver que logo ali atrás das montanhas existem também muitos outros sítios e fazendas tão perto e desconhecido.

O problema é que essa estradinha, é claro, não estava preparada para receber todo o tráfego que normalmente vai pelo asfalto. As máquinas do Estado consertaram os trechos mais complicados, mas as filas foram inevitáveis. Até andaram dizendo que os vagabundos oportunistas já estavam fazendo vítimas por ali e, por isso, cuidamos de voltar um pouco mais cedo ainda com céu claro. Ainda bem que não choveu porque, certamente, a viagem por esse trecho teria sido bem mais emocionante.

E vem aí outro feriadão em uma semana. Tiradentes. Vamos ver como será.

03 abril 2009

Óleo queimado e madeira podre

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Conseguimos um tambor de 200L quase cheio de óleo queimado de motor. Estamos tentando dar um jeito de levá-lo para o sítio para usar o óleo para tratamento de moirões, réguas de cerca e vigas de ponte.

Os moirões de eucalípto cru, sem tratamento anti apodrecimento, acredita-se que durem uns 7 anos. Já a madeira tratada em autoclave tem garantia contra apodrecimento de 15 anos, mas é claro que custa muito mais. De vez em quando a gente compra uns paus de madeira tratada, mas quando precisamos de quantidade maior, acabamos na madeira crua mesmo. É aí que entra o óleo queimado.

Eu pelo menos nunca vi nenhuma evidência, mas dizem os experientes que um bom tratamento com óleo queimado ajuda bastante a evitar que o pé do moirão apodreça em 7 anos. Às vezes a gente até enrola em plástico, a parte que fica enterrada no chão. Mas também já ouvi dizer que isso mais prejudica do que ajuda. O fato é que, pelo menos psicologicamente, a gente se sente melhor quando faz alguma coisa para fazer compensar amanhã, um pouco mais o custo e  o sacrifício que se faz hoje com essas coisas de madeira sempre necessárias na roça. É muito ruim ver apodrecer e cair aos pedaços uma obra que, há poucos anos, era tão útil e agradável.

A coisa é tão trabalhosa que, aos poucos, com o escasseamento da energia humana, a gente vai deixando a destruição se espalhar. Como acontece com a própria vida.

02 abril 2009

Mais uma para tentar vencer o barro

Pict-536Mais uma personagem para se enlamear conosco nessa estrada esburacada e cheia de armadilhas que se revelam depois das chuvas incessantes, intermitentes e insistentes.

Um mecânico especializado em 4x4 vive me dizendo que a Hilux, embora seja já de uma certa idade, possui travamento automático do diferencial traseiro do tipo deslizante com aproveitamento de até 70% de tração na roda livre. Eu fiquei intrigado, pesquisei no Google e não achei nada específico para a Hilux. Mas achei boas referências de como funciona o esquema de diferencial nos carros. E também o que significa ter a possibilidade de bloquear o diferencial quando o carro entra na lama e acaba numa situação onde uma roda fica no chão e a outra no ar ou num buraco cheio mingau e sem tração.

Com bloqueador de diferencial, quando atolei com a Hilux cheia de mourões na caçamba, não teria sido necessário descarregar e ficar todo sujo de lama colocando pedra e empurrando pela traseira. Sorte que o tio Pretinho fez o serviço mais pesado.

Mas também não acho que um bloqueio de diferencial vá fazer tanta falta assim. Dadas as condições que a gente vive dirigindo, ele seria muito pouco utilizado. Acredito que um guincho sim, talvez tivesse mais utilidade.

De qualquer forma, continuamos evoluindo aos poucos de sem tração para tração nas 4 com reduzida. Vamos ver se a gente passa ou não passa.

20 março 2009

Correia dentada

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Nossa Hilux “véia de guerra” completou 200 mil KM e acendeu a luzinha de aviso no painel para trocar a correia dentada. Virou 200 mil com a Isabel e acho que ela nem reparou no alerta. Processo complicado: achar o mecânico, agendar o serviço, procurar e comprar a correia, verificar quais outras peças estão gastas, procurar, comprar, tudo isso demora muito tempo.

Pior que aconteceu antes do Carnaval e não tinha nenhum mecânico disponível. Como tem sido difícil achar mecânico bom e disponível, apesar de que isso deve acontecer com qualquer profissional.

Continuamos rodando e só paramos na oficina já com 700 KM passados. Tudo bem. Esse tipo de coisa tem lá sua tolerância.

Como sempre, em distribuidor autorizado, esse tipo de peça custa os olhos da cara e, de novo, não deu. Comprei em importadora através do Teófilo em São José dos Campos: correia dentada, rolamento tensor e rolamento auxiliar com engrenagem. Essas da foto aí em cima.

Mário, como sempre, cheio de serviço, só hoje vai poder completar o trabalho. Espero que dê tudo certo porque o tempo está prometendo chuva e vamos precisar da 4x4 com reduzida para enfrentar o barro no caminho do sítio. De Gol não vai dar.

15 março 2009

Chuva, barro e rali de carro mil

Estamos, de novo, com aquela convergência amazônica que traz muita chuva num eixo grande que pega uma boa parte do país. E tome chuva. E tome barro também. Fazia bastante tempo que a gente não precisava ir ao sítio sem a Hilux, sem 4x4, sem reduzida, sem pneus 50% para barro, sem carro alto. Fomos esse final de semana de gol 1000, limpinho, baixinho e fraquinho e com ótimos pneus para asfalto. Foi uma aventura diferente. Chegamos na Sexta antes de começar a parte mais forte das chuvas que caíram no Sábado e no Domingo. Hoje à tarde, depois de uma pequena estiada, resolvemos vir com barro e tudo. O golzinho dançou, deslizou, patinou mas, no final, deu tudo certo, o carro enlameou, mas todos se salvaram.

Essa será uma boa semana para concluir a troca da correia dentada da Hilux e também para acelerar a procura por um Susuki usado.

14 março 2009

Fred, o galo

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Fred fora poupado entre 4 frangões que comprei de um vizinho há algum tempo. Um frangão altivo, deu um galão brioso, imponente e logo começou a galar. Fred pegou muitas galinhas que nos deram muitos outros frangos das mais variadas cores, normalmente mesclando o branco e preto. Numa atitude meio ingênua, tentamos introduzir um segundo galo no plantel mas é claro que não funcionou. Só serviu para incentivar brigas e prejudicar um pouco a integridade física de Fred.

Depois disso, algo estranho andou acontecendo, Fred se feriu, perdeu um pouco de mobilidade e anda meio enfraquecido. Mas ainda não é o momento de começar e pensar em outra geração.

03 março 2009

Seu Caio e as enchentes

Seu Caio é um senhor engraçado e animado que conserta motores elétricos. O tipo de pessoa de sabedoria simples, que trabalha honestamente e que instiga a gente a um bate papo prolongado e relaxado. Nesses últimos tempos de chuvas fortes, férias de verão e motores queimando temos nos visto mais vezes. Primeiro foi o cortador de grama que pifou, depois foi o motor da piscina que foi engolido pelo lençol freático, depois o cortador de grama de novo, e foi aí que levamos um susto.

Seu Caio já tem uma certa idade o que faz a gente pensar com tristeza que, um dia, não mais estará lá para fazer esse tipo de serviço tão importante e necessário. Na semana que nossa cidade ficou inundada, Seu Caio não abriu a oficina por vários dias e, depois de várias tentativas, ficamos sabendo que a casa dele “estava debaixo dágua”. O tempo passou, as chuvas cessaram, a cidade secou, e seu Caio voltou e, por incrível que pareça, com bom humor redobrado.

Perguntado com tristeza sobre a tragédia, ele disse que foi tudo muito fácil e tranquilo:

--- A água só subiu um meio metro dentro de casa e só tive que levantar o sofá, uma mesa, a geladeira e o fogão. Uns engradados foram suficientes. Isso acontece mais ou menos a cada 3 ou 4 anos e já estou acostumado. Depois que a água baixou, lavei tudo bem lavadinho com água sanitária e, vou dizer a verdade, ficou até melhor do que estava antes. Foi “mole pru gato”.

“Mole pru gato”. Há tempos não ouvia essa expressão. Conversamos mais um pouco, ouvi atentamente o homem descrevendo o resultado da enchente como se fosse a coisa mais normal do mundo. No final, sem nenhum abalo visível, ele deu uma olhada no motor do cortador de grama e me prometeu o serviço pronto para daqui uns 2 dias.

--- Pode vir que vai ficar joinha, joinha.

02 março 2009

Volta ao batente e musculatura paravertebral

Depois de mais de 4 meses, voltei hoje ao local de trabalho. Só fisicamente fiquei fora esse tempo todo porque, virtualmente, sempre estive presente. Pouca coisa mudou, e o que mudou mais intensamente já era esperado. Então, no final, “nada de novo no front”. É só uma volta a mais do mesmo, e as pessoas continuam quase todas por ali mesmo. Interessante como algumas pessoas nos parecem mudadas dado o longo tempo sem ser vistas. Em geral, o envelhecimento de uns e outros nos parece muito mais destacado inclusive do que para elas mesmo. Uma outra exceção principalmente em gente que foi e voltou.

O corpo e mente da gente tem uma incrível capacidade de readaptação. Bastam algumas horas para que um tempo longo, uma espécie de ponte, simplesmente desapareça.

Levantando bem cedo com esse calor dos diabos, mesma rotina, mesmo ônibus com quase todas as mesmas pessoas, caminhando um pouco mais devagar, com um pouco mais de cuidado, em silêncio para poder sentir bem qualquer indício de dor ou desconforto. A posicão no banco do ônibus teve que ser escolhida com critério.

No final do dia, com a nova antiga rotina de senta e levanta, a coluna acusou o tranco e deu sinais de desconforto com pequenas cutucadas na altura da cintura do lado direito. O médico disse que é a musculatura paravertebral se ressentindo da falta de exercícios.

22 fevereiro 2009

Cachoeira do Pimenta

Cunha não tem assim tantos pontos turísticos para a gente visitar. Mas tem um que é muito legal, a cachoeira do Pimenta. Estivemos lá em Fevereiro num dia de muito sol e calor. No caminho, estrada de terra poeirenta, encontramos o mesmo senhor que ficou invocado no dia anterior na cidade, carnaval, tinha tomado um esguiço de espuma do neto do Jair e quis brigar com o copo de whisky na mão. Acabou não dando em nada. Ainda bem.

A cachoeira é bem maior do que eu imaginava e forma, na parte de baixo, um poço bem largo com água bem fria. Quem mais se divertiu foi a Lana, a cachorra. A água estava muito fria e teve gente que nem entrou. Para chegar até bem perto do local, tem um trecho bem íngreme onde os carros pequenos penam para subir. De Hilux foi sem novidades.

Qualquer dia desses que sei que vai demorar muito, a gente volta lá com mais apetrechos para um divertimento mais legal.

10 fevereiro 2009

Parafusos

A recuperação continua bem apesar de pequenos desconfortos na região lombar. E as férias estão acabando, semana que vem volto a trabalhar. Ainda bem que logo em seguida já teremos Carnaval.

Pict-462 Pict-465 Pict-464 Pict-463 Tem sido difícil manter o repouso com tantas coisas acontecendo, bailes, colheitas, roças, cinema e rodagens por estradas de terra. Talvez seja por isso que, de vez em quando, ainda sinto um pouco de dor na região dos parafusos. Ainda bem que são só parafusos e não arruelas. Triste é constatar que,provavelmente, nunca mais vou poder fazer capoeira (!).
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08 fevereiro 2009

Bombou

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Festa chique, bem organizada apesar do grande número de homenageados e convidados, bohemia farta e geladaça até quase o final e batidinhas mil para os menos afoitos. Não teve o tal do whisky uma garrafa em cada mesa mas, no final, dado o alto grau etílico de muitos de nós, foi até bom.

O ambiente enorme deu a impressão de ter tido várias festas em paralelo. Muita gente conhecida em outras mesas e nem deu prá encontrar.

Para uma festa de formatura, teve tudo que tem direito: banda animadíssima, valsa com os pais, valsa com os namorados, brinde de champanhe, tumulto para as fotos e até uns estranhamentos entre uns e outros. Houve até pinimba entre o pessoal da nossa mesa e o pessoal da mesa ao lado que durou até o final e precisou ser acudida por seguranças e tals. Mas acabou tudo bem e sem vias de fato. Eita gente agitada.

Amandinha, feliz e aliviada, fechou o curso com chave de ouro, no tempo devido e se igualando ao meu estudo formal. E olha que eu cheguei a temer pelas dificuldades que a filhinha querida iria ter que enfrentar num curso de tecnologia. No final, entendo que foi difícil, mas parece até que tirou de letra. Só surpresas boas.

Logo vem o Deh.

07 fevereiro 2009

Baile de formatura

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20090207-Sat-01:54:07
Tarde já e eu ainda acordado. Preciso descansar bastante durante o dia para curtir bem o baile de formatura da Amanda que começa às 11 da noite.

Marcelo esteve num desses bailes por esses dias, formatura da turma da Fatea e disse que o bicho pegou até bem de manhã cedo. Noitada regada a Whisky e muita cerveja. Disse ele que a música rolou até 6 da manhã com todo mundo prá lá de bagdá. A noite hoje promete.

20090207-Sat-01:55:36
Dormir...

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20090207-Sat-17:05:37
Muito sol e calor e já vi um post num blog de alguém sonhando com praia, água fresca e leitura na sombra. Essa semana longe do sítio, chegamos a cogitar de dar um pulo no litoral, mas não passou disso.

Aqui em casa, o ritmo é de espera para a grande noite do baile de formatura. Roupas sendo revisadas, passadas, um ou outro botão sendo repregado, vestidos desamassados, sapatos sendo limpos, de vez em quando, toca o telefone, é gente querendo saber dos arranjos. Provavelmente vamos sair todos daqui de casa. Não sei ainda.

Depois do café, refiz uma ligações dos telefones lá embaixo da mesa do escritório e agora está tocando aqui no nosso quarto e no telefone da sala. Espero que continue funcionando. Toda vez que mexo lá alguma coisa acaba parando de funcionar e aí tenho que chamar a Telefônica que vem e nunca dá um jeito definitivo.

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Bati um papo agora com o Taj pelo msn. Ele continua na HCL e acha que os contratos com a JnJ serão todos cancelados até junho desse ano visto que a HP está assumindo tudo.

Confundi o Taj com o Raj que foi prá Tata. O Taj continua na HCL e é aquele que gosta de fazer caminhadas nas montanhas, já esteve no Tibete e tals. Estive falando com ele sobre a novela "Caminho das Índias" e ele reconhece que estamos retratando um monte de antigas tradições estúpidas que quase já não são seguidas pelas pessoas mais informadas. E nós aqui, vendo o país dele através dessa janela, corremos o risco de achar que o país inteiro é assim, o que não é verdade. Daí a necessidade de se ter critério e filtrar bem as coisas que nos chegam pela TV. Encerrei nosso papo deixando aberta a possibilidade de, um dia quem sabe, ele organizar uma dessas caminhadas e me convidar. Seria uma ótima oportunidade para testar minha nova coluna. Ele diz que tem uma caminhada dessas pelas altas altitudes sendo programada para breve e já me deixa convidado sugerindo que eu vá com a esposa. Ô dó.

04 fevereiro 2009

Cerca de réguas

Demorou mas saiu a cerca de réguas. Agora é só escolher a cor. Tá ficando chique demais. Quem disse que a gente não conseguiria?

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Momentos são únicos

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A vida da gente é uma coleção de momentos únicos, momentos que não se repetem, mesmo que todas as circunstâncias sejam as mesmas. Um momento, quando acontece, tem que ser aproveitado ao máximo, porque nunca mais vai se repetir. A curtição de um momento é dependente de muitas variáveis, externas como o ambiente, o vento, a temperatura, a estação do ano, as pessoas em volta e pessoais, como o humor, preocupações, pensamentos, stress e dor.

Junta-se todos esses elementos básicos mais o que está acontecendo e pronto, tem-se um momento qualquer, bom ou ruim, passageiro ou duradouro mas que será único na vida.

Ontem tive um momento especial de relaxamento e prazer quando passeava com os cachorros. Foi um momento bem curto, de menos de uma hora, mas que me fez achar que o dia valeu ter sido vivido.

Hoje tentei repetir a dose. Juntei todos os elementos básicos que pude, os cachorros, mais ou menos o mesmo horário e, por coincidência, mais ou menos a mesma temperatura, chuva no horizonte, um pouco de vento, até as mesmas músicas no ipod. Mesmo sabendo que seria impossível acontecer de novo, pelo menos tentei chegar perto. Mas deu tudo errado. Tudo completamente errado.

Para começar, os taludes estão desbarrancando, já estavam ontem, mas de ontem para hoje parece que ficou pior. Me esquivei por baixo das fitas de proteção, desci por um lado mais estável e sentei na mesma pedra. As corujas estavam por ali, mais ou menos no mesmo lugar, apesar de que em maior quantidade hoje. Nem deu para colocar música porque havia companhia. O momento de relaxamento deu lugar a um outro momento de bate papo, bom também.

Logo apareceu um guarda nos avisando para deixar o local porque a área estava interditada.

Nem os cachorros se divertiram como ontem. Momentos não se repetem.

03 fevereiro 2009

Relaxamento

Descrições de momentos felizes são muito chatos, mas passear com a Lana, o Max e o Bart lá nas curvas de nível gramadas do estacionamento da Basílica, no finalzinho da tarde, ficar sentado numa pedra observando a estrada ao longe sem ouvir os caminhões, ouvindo música no ipod enquanto os cachorros corriam um atrás do outro só parando para cheirar as moitas de capim enquanto duas corujas piavam no topo de uma pedra mais abaixo, com as penugens arrepiadas pelo vento ameno, tudo isso sem sentir um pingo de dor foi um momento que, definitivamente, entrou para a minha lista.

02 fevereiro 2009

Um mês e 16 dias sem sobressaltos

Faz um mês e 16 dias desde a cirurgia e tenho me sentido relativamente bem, voltando às atividades normais tanto em casa como no sítio. Aos poucos estou até voltando a dirigir e até tenho cometido a insanidade de dirigir na estrada de terra cheia de barro e buracos entre o asfalto Guará-Cunha e o sítio na mesma velha caminhonete dura e sacolejante como um cavalo. Depois desse rali, sinto um leve desconforto bem na região dos parafusos mas nada que umas horas de repouso na cama não resolva. Eu sei, tenho que tomar cuidado, mas ainda acho que estou tomando.

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Nesse período de repouso forçado que estou tirando junto com férias atrasadas e de 2009, tenho procurado me divertir e me sentir como se estivesse em férias normais. Mesmo sem poder fazer tudo que gostaria, acho que até tenho conseguido não ficar com aquela sensação de estar perdendo uma parte importante da vida.

Após 30 dias da cirurgia, tirei um raio-X, fui à SP consultar com o Dr. Goveia e ele disse que, pelo que pôde observar, está tudo indo muito bem. Não deixou de recomendar continuar com o repouso e não fazer estripulias para manter a prótese inteira até a parte óssea se soldar completamente. De volta para casa, volta para o sítio, mais atividades tranquilas e com cuidado. Por enquanto, tudo está saindo como planejado.

01 fevereiro 2009

No meio do caminho caiu uma árvore

Choveu muito e durante muito tempo e aí, no meio do caminho, caiu uma árvore e bloqueou a estradinha logo na chegada depois do sítio do Beto. Foi mais um trabalho para o super esquadrão especial resolvedor de problemas. Pau prá toda obra, é claro, a super Hilux engatada em 4x4 reduzida foi a responsável pela força bruta.

Fotos, fotos, fotos…

Dudu gosta de banana

Viciadão em baralho, principalmente agora que aprendeu Caxeta, Dudu não dá descanso. Não há quem consiga se livrar por muito tempo sem ter que jogar uma partidinha. Ele diz que aprendeu a jogar com o tio Japão mas, observando bem, a gente vê que ele continua absorvendo mais truques com todo mundo. Pegou um coringa? O esquema é passar cuspe e colar a carta na testa tirando chinfra dos adversários.

E, de vez em quando, uma pequena pausa para pegar uma banana.

Todo mundo falando de banana, cada um explicando que tipo de banana mais gosta, uns gostam mais de nanica, eu gosto mais de prata, outros de ouro, alguém pergunta ao Dudu:

--- E você Dudu, qual tipo de banana você gosta mais?
Ele faz um pequeno silêncio, pensa um pouco e responde:
--- Eu gosto mais da maior...

É verdade. Pode ser que ele tenha querido dizer "banana nanica", mas como é viciadão em banana, valeu mais a esperteza dúbia. E tome banana Dudu.

31 janeiro 2009

Dirceu e a história do Joaquinzão

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Recuperando da cirurgia, explicando a todos como foi o procedimento, se doeu, se doi, mostrando o raio-X com os parafusos e vendo expressões do tipo “Eu hein, só de pensar sinto uma dor na coluna”, conversando sobre gente forte que abusa da natureza humana e carrega peso como um animal, Dirceu lembrou a história do Joaquinzão.

--- Joaquinzão era um caboclo forte que carregava sozinho, sacos de 100 Kg nas costas. Outros da turma só trabalhavam em par. Joaquinzão trabalhava sozinho.

Aí alguém pergunta:
--- E por onde anda o Joaquinzão?

--- Ah, hoje ele tá paralítico... -- responde Dirceu assim meio sem notar a conclusão dramática da história.
Depois Dirceu explica que o Joaquinzão ficou paralítico porque um dia escorregou e caiu com um saco pesado nas costas.

26 janeiro 2009

Tirando um leitinho só por diversão

Assim num dia quente de final de semana só por diversão é muito fácil. Difícil é ter que fazer isso 7 dias por semana, chova ou faça sol, esteja quente ou congelando. Bom mesmo é se divertir.

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Mais fotos.

25 janeiro 2009

Ai que ruim

Tio Pretinho e seu fiel pequeno escudeiro. Nem todo mundo gosta de leite direto da fonte.

07 janeiro 2009

Mudando de ares, trocando de cama

Pict-452 Chegou a hora de mudar um pouco de ares, vamos para o sítio passar uma semana até o dia de voltar para visitar o Dr. Goveia de novo. Eu achei que conseguiria aguardar até o final do mês mas não dá mais. Cansei de ficar nessa mesma cama mais de 12 horas por dia.

Fizemos alguns preparativos, compramos massa de pizza, de pastel, suco em caixinha, vinho e Ypioca. Baixei uns episódios do “The new adventures of the old Christine”, estou gravando uns DVD’s, vou levar a Sky e o computador. Ontem recarregamos a bateria da Hilux que ficou completamente morta nessas últimas semanas e estivemos dando uma olhada numa nova máquina elétrica de cortar grama. Como uma máquina boa vai ficar mais de mil, por enquanto, vamos tentar dar um jeito com a máquina à gasolina mesmo.

Talvez a gente pudesse levar a TV de 29” mas não sei ainda. No sítio, sem Internet, normalmente eu consigo me dedicar mais aos livros, TV, filmes e escrever no computador. Quem sabe surja alguma nova idéia nesse período. Vamos ver.

Para a estrada de chão cheia de solavancos, a solução, por enquanto, será calma, paciência e movimentos bem vagarosos, nem que demore uma eternidade afinal, pressa é a única coisa que não temos no momento. Vamos nessa!

05 janeiro 2009

Carro duro, costela de vaca e hérnia de disco

Pict-451 Continuo em rítmo de recuperação, 12 horas de cama incluindo o sono noturno e o resto fazendo pequenas atividades sentado, andando, nada de muito agitado. Dr. Goveia acompanha e passa as recomendações por email seguindo um calendário rigoroso.

Mas estou com vontade de mudar de ares, de passar uns dias ao lado do Rio Jacuí e, para chegar lá, o grande obstáculo são os 7KM de estrada de chão, cheios de "costelas de vaca", buracos, pedras e muito barro resultado dessa chuvarada toda.

Agora, nesse estado delicado, me dou conta de como é dura nossa caminhonete Hilux 94 com esses feixes de mola na frente e atrás. É um carro muito forte, pau prá toda obra, bom de barro e de morro, mas, por ser assim tão dura, me acaba com os discos da coluna. E para chegar lá, pelo menos por enquanto, temos que pensar numa alternativa mais macia.

Gino, um colega do serviço, me disse certa vez que já viu um caso desses, onde a pessoa teve que trocar de carro por um bem mais macio só por causa dos problemas na coluna. Ouvi, registrei mas achei que talvez nunca fosse chegar nesse ponto. E parece que cheguei.

Antes da cirurgia, já com a hérnia bem deteriorada, 2 finais de semana nessa estrada de chão, me travaram na cama por vários dias. Só um tempo depois pude relacionar o ocorrido com os solavancos na Hilux. A cavalo não ando, mas o resultado na Hilux acaba sendo praticamente o mesmo. Preciso de uma Hilux nova.

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04 janeiro 2009

Dona Rosina faz 81 anos - Parabéns!!

Pict-449 Hoje é dia de comemorar os 81 anos da Dona Rosina e família Oliveira está em festa, principalmente por constatar que o avanço da idade da nossa Vó Rosina, não tem sido suficiente para abater sua alegria de viver, com muita saúde e ainda com algum forró que, normalmente, entra noite a dentro. Essa época do ano é sempre muito boa por causas de todas essas festas em seguida. Desde que chegou o Natal, esse já o quarto aniversário na família. E semana que vem tem mais. Dona Rosina completa 81, com sorte eu mesmo ainda tenho mais meia vida só prá chegar onde ela chegou. E a maioria das netas e netos tem ainda mais 3 vidas pela frente. É meu camarada, com um pouco de sabedoria, um pouco de sorte e uma ajudinha da genética, podemos todos voltar para comemorar muitos outros aniversários com Dona Rosina. Parabéns de novo!!!

Deh em Floripa

Pict-447 Deh continua em Floripa, sem pressa de voltar prá casa. Bom prá ele que deve estar se divertindo com os amigos. Hoje ele me chamou no MSN e deu para ver a turma na casa pela webcam. Conversamos um pouco, chateei um pouco o Ferson por causa do cigarro, falei com a Sabrina e vi as outras meninas, todas muito gatas, que devem estar ralando para cuidar dessa moçada toda. Deh disse que o Ferson fêz macarronada essa madrugada passada. Fico imaginando o Deh dando uma força no serviço, talvez lavando uns pratos, humm... coisa de sonho.

Disseram que pretendem vir logo mas que preferem viajar à noite para evitar o sol. Insisti que viajar à noite é sempre mais perigoso. Esse negócio de evitar o sol só deve ser bom prá quem vem dormindo no carro. Para o motorista, certamente que não deve ser. Mas tudo bem, confiamos neles e na força e capacidade da sua juventude. Que tenham todos uma boa viagem de volta, melhor ainda do que a ida.

02 janeiro 2009

Êh, Madona

Pict-446Madona nos deixa com muitas saudades. Acho que ela viveu feliz como só os cachorros conseguem. E também nos deu muitas alegrias. Me lembrei do Sales, amigo lá da Johnson que diz que não vale a pena ter cachorro por causa disso - 7 cachorros, 7 tristezas certas, inevitáveis, que chega uma a uma mais cedo ou mais tarde. A gente não liga prá isso e prefere curtir essas criaturas maravilhosas.

Ainda bem que todos os inestimáveis momentos de alegria são muito mais numerosos. No final, só nos resta a resignação com a natureza que segue seu caminho inexorável.

Caes

Nessa outra via da vida, enquanto a gente viver, Madona, certamente, existirá em nossas mentes e em nossos corações.
E fica aqui, imortalizada nesse blog, homenageada por outros tantos companheiros nossos.

01 janeiro 2009

Reveillon com tudo que tem direito

Reveillon dos Diaba-DiabaReveillon sem novidade mas alentador do ponto de vista de que a comunidade resiste e insiste em relaxar e ser feliz sem preocupações pelo menos nessa que é uma das poucas oportunidades em que ainda conseguimos juntar o maior número de famílias - nós adultos nos divertimos e as crianças se divertiram mais ainda.

DJ Pino em ação, muito funk, créu e caubói viado. Apesar do excesso e do curto-circuito etílico que agora causa visões de acampamentos e aurora de reveillon em montanhas, todas as peças de titânio resistiram e a natureza só deu um pequeno troco mais de 24 horas depois. Agora é preciso compensar com repouso reforçado. Tudo pelo social e pelas boas horas de divertimento.

Dia seguinte, muito calor, um pouco de sol, piscina, churrasco e muita vontade de comer mais. Sessão nostalgia de lei, esse ano mais nostálgico ainda com a passagem relâmpago e lacrimosa do Moisés bem na hora de rever antigos aniversários.

No mais foi assim mesmo, som, comida, bebida, piscina, churrasco e muita diversão. Todo mundo admite que é muito chato falar de famílias felizes, mas isso é só um momento, nem tudo é sempre assim, mas fica aqui o registro da tradição que, espero, continue por muito tempo ainda. Abaixo, o volley e as fotos, aqui.

30 dezembro 2008

Sem pontos, sem esparadrapo e um chope gelado

21:35
Ufa, estou livre dos pontos e do esparadrapo que estava me causando alergia. Cepog fechado, fizemos o serviço no Hospital Frei Galvão que, agora, está com um centro de atendimento novinho em folha, muito mais confortável. O serviço foi rápido e tão desconfortável como haveria de ser. E o pior é que, sabendo quantos pontos haviam, não teve como não ir, contando um a um, enquanto a enfermeira ia cortando a linha e dizendo:

-- Calma que tá quase acabando...

E acabou mesmo. E já me sinto feliz por ter reconquistado essa pequena liberdade que é poder tomar quantos banhos quiser a qualquer hora que achar melhor. Ah, como isso é muito bom.

Dr. Goveia, de São Paulo, sinal de que acompanha atentamente o que se passa com o paciente à distância, me mandou um email pedindo notícias sobre minha recuperação e preparado para continuar com as orientações. É muito bom poder contar com esse suporte mesmo estando longe de SP.

Voltando prá casa, um calor dos diabos, demos uma passadinha no Shopping para um chope gelado o que ajudou a elevar o astral de final de ano. O Reveillon promete.

Dia de tirar os pontos

13:37
Hoje é dia de tirar os pontos e fico sabendo que o Cepog já está fechado para as festas de fim de ano. Só Sábado. Alternativa, no Frei Galvão tem médico (que pode ser aqueles tipo estagiário), mas tudo bem, vai ser lá mesmo. Preciso tirar esse curativo com esparadrapo Cremer que está me matando de tanto que comicha. Sem os pontos e sem curativo, vou poder tomar banho a qualquer hora e até refrescar na piscina tomando uma gelada. Não vejo a hora.

A caminhada de ontem não me fez bem, acho que exagerei. Estou sentindo um pouco de dor do lado direito onde ficam os parafusos. Espero que não seja nada que não possa voltar ao normal com descanso adequado. Preciso ficar ligado prá não cometer nenhum exagero e me arrepender depois.

É que, com o passar dos dias, a cicatrização vai melhorando e a gente vai, automaticamente, voltando a fazer mais movimentos, mais coisas normais enfim, voltando à vida normal e esquecendo que tem um mês para ir bem de leve, sem exagerar.

Deh, em Floripa, não ligou mais, não mandou SMS, não deu mais sinal de vida. Deve estar se esbaldando. Tomara que não esteja precisando de nada que a gente pudesse prover para fazê-lo mais feliz.

29 dezembro 2008

Caminhando com parafusos

20:43
Uma das minhas maiores preocupações com a cirurgia da coluna, travada com parafusos e placa de titânio, é com a perda de capacidade para fazer caminhadas. Aceitei fazer a cirurgia para garantir uma boa qualidade de vida e, caminhar faz parte do que considero uma vida normal. Caminhar é preciso, mesmo que não possa mais saltar de barrancos de 3 metros de altura.

Por enquanto, 12 dias após a colocação dos parafusos, já pude dar uma caminhadinha de uns 20 minutos me sentindo absolutamente muito bem. Aproveitei que tinha mesmo que dar umas voltas de acordo com a recomendação do Dr. Goveia, e levei a Lana comigo para sentir uns cheiros diferentes. Até completamos o giro com o Max amarrado na correntinha. É claro que todos gostaram muito. Que cachorro que não gosta de andar à toa.

28 dezembro 2008

Juicer philips walita

17:25
Confirmei na Internet que quase todo mundo tem vontade de ter um juicer philips walita, mas disseram que, ao invés de ele ter um triturador medonho e pesado, ele é bem levinho. Para mim, se é leve, deve ser descartável, não deve durar muito. E também não faz suco de banana, abacate e manga. É o que estão dizendo.

Medonho está o calor hoje; ótimo para uma cerveja na beira da piscina. Oscar acabou de passar com o Tiago dizendo que vêm mais tarde para assar uma carne. Nem sabia que tinha carne para assar. Só sei que ainda temos cabrito para o Reveillon. Mas com esse sol e esse calor, um churrasco com cerveja vai cair muito bem.

Deh mandou um SMS dizendo que já chegou em Florianópolis. Pelo visto, chegaram todos sãos e salvos. O cara é marrento mas já estou com saudades.

Gustavo montou no photoshop uma nova picture para o cabeçalho do blog. Ficou muito duca.

27 dezembro 2008

Esparadrapo Cremer

11:55

O curativo com esparadrapo Cremer está me causando alergia nas costas. Isabel acha que é culpa minha porque estou ficando mais tempo na cama do que deveria. Tá certo, é sempre culpa minha.
Minhas 2 coxas continuam desconfortavelmente dormentes. Estranho é minha perna direita que não tinha nada antes da cirurgia. Diz o Dr. Goveia que é por causa da posição na mesa de cirurgia mas que vai passar logo. Continuo esperando passar.

Sábado chuvoso, vontade de tomar um café, Isabel dormindo ainda.
Desci e fiz uma coisa que tenho tido vontade faz tempo: dar uma volta com a Lana na rua. Sem querer, vi a correntinha dela no chão, passei-lhe pelo pescoço e ela deve, imediatamente, ter se lembrado dos nossos passeios. Não resisti e dei uma voltinha bem curtinha pela calçada. Tenho receio que ela me dê um tranco na coluna o que quase aconteceu quando passamos por uma casa onde tinha um outro cachorrão. Segurei firme mas achei melhor voltar rapidinho.

Nesse Natal, estreou "Marley e Eu" no cinema de Guará e eu estive até fazendo planos de ir ver mas não deu. Com a coluna assim, acho que não vai ser uma boa enfrentar fila e ficar horas sentado naquela poltrona baixa do cinema.
Vi, na Internet, que tem gente que assistiu e chorou. Eu chorei no final do livro. De certo que vou chorar no filme também. Tomara que consiga disfarçar bem. Afinal, "Marley" é muito mais uma licão sobre paternidade do que sobre a fera amarela. Vamos ver.

26 dezembro 2008

Ressaca Natalina

16:24
Dia seguinte, dia de dormir até tarde, principalmente porque choveu muito de manhã, muito mesmo. Aí, ficou melhor ainda ficar morgando na cama, mesmo com as pernas dormentes.

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Com esse tempo feio, cinzento, chovendo fininho, meio friozinho, nada melhor do que um laptop quentinho na cama e a TV ligada passando filme. Bem, tem coisa melhor para ficar quentinha com a gente na cama, mas não dá prá ser toda hora.

O Reveillon será outra história.

25 dezembro 2008

Uma tarde de Natal

23:10
Na parte da tarde tempo melhorou, deu muita piscina e todo mundo ainda se divertiu bastante. Eu, pretendendo descansar mais hoje, ficar mais deitado, dormi tranquilo durante um bom tempo. Acordei já mais de 8, sentindo as varas de aço do colete me apertando as costas, desci com sede e com fome e fui me reabastecer.

Na gavetinha da geladeira do fundo havia sobrado 6 brahmas geladíssimas de ontem e ainda encontrei 3 me esperando, um claro sinal de como estamos bem devagar para beber. Tomei cerveja e, logo em seguida, uma caipirinha muito boa feita pelo Gu que, dessa vez, deixou no ponto de açúcar bem melhor para o meu paladar.

Agradável surpresa, o meu estado de espírito, cansaço e o tempo meio ruim não abalou em nada o espírito da galera. As poucas crianças continuavam se divertindo, jogando bola e correndo por todo lado. E o povo comendo.

Perdi o agito da tarde mas fico feliz ao ver essa galera forte e com  bastante energia para levar adiante a tradição.

Depois de "A Favorita", na TV, o show do Roberto que ninguém agüenta mais.

Tradição e repetição

13:47
Passou a noite, apaguei as luzes às 4, só ficaram o Deh com uns colegas que depois seguiram para o Gordo onde a festa deve ter ido até o meio-dia. Coisa de louco, coisa de jovem. Já estão todos em casa novamente.
Não funcionou meu sonho de ter comida preparada só o suficiente para a noite, como sempre, sobrou muita coisa para a continuação de hoje. Mas tá bom também. No final sempre dá certo.

Ontem o céu esstava azul, muito sol e calor. Hoje amanheceu garoando embora ainda calor. Não vai funcionar o almoço com piscina. Mas vai ter almoço, certamente, seguindo a tradição.
Tradição vive de repetição, e repetição leva ao enfado causando uma sensação estranha fazendo as pessoas a tentar entender o que ficou diferente, parece que está faltando gente, parece que está faltando algo, ninguém consegue entender. Essa festa de Natal se tornou muito mais um compromisso anual do que aquela espera animada de como seria diferente esse ano e como nós poderíamos bater nossos próprios recordes de anos anteriores. Desafortunadamente muitas ligações foram destruídas pela repetição.

Mas continuo impressionado, surpreso e muito agradecido pela insistência das famílias em proporcionar alegria aos seus filhos e, como consequência, à turma em geral. No final, todos saem ganhando. E o almoço de hoje costuma ser ainda mais gostoso.

24 dezembro 2008

Arranjos de Natal

17:29
Pagode no som, Oscar veio e me ajudou a consertar algumas lâmpadas, tomamos umas cervejas geladas. Gu limpou a piscina, Amanda montou a árvore de Natal e, junto com Isabel, fizeram alguns quitutes para a noite. Tiago apareceu como o Papai Noel - cheio de presentes. Tarcísio também passou por aqui, tomou uma cerveja, sentou, relaxou. Deh acabou de levantar. Daqui a pouco começa a se preparar a a noite com a galera. Tio Pretinho está no ralo agora; pegou à 1 da tarde e deverá chegar por aqui depois da meia noite.

O freezer tá ligado, algumas cervejas e cocas gelando, um pacote é do Chandinho.

Hoje, diferentemente de muitos anos, não pretendo dar aquela típica passadinha pela Igreja pois não posso ficar muito em pé ou sentado. E tenho certeza de que ninguém vai me deixar sentar num banco porque ainda não pareço velho e alquebrado. Para ficar de pé ou andando de um lado para outro, acho que não vou. Isabel disse que vai. Oscar também quer ir, já que acha que só 2 vezes por ano já é tão pouco.

Vou colocar o ipod para carregar porque vou acabar precisando dele à noite.

Tem festa de qualquer jeito

12:28
O céu azul e o sol forte deixa o espírito da gente em ritmo de festa, espera, meio ansioso. Dá uma vontade de rever uns amigos, tomar uma gelada, jogar uma conversa fora, fazer algumas coisas que a gente sempre tem vontade mas que vai adiando, adiando até ir perdendo a importância.

O céu azul e o sol forte dá vontade de limpar a piscina, vontade de ouvir um pagode bem animado, vontade de tomar uma cerveja. Ainda que esse seja só um efeito secundário resultado do Natal, já é bem lucrativo.

Acho que vou tirar esse curativo que me está queimando as costas e tomar uma ducha. Depois peço prá alguém fazer outro.

Ritual matutino

09:04
Levantei e achei peculiar ter na cabeceira da cama, sobre uma toalhinha, um monte de ossinhos de cachorro, uns inteiros, uns quebrados. Fui eu mesmo que deixei assim mas, vê-los ali agora pela manhã, me trouxe à mente essa espécie de ritual diário. Sei que vou à cozinha fazer um café e vou encontrar lá embaixo, 3 criaturas ansiosas, requebrantes, lambedoras, com o rabo balançando e loucas para entrar e me dar um "bom dia" bem caloroso. Mili, Neli e Lana fazem sempre igualzinho todo dia. Aí, como fico na cama o dia inteiro, elas sempre aparecem de vez em quando para me fazer uma festinha e me dar uma lambidinha. No caso da Lana, uma lambidona mesmo. Por isso os ossinhos a mão para que eu possa retribuir com o que elas mais gostam.

09:53
Tinha que renovar o curativo ontem, não deu, preciso fazer hoje. Ligo no Cepog, atende uma voz masculina diferente. Pergunto:

-- Oi, bom dia. Poderia informar quais médicos estão atendendo hoje e até que horas estarão aí?

A voz masculina responde:

-- Hoje não tem médico nenhum atendendo, só semana que vem. Tá tudo fechado hoje, aqui só tá eu que sou o guarda.
--Puxa, nem para emergência? Fazer curativo?
-- Nada, tá tudo fechado.
-- Tá bom então, bom Natal para o Senhor.
-- Obrigado - responde o guarda que, de certo, vai trabalhar no Natal.

Então é isso, o Cepog está fechado hoje, só abre semana que vem. Não vai dar para fazer curativo lá. Vamos ter que procurar Leucoband numa farmácia e fazer em casa mesmo, e tem que ser rápido porque também as farmácias devem fechar cedo hoje.

Amigo secreto
Alguém tocou no assunto um tempo atrás, todo mundo desconversou, esse ano não vai ter. Para mim, isso é um sinal claro e indesejável do enfraquecimento do espírito de confraternização. Mas ainda temos muita coisa mantendo a tradição. Festa de fim de ano, no mínimo, tem que ter gente junto, quanto mais, melhor.

23 dezembro 2008

Festas de fim de ano com chuva é normal há muito tempo

18:35
O tempo está feio e ventando mas ainda não choveu. Deitado na cama, de costas sobre os pontos da cirurgia, sinto o calor do laptop por cima e a queimação do corte por baixo das costas, uma situação nada agradável. Preferia estar lá embaixo bebendo uma cerveja gelada na beira da piscina que ainda não tive coragem nem para descer e procurar alguém para me ajudar a limpá-la. Amanda aceitou que me ajudaria mas nem fui lá ainda.

Marcelo passou por aqui hoje pela hora do almoço e conversamos bastante sobre Internet e programação de blog. Com ele, descobri algumas coisas novas que posso fazer nesse site, apesar de que, quanto mais aprendo as possibilidades, mais concluo que o que interessa mesmo é o texto, o conteúdo.

18:41
O café está pronto. Que bom! Hoje já estou comendo muito mais que ontem; assim vai ficar difícil chegar aos 80KG.

Dia de curativo

10:18
Levantando; hoje é dia de curativo. Dr. Goveia pediu para fazer com um médico mas acho que podemos fazer em casa mesmo. Um curativo hoje, outro no dia 30 para a retirada dos pontos.
Ao levantar, sinto um certo desconforto lombar - não chega a ser uma dor, mas é meio ruim. Espero que passe com o tempo. O corte ainda arde um pouco.
Ainda não consigo me abaixar na pia para escovar os dentes e, portanto, tenho que ser cuidadoso para não deixar tudo respingado de pasta.
Dormi bem à noite, apesar de que uns cachorros latiram muito aqui em frente. Talvez sejam aqueles 2 esquisitos que se amoitaram na frente da casa do vizinho. Ouvindo essa latição toda, deu saudades da Bolinha e da Ditinha.

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22 dezembro 2008

Quinto dia da cirurgia

O tempo se arrasta mas não pàra. Hoje consegui passar a maior parte do dia na cama. Achei melhor tirar o computador da mesa e colocar no suporte em cima da cama para não acabar ficando muito tempo sentado. Deu certo. Continua bem desconfortável, mas vai ser melhor para a cicatrização.

As duas pernas continuam dormentes e queima a cicatriz. Mas parece o curso normal da recuperação.

Acabei navegando muito, explorando a estrutura do blogger e, pela primeira vez, assinei o Adsense e consegui colocar online. Já está funcionando aí do lado.

Assisti 2 filmes: o excelente “Crash”, que mereceu os 3 Oscars que ganho e um do 007, “mó paia”. Foi bom como mais um motivo para ficar na horizontal.

Hoje é niver do Deh que acordou bem tarde, almoçou e saiu para a rep em Guará. Ainda deu tempo de dar um abraço apertado. Que o juízo lhe assente.

20 dezembro 2008

Dia da alta – volta prá casa

20081220-Sat-05:50:54
Ansiosidade não me deixa dormir, cabeça cheia de pensamentos, planos, alguns pensamentos até meio malucos e desafiadores. Levanto sozinho, vou ao banheiro, ligo o laptop e venho escrever um pouco.
Ainda faltam quase 2 horas para o café. Ainda está escuro lá fora.

20081220-Sat-09:21:41
Tomar banho, aguardar Dr. Goveia passar por aqui para dar alta. Tá meio frio lá fora, sem sol, vou ter que ir de calça jeans.

20081221-Sun-08:47:04
Em casa desde ontem, é a primeira vez que me sento para escrever com mais calma, ontem foram só arranjos para ajustar o ambiente para esse mês de recuperação. O primeiro mês é mais crítico para a cicatrização da parte da musculatura e talvez também para a consolidação do enxerto ósseo.

Dr. Goveia recomendou ficar 18 horas na cama e distribuir as outras 6 para ir ao banheiro, tomar banho, comer, dar umas voltinhas pelo quarto, pela casa.

Escada até pode desde que moderadamente (3x ao dia).

A ambulância ontem veio rapidinho a mais de 120 por hora; esses caras estão acostumados a andar depressa. Isabel veio na frente porque o motorista precisava de alguém para lhe mostrar o caminho em Aparecida mas bem que ela poderia vir lá atrás comigo e passar para a frente quando estivesse chegando. Com a velocidade, sozinha com  motorista, num carro com um baita vidrão na frente, ela quase morreu de pânico. Eu só me lembrei desse detalhe no meio do caminho quando prestei atenção no ruído das ultrapassagens rápidas. Mas aí, como já devia estar perto, achei melhor deixar quieto. Dito e feito. Isabel chegou apavorada e cheio de dores no pescoço.

Lá atrás, eu deitado naquela maca desconfortável de sempre, virando de um lado para outro revezando o desconforto das pernas dormentes, pensando na tortura da demora da viagem, usei um pouco o blackberry, mandei uns tweets, coloquei o ipod e vim ouvindo "Marisa Monte". Por isso acabei me desligando um pouco da viagem e fiquei surpreso quando percebi as manobras já dentro de Aparecida.

Enfermeira Virgínia toda paramentada, veio sentada no banquinho me vigiando. Serviço completo, tudo pago pela Mediservice.

Chegamos, descemos, nos despedimos e o pessoal da ambulância retornou imediatamente.

O tempo estava cinzento e chuvoso começando a garoar mais forte. Não havia ninguém em casa. Havia me esquecido de ligar pelo celular para avisar que estávamos chegando. Havia uma ligação perdida no meu. Ligue para Amanda, ela estava na Teresinha e veio rapidinho no receber.
Ninguém sabia do Deh que chegou bem depois, mancando, com tala no pé, disse que se machucou no futebol.
Segunda-feira é aniversário dele.

Enfim, em casa novamente. Cachorros pulando, cheirando e lambendo, beijos e abraços. É verdade, nada como a casa da gente!

17 dezembro 2008

Chegou o dia da cirurgia, finalmente

Estava devendo esse post para completar a história da cirurgia de artrodese na coluna no nível L5-S1 com colocação de parafusos e plaqueta de titânio, material fornecido pela Hexagon Indústria e Comércio de aparelhos ortopédicos, uma empresa de Campinas. Estive pesquisando várias empresas que fornecem esse tipo de material, inclusive a Depuy da própria Johnson poderia ser uma possibilidade, caso eu resolvesse fazer a cirurgia em outro lugar. No final, preferi confiar na experiência de mais de 20 anos da equipe do Dr. Goveia e também de que essa equipe, certamente, teria ao longo dos anos, adotado um material de qualidade comprovada. O resto ficaria por conta do plano de saúde.

Viajamos à São Paulo de ônibus, eu a Isabel, companheira de todas essas horas amargas. Tomei uma dose caprichada de Codaten para tolerar a dor na perna e lá fomos nós. Já no Hospital, esperando os arranjos na recepção, fizemos contato com uma outra pessoa, jovem ainda, funcionário das Casas Bahia, com uma aparência bem combalida, conversa vai, conversa bem, ele nos contou que estava lá para colocar 3 pontes de safena e que, há tempos, vinha tendo muitos problemas sérios no coração. E a cirurgia seria na manhã seguinte, no mesmo horário da minha.
Olhei bem para ele e, em silêncio, até senti um certo alívio ao comparar minha situação com a desse jovem. Achei que a minha cirurgia seria bem mais simples do que a dele e não gostaria de trocar de lugar.

Coisa ridícula essa de fazer a tricotomia da parte lombar às 5 da manhã e o pior, por um enfermeiro homem. Mas tudo bem. Naquele momento comecei a entrar naquele clima horrível de hospital onde o paciente se torna um nada nas mãos de qualquer um.

Preparado para injeção “fatal” da anestesia, insisti com todo mundo ao meu lado para que tentassem fazer um entubamento menos doloroso que da última vez, um serviço melhor. Todo ouviram com atenção e acho que funcionou. Disseram que usaram um tubo mais fino, mais maleável enfim, mais amigável e, no final, funcionou, pois minha traquéia resistiu quase ilesa dessa vez.

4 horas depois, de volta ao quarto, volta da anestesia, vivo enfim. Sobrevivi. Como sempre, todos os médicos disseram que correu tudo bem – os médicos sempre fazem isso - e que no dia seguinte já poderia me levantar. Todos os medicamentos por via intravenosa, nada de comprimidos, o único dissabor foi o desconforto indesejável de esvaziar a bexiga que não aconteceu sozinho por vias normais. Rios, ribeirões, postes, muros, matos, vielas escuras, banheiro de festa, cervejada, nada, nada adiantou. Dessa vez, só mesmo com a sonda apavorante e não só uma vez mas 3. Isso foi o que houve de pior. O resto deu prá tirar de letra. Mas sobrevivi de novo. A gente sempre sobrevive.

Ainda bem que prá compensar houveram as enfermeiras, todas muito gentis e sádicas como hão de ser.

Foi assim, agora, pinado e parafusado, vamos ver como vai ser a vida.

16 dezembro 2008

Dia 23 - É amanhã

20081216-Tue-09:41:30hs
Chegando a hora, dá um frio na espinha. Consegui levantar cedo, tomei meio codaten às 7, saí dirigindo sozinho, fui ao Santa Rosa, tirei o RX e pedi urgência para poder pegar o resultado ainda hoje lá pelas 4 da tarde. 5 horas a gente pega o ônibus para SP para chegar no Beneficência em torno das 9 da noite.

Em casa, um certo sentimento de urgência como se hoje fosse o último dia de uma certa parte da vida, o que é, na realidade.
Mas preciso relaxar.

Precisa-se de um RX

20081215-Mon-23:56:45hs
Preciso de uma radiografia, um rx da coluna para que o Dr. Goveia possa planejar direito onde o ponto exato da minha vértebra onde vai fazer os furos para colocar os parafusos. Tentei no Cepog mas me disseram que o RX deles não é muito bom. Aí fui no Santa Rosa, mas já estava fechando e não dava mais tempo. Vou amanhã cedo às 8 hs.

Sozinho em Guará, depois do Santa Rosa, tomei um café com leite e um misto quente na padaria enquanto a Isabel não vinha me pegar. Doía demais e eu não achava uma posição confortável nem sentado nem em pé, o que deixou o caixa intrigado.

Com saudades da minha cama, depois do banho, veio me visitar o Perninha, meu irmão e ficamos um bom tempo conversando.

Preciso tentar dormir mais cedo hoje para chegar cedo no RX amanhã.

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15 dezembro 2008

Bom poder trocar email com o médico

Assim ele me disse:

GERALDO

BOA TARDE

Devido a questões de marcação do centro cirúrgico, teremos que alterar sua internação para terça feira (16/12) e cirurgia quarta feira (17/12). Assim sendo sua internação será na vespera da cirurgia a noite, a partir das 21Hs, pois somente nesta condição os convenios liberam internação de vespera; o que é melhor sob varios aspectos. O preparo pré operatoria consiste em jejum a partir da meia noite de 16 para 17 de dezembro, as 6:30hs é feito preparo da pele e as 7:00 o pre anestesico, havendo previsão da cirurgia as 8:00hs.

NAO ESQUEÇA DE TRAZER OS EXAMES DA COLUNA (RESSONANCIA E RX), BEM COMO OS EXAMES DE LABORATORIO QUE OS ANESTESISTAS PRECISAM VER.

Abraço

Dr Goveia

Dia 22 - 2 últimos dias antes da cirurgia

20081215-Mon-01:02:25hs
Vinte e dois dias de molho, com bastante tempo para ler, escrever, ver TV e navegar na Internet. No final, usei mais esse tempo para ler do que escrever. Mas tenho ainda muitos planos de deixar esse blog "quase" profissional.

Natal e Ano Novo

Ano passado tivemos um Reveillon bem legal e diferente no sítio. Esse ano, por causa da minha recuperação que deverá ser bem delicada, acho que vamos ter que comemorar aqui em casa mesmo.

Oscar passou por aqui outro dia e já começamos a combinar o esquema do cabrito. Como ele agora tem carro também, estando eu impossibilitado, acho que ele poderá resolver tudo com a ajuda do Tiago. Deveremos rachar a conta eu e ele mesmo, como foi no passado. O que não devemos é ficar sem o cabrito assado.

14 dezembro 2008

Dia 21 - Um Domingo em casa

20081214-Sun-00:34:04hs
Acabou Capitu. Foi diferente, mas gostei. Acho que, no final das contas, conseguiu destilar muito bem o ciúme doentio do ser humano fielmente retratado pelo gênio. A forma como foi apresentado, chateou um pouco causando desvio de atenção. Acho que o verdadeiro valor da obra só pôde mesmo ser sentida no todo e por quem resistiu até o final. Gostei mais do casal jovem, talvez por ter sido representado por atores ainda sem rótulo.

20081214-Sun-01:46:28hs
Cansado já, sentindo um pouco mais de dor do que o normal, provavelmente por ter andado mais, ficado mais de pé, me movimentado mais, ficado menos na cama.

20081215-Mon-00:58:06hs
Passei quase o dia todo fazendo manutenção no laptop tentando descobrir porque está travando. O dia esteve chuvoso e meio frio, quase não saí da cama, nem para comer. No final do dia, passou por aqui a Teresinha que veio fazer uma visita. Que bom. Conversamos um pouco sobre o sítio já que ela chegou há pouco de lá. Hoje é aniversário da Luzia que ficou no sítio com o Preto e a Jéssica. Falei com ela pelo telefone, dei notícias da agenda da cirurgia e desejei-lhe feliz aniversário. Os anos passam mas precisamos nos cuidar para ter bastante energia para continuar curtindo a vida inclusive depois da aposentadoria.

13 dezembro 2008

Dia 20 - Cavalaria passando

Acordei com a visita do Edião e Dudu que deram uma passadinha antes do Dudu ir para a roça com a Luzia. Conversamos um pouco sobre HTML e CSS, que preciso aprender mais para poder melhorar a cara desse blog.

Fiz algumas recomendações para o Dudu: pegar os ovos, ajudar a tia Luzia pegar xuxu, forrar as casinhas da Bolinha e da Ditinha com pano e não deixar os cachorros dormirem nas cadeiras da varanda.

Ao abrir a janela, estava passando uma pequena cavalaria vindo do Potim para a Basílica. Estaquei e fiquei apreciando, com uma certa inveja, aqueles caras trotando sobre os cavalos. Em silêncio, fiquei imaginando a coluna de cada um subindo, descendo e dando trancos sobre a sela. Sugestivamente até senti uma pontada na hérnia mas, mesmo assim, fiquei admirado com esses simples cavaleiros e suas colunas com seus discos íntegros. Nunca mais vou poder andar à cavalo!!

Procurando um 4x4

20081213-Sat-22:03:06
Depois do almoço fomos eu, Isabel, Gu e Amanda ao recinto de exposições de Guará onde montaram o habitual feirão de automóveis. Estivemos olhando só 4x4, Sportage, Pajero, Vitara. Vimos alguns mas nenhum muito próximo do que estamos procurando para trocar um dos Gols.

De volta, café com pão de queijo e muita pesquisa na Internet. A gente chega lá.

Cirurgia

Dr Goveia confirmou, por email, a cirurgia para a próxima Quarta-feira, dia 17. Estaremos no Hospital na Terça em torno de 9 da noite.

12 dezembro 2008

Dia 19 - Agendando a cirurgia

Fiquei sabendo agora que a cirurgia, se não puder ser realizada na Terça dia 16, será na Quinta. É que tem um caso mais grave do que o meu, emergência, que poderá sair na frente. Combinado também que deverei chegar no Hospital na noite anterior em torno das 9 da noite; é que os planos de saúde não gostam muito de ter que pagar uma diária na véspera de cirurgia.

Me diz a Márcia, secretária do dr Goveia:

-- Eles querem que o paciente chegue no dia da cirurgia, deixe as bolsas, tome um banho e vá direto para o centro cirúrgico; isso não pode né, tem que chegar no dia anterior, descansar, dormir bem, ter uma noite tranqüila, para só operar no dia seguinte. Aí a gente faz isso, já combinamos com o Beneficência, a pessoa chega à noite e aí a diária só começa a contar a partir do dia da cirurgia.

Digo.

-- O meu plano só aprovou 3 diárias.

-- É, mas aí, se precisar de mais algum dia depois da cirurgia, a gente pede uma prorrogação, isso não tem problema.

Falei com ela sobre a possível necessidade de uma ambulância para me trazer de volta para casa, ela disse que o dr Goveia pode pedir ou o Hospital mesmo pede por telefone. Não deve haver problema de demora na aprovação.

Tudo bem então, aguardo um telefonema na Segunda combinando como é que vai ser.

02 dezembro 2008

Oitavo dia de cama aguardando a cirurgia

Esse final de semana que passou foi o primeiro que não pude cumprir com a rotina de ir ao Sítio. Sei que outros finais de semana virão e, em mais alguns deles, também não poderei ir. Mas entendo que é melhor ir com bastante calma nesse processo para poder voltar com segurança e garantia de que, em breve, voltarei a desfrutar do benefício que construímos.

Sigo resignado e em compasso de espera. O aumento do calor tornou mais dolorosa essa submissão. De vez em quando me vem à cabeça os riscos que vou correr, como diz essa pesquisa:

"... o tempo cirúrgico variou de 3h40min a 6h30min, com média de 4h53min e o tempo de internação de três a cinco dias, com média de 4,7 dias. Como complicações imediatas, um paciente (4,4%) apresentou alterações parestésicas em membros inferiores ao fim do procedimento; um paciente apresentou tromboembolismo pulmonar, evoluindo para óbito em 48 horas; um paciente apresentou fratura do pedículo no momento da tração longitudinal; e um paciente apresentou sangramento significativo, havendo necessidade de hemotransfusão durante o ato operatório..."

Espero sair dessa sem fraturar nenhum pedículo nem me ver evoluindo para óbito. Eu hein.